Sebastian se recusou de me ajudar com as bagagens, se recusou de me levar ao aeroporto. Brigou comigo várias vezes naquele dia sobre como nós dois, juntos, poderíamos passar por aquilo tudo sem precisar tomar "medidas radicais". Ele foi infantil, como foi infantil muitas vezes no nosso relacionamento de quase 6 meses, mas eu era infinitamente covarde, medrosa e dramática, por isso não ficava crucificando a forma que ele agiu, simplesmente aceitava e seguia em frente, não havia nada a ser feito. Era sobre isso que eu pensava enquanto pegava aquela mala cor-de-rosa que eu ainda não havia mudado na esteira do aeroporto. Meus pais não haviam questionado o motivo da minha volta ao Brasil. Apenas expliquei que, como Sebastian estava se mudando para os EUA, não havia motivo para que eu ficasse n

