Capitulo 3.

1553 Palavras
Courtney POV. Eu arrumo minhas roupas, produtos de higiene e as coisas que vou precisar para ficar onde quer que eu vá. "Precisa de mais alguma coisa, querida?" Um dos homens chamado Snake pergunta enquanto fecha a terceira mala. Eu olho ao redor do meu quarto e suspiro. Pego meu travesseiro e saio do quarto. Voltando para baixo, papai está ao telefone, e eu me sento no sofá. Escrevo um e-mail para o trabalho avisando que vou trabalhar em casa pelo futuro próximo. Acho que o clube não vai me deixar sair. Eu sou artista. Meus designs já foram usados no mundo todo para várias coisas, desde placas até adesivos para carros e motos, capas de livros. Preciso do meu iPad e laptop. Não posso ficar sem fazer nada enquanto estiver presa. Então, melhor ganhar algum dinheiro. Mamãe comprou a casa, então não preciso me preocupar com isso. A campainha toca, e os homens todos sacam suas armas. Eu suspiro e me levanto de novo, mas meu pai segura meu braço e balança a cabeça, dizendo não. "Courtney, querida, você está bem?" Eu suspiro, olho para ele e reviro os olhos. "Um minuto, Sra. Johnson." Olho para meu pai, e ele acena com a cabeça uma vez enquanto me movimento e abro a porta. "Oh, Courtney, querida, você está bem?" ela pergunta, olhando ao redor de mim e para dentro da sala. "Ah, oi, Sra. Johnson, o que posso fazer por você?" Digo a ela, e ela me olha com tristeza e me puxa para um abraço. Meus braços ficam ao lado do corpo, mas lentamente eu a abraço de volta. "Tudo vai ficar bem, querida. Eu sei que ela te amava muito. Dava para ver sempre que vocês estavam juntas. Se precisar de qualquer coisa, me ligue." Eu aceno com a cabeça. Não vou ligar—nem tenho o número dela, e não preciso dessa bisbilhoteira metida. "Obrigada, olha, preciso ir. Tenho muita coisa para resolver. Tenha um bom dia." Digo, me preparando para fechar a porta. "Você está em algum tipo de encrenca?" Paro de fechar a porta e olho para ela, e ela sorri maliciosamente, olhando para as motos. "Não, essas são de amigos antigos da minha mãe. Eles estão aqui para..." Por que estou explicando para essa velha bisbilhoteira? "Deixa pra lá, preciso ir. Cuide-se, tchau, Sra. Johnson." Fechei a porta e vi meu pai e os caras me olhando com diferentes graus de diversão. Eu gemo e me afasto da porta. "Ela parece simpática," papai diz, e eu simplesmente lhe dou um olhar enfático. "Ela é uma velha bisbilhoteira que não tem nada melhor para fazer além de fofocar. Mamãe sempre foi legal com ela, mas eu, nem tanto." Digo, e Snake ri baixinho. “Implacável.” Ele diz enquanto entrega minhas malas para os outros dois. Um se chama Storm, e o outro se chama Dagger. De onde eles tiram esses nomes? Descobri que meu pai se chama Hunter Wolf Harrison. Morrison era o sobrenome de solteira da minha mãe. O clube dele se chama Exército do d***o. Por que todos os nomes estão associados de alguma forma ao d***o? Suponho que seja para soar assustador. “Ok, pronta pra ir?” Papai me pergunta. Eu não estou pronta, mas suponho que agora preciso estar mais do que nunca, até ele descobrir quem são essas pessoas. E por que pediram ajuda aos Guerreiros do d***o. Saio de casa e caminho até a garagem com as chaves da mamãe na mão. Abro a garagem e vou até o bebê dela. A Ford Ranger Raptor dela. Mamãe ama caminhonetes americanas grandes, enquanto eu gosto dos clássicos muscle cars americanos, como o Dodge Challenger. Nunca se erra com um bom muscle americano. Aperto o controle e a Raptor emite um bipe. Vou até o porta-malas, abro e os homens colocam minhas coisas lá dentro. Um assobio baixo me faz virar a cabeça quando Storm passa a mão pelas linhas suaves e elegantes do meu carro. “Isso aí é uma obra de arte.” Ele diz, e eu sorrio pra ele e me aproximo. “É mesmo. Ela é o meu bebê. Foi o primeiro carro que comprei com meu primeiro salário. Ela não era assim quando a comprei. Trabalhei muito para deixá-la nesse estado. Uma reforma completa na carroceria, chassi e motor.” Digo pra ele, e ele me olha e pisca várias vezes. “Espera, você montou ela do zero?” Ele pergunta admirado, e eu sorrio e balanço a cabeça. “Foi sim. Mamãe sempre dizia que eu não era só um rostinho bonito, mesmo quando estava coberto de graxa e óleo.” Digo, e ele sorri pra mim e pisca. Não me sinto desconfortável com ele, nem com nenhum deles. “Desmontei meu primeiro motor quando tinha sete anos e montei de novo. Mamãe também me ensinou isso.” Digo, lembrando da lembrança de nós duas sentadas no chão coberto de terra, usando macacões sujos, com graxa nas mãos e nos rostos enquanto desmontávamos tudo juntas pra ela me ensinar. O cabelo longo, ruivo e ondulado dela estava preso num coque bagunçado no topo da cabeça. A corrente dourada no pescoço, com a aliança dentro da regata branca. “Ela vai ficar aqui?” Storm me pergunta, e eu entendo por que o chamam de Storm. Ele tem cabelo loiro e olhos prateados. Eu balanço a cabeça afirmando. “Vai sim, até o perigo passar. Depois volto pra buscá-la.” Digo e dou um tapinha no teto dela antes de caminhar até a caminhonete da mamãe e subir no banco do motorista. Storm me ajuda a colocar o cinto, mesmo que eu consiga fazer sozinha, e fecha a porta. Ele recua e me orienta enquanto dou ré e saio da garagem. Assim que estou a uma distância segura, aperto o controle para fechar a garagem. Olho para a casa e suspiro. Voltarei em breve, espero que antes do meu feijãozinho nascer. Dou ré até a rua e meu pai está na moto à minha frente, Storm à esquerda, Snake à direita e Dagger atrás de mim. Sigo meu pai. Ligo o som e canto junto com a música que está tocando: Post Malone e Morgan Wallen. I Had Some Help. Mamãe e eu amamos Morgan Wallen e Post Malone. Canto os versos, batendo as mãos no volante, e consigo ver minha mamãe enquanto cantamos juntas, balançando os quadris nos bancos, fazendo nossas dancinhas. Sorrio. Tantas lembranças felizes com ela. O sol brilha forte no céu enquanto sigo atrás do meu pai. Canto alto, balanço a cabeça no ritmo da música, dou de ombros acompanhando. Viro a cabeça e vejo Storm me observando. Ele está com as mãos erguidas no ar enquanto pilota, e eu dou uma risada. Ele é maluco. Olho para a direita e vejo Snake fazendo os movimentos do Vogue com as mãos no rosto. Uns doidos. Depois de quatro dias dirigindo, dormindo em motéis fuleiros e comendo porcaria, finalmente paramos em algo que parece um estacionamento com motos paradas na frente. Tem uma oficina funcionando. Homens e mulheres estão trabalhando ou apenas à toa por ali. Estaciono a caminhonete e desligo o motor. Meu coração bate forte enquanto olho para o prédio. Os homens e mulheres se levantam e olham na direção da caminhonete. Engulo em seco. Não gosto nada disso. Meu pai caminha até meu lado e abre a porta. “Bem-vinda de volta, princesa.” Ele diz, e eu olho pra ele e depois para a multidão que começa a se formar. Ele me oferece a mão, e eu ignoro e desço sozinha. Minha mão vai até minha barriga, e ele caminha ao meu lado. Olho para as pessoas ao redor e consigo ouvir os sussurros. “Ela parece com a Caitlyn.” “Ele a encontrou. Aquele filho da p**a maluco encontrou ela.” Entro pelas portas e há muitas pessoas aqui. Homens e mulheres todos bebendo e se divertindo. “Escutem todos. Esta é minha filha, Courtney Nevaeh Morrison. Ela é a legítima princesa deste clube. Todos vocês vão mostrar respeito a ela. Hoje ainda é um dia de luto, mas também é um dia de celebração. Vamos lembrar da Caitlyn e vamos comemorar o retorno da nossa filha. Sua princesa. SAÚDE!” meu pai grita e o salão explode em aplausos e comemoração. Eu não esperava por isso. Pessoas vêm me oferecer condolências, e as old ladies me abraçam e me elogiam, dizendo como sou bonita. A festa está a todo vapor e eu estou completamente sobrecarregada. Todos parecem ser boas pessoas, até mesmo meu pai. As portas da sede se abrem e eu ouço — aquela voz que jamais vou esquecer. “PAPAI!” Eu a vejo correndo sobre saltos altíssimos na direção de… do meu pai. Ah, nem fodendo! Ela não vai… nem em mil anos. Aquela v***a é minha… eu quase vomito. Ela é minha irmã?! Meu corpo fica rígido quando ela o abraça e um homem a abraça também. Mas não é nela que estou olhando. É no homem que parece em transe, alternando o olhar entre os meus olhos e a minha barriga. Aquele que eu achei que me amava do mesmo jeito que eu o amava. Kaden Venom Frost, meu ex.
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