Mia Robert
. . ._ A Nat deu uma bofetada na Afrodite e as duas começaram a discutir bem aqui no meio do bar.
Uma das garçonetes se apressa em contar.
Ótimo, agora eu perderia o meu emprego, justo quando as coisas estavam melhorando.
Carlo_ As duas na minha sala, agora!
Pen segura a minha mão por um segundo, mas é o suficiente para eu entender que ela acredita em mim e que está do meu lado.
Carlo _ Que c*****o as duas estavam pensando? Aqui não é lugar para acertarem suas diferenças.
Nataly_ A culpa é da Mia!
Nat se apressa em jogar tudo para cima de mim.
Carlo_ Não usamos nossos nomes verdadeiros aqui, Nat, sabe muito bem dessa regra, além disso, já estou ciente do que aconteceu.
Nataly_ Então sabe que seu precioso lutador anda espancando pessoas fora do ringue?
Carlo_ O que o Imbatível faz fora daqui não é da minha conta. Me agradeça por eu não te demitir depois do vagabundo do seu namorado tentar atacar uma das minhas garçonetes, e tem mais, ele estava devendo um bom dinheiro na casa, quem vai pagar?
Nataly_ Pode descontar do meu salário.
Carlo_ E vai ficar tanto tempo sem receber?
Nataly_ Sim, só me deixa com as gorjetas, posso me manter com elas.
Entendi bem ou eles vendem drogas aqui também? Pensei que o negócio da Arena eram só as lutas e jogos de azar.
Carlo_ Você quem sabe, se quer sustentar vício de vagabundo, não sou quem vai te impedir. A partir de agora, é a fiadora dele.
Mia_ Nat, não faça isso, sai fora desse cara.
Nataly_ Não te pedi conselho nenhum, sua ridícula, e vê se fica longe do meu caminho.
Fala indo em direção à saída, e eu a sigo, já que aparentemente Carlo não tem mais nada a dizer.
Carlo_ Não quero mais confusão na Arena, da próxima vez vocês vão para o olho da rua.
Nenhuma de nós diz nada, apenas balançamos a cabeça em concordância.
Carlo_ Afrodite, você fica.
Fala de repente, me fazendo parar no lugar, ainda ouço Nataly dar uma risadinha de deboche e murmurar um “Se ferrou” antes de passar pela porta.
Carlo _ Você está bem? Quer dizer, depois do ataque de ontem?
Mia_ Garotas como eu não tem tempo para lamber as feridas, vou ficar bem.
Digo com sinceridade.
Carlo_ Eu sei que vai.
Resonde concordando, provavelmente entendendo na vida que levo, tudo o que se pode fazer é levantar dia após dia e lutar.
Carlo_ O Imbatível está te esperando na sala dele.
Diz, por fim, me pegando de surpresa.
Mia_ O Imbatível? Pensei que ele não fosse lutar essa noite.
Carlo_ E não vai, ele só veio para assistir as lutas de hoje, ninguém sabe que ele está aqui, e é melhor que continuem não sabendo, entendeu?
Mia_ Sim, senhor.
Carlo_ Ótimo, agora vá até a sala dele, ele não é conhecido por ser paciente.
Faço que sim com a cabeça e sigo ao encontro do lutador mascarado.
No caminho é impossível não me sentir nervosa e curiosa, se for sincera comigo mesma posso dizer que estou ansiosa também, só isso explicaria o repentino salto que meu coração deu de repente.
Bato na porta, como fiz das outras vezes em que estive aqui e logo ouço a voz rouca do outro lado.
Dante_ Entre.
Como sempre, a sala está parcialmente escura, e ele está sentado em sua poltrona de frente para a enorme janela de vidro, onde tem uma vista privilegiada de toda a Arena, inclusive do bar.
Fico parada próximo a porta, sem me mover, impactada com a sua presença, ele exala perigo, dominância e poder e isso me assusta na mesma proporção que me atrai.
Dante_ Vai ficar parada aí, vem até aqui.
Fala me tirando do transe.
Mia_ O que você quer?
Pergunto caminhando até o meio da sala.
Dante_ Sente-se.
Aponta para a cadeira à sua frente.
E ainda receosa faço o que ele pede ou manda pareceu mais uma ordem para mim. Sei que ele não vai me fazer m*l, ou não teria me salvado ontem, mais ainda assim tenho medo, não medo dele, mas medo do que sinto quando estou perto dele.
Dante_ Você está bem?
Pergunta assim que me sento.
Mia_ Estou, e a propósito, obrigada mais uma vez, não sei o que teria acontecido comigo se você não tivesse aparecido.
Dante_ Não precisa agradecer, já disse que faria aquilo por qualquer um.
Mia_ Pois é, mas coincidiu de eu ser esse qualquer um ontem a noite, e sou muito grata por sua ajuda.
A luz do ringue começa a rodar lá fora e por um momento clareia o meu rosto, é rápido, mas ainda é tempo o suficiente para ele ver o machucado em meu rosto, resultado da bofetada que a Nataly me deu.
Sua mão vai até o local na mesma hora e ele toca o canto do meu lábio, onde havia ficado um pequeno corte.
Toque é suave mas ainda assim me encolho com a dor que ele causa.
Dante_ Quem fez isso com você?
Mia_ Ninguém, digo desmanchando o coque que tinha feito mais cedo e jogando a cabelo de lado em uma tentativa em vão de cobrir o rosto machucado.
Dante_ Eu fiz te uma pergunta e quero que me responda, Pequena.
Mia_ Já disse que não foi ninguém.
Digo desviando o olhar do mascarado que agora parece bem aborrecido.
Dante_ Não sou conhecido por ser paciente, Afrodite, é melhor você falar logo. Quem machucou a p***a do seu rosto?
Solto um suspiro me dando por vencida sabendo que ele não vai me deixar sair daqui sem uma resposta.
Mia_ Não foi nada demais, só uma discussão que tive com a Nat, ela está me culpando pela surra que você deu no namorado dela, disse que ele está em estato grave no hospital e sabe o que é mais sinistro? E que eu devia me importar, mas não me importo.
Dante_ Não se importa de eu ter quase matado o i*****l na porrada?
Mia_ Não, e olha que eu odeio violência.
Dante_ Odeia violência mas se sente atraída por mim, um lutador que vive de espancar os outros.
Mia_ E quem disse que eu me sinto atraida por você?
Falo sentindo o meu rosto ficar vermelho de repente.
Ele sorri de um jeito convencido e muda a sua posição me puxando para o seu colo.
Arfo de surpresa e tento sair de cima dele.
Dante_ O seu corpo fala o que sua boca se n**a a admitir.
Diz roçando os lábios em meu pescoço.
Mia_ Meu corpo não fala nada.
Dante_ A não? Então porque sua pele está arrepiada e sua respiração acelerada?
Com muto esforço consigo sair do seu colo, e tenho a sensação de que só saí porque ele permitiu.
Dante_ Isso, continue mentindo para si mesma, e a noite quando for dormir vai se masturbar imaginando o meu p*u fudendo a sua b****a.
Mia_ Eu. . . Eu. . . Tenho que voltar ao trabalho.
Dante _ Isso, foge mesmo, mas olha só, o seu tempo está se esgotando, minha oferta é por tempo limitado, lá fora tem uma fila de mulheres querendo abrir as pernas para mim.
Mia_ Já disse que não quero o seu dinheiro, meu corpo não está à venda, e se tem tantas mulheres assim na sua cola, porque não vai ficar com elas e me deixa em paz?