A madrugada avançava lentamente sobre a vila, e o silêncio que dominava o lugar era diferente do silêncio comum das noites anteriores. Não era apenas a calmaria de pescadores dormindo após um longo dia de trabalho no mar. Era um silêncio pesado, carregado de expectativa, como se o próprio ar estivesse esperando que algo acontecesse. Íris sentia isso claramente. Ela estava sentada na beira do pequeno cais de madeira atrás da casa de Noah. Seus pés tocavam a água fria enquanto pequenas ondas batiam suavemente contra as tábuas. O mar sempre a acalmava, mas naquela noite nem mesmo o oceano parecia conseguir aliviar completamente a tensão que corria por seu corpo. O pingente de sereia em seu pescoço estava quente contra sua pele. Aquilo raramente acontecia. Íris passou os dedos pelo objeto

