Alejandro García Estacionei o carro na minha vaga na garagem e subi a pé os três andares do prédio velho e sem elevador que eu me escondia. Destranquei a porta e acendi a luz. O apartamento pequeno e abafado me acolheu e parecia tão sem vida quanto a minha alma. Joguei a mochila no sofá e retirei uma caneta do bolso me aproximando do quadro branco cheio de fotos e textos, afixado na parede. Observei cada um daqueles rostos ali me encarando e levantei a mão fazendo um círculo em mais uma pessoa da minha lista. Verônica Monteiro acabava de entrar no jogo. O primeiro e mais importante estava no topo. Uma foto bem grande para que eu não me esquecesse que ele era o alvo principal. Joaquim Dumont era meu objetivo de vida nos últimos cinco anos. E todos os outros ao redor de alguma man

