Capítulo 10

1172 Palavras
Julia  Gustavo está diferente de mais cedo. Entramos no apartamento sem falar nada até ele cortar. —Vai dormir no meu cangote de novo? — Me olha e rimos alto. —Você que me agarrou — Provoco. — Falou a que tem medo de escuro — Faço careta — E da próxima, deixo você morrer de frio, ingrata — Se senta no sofá e bate no mesmo para eu sentar. —Eu nao tenho medo de escuro, eu tenho medo do que pode aparecer nele — Me defendo — Da próxima? — Ele desvia o olhar e eu ri. —Você acha isso engraçado? —Sua cara? Acho hilário — Mordo os lábios tentando conter o riso. —Não — n**a com a cabeça — Você ficar me provocando e depois agir como se nada tivesse acontecido. —Eu juro que não fiz nada — Estou entendendo c*****o nenhum — Seja mais específico, Gustavo. —Você ficou de toalha na minha frente. —Eu não raciocinei na hora, e até parece que Gustavo nunca viu uma mulher de toalha. Já deve ter visto milhares nuas — Me olha e balança a cabeça negativamente e lembro que por descuido ele também me viu. No mesmo instante coro e ele rir — Para de rir, Gustavo. —Mas não era a senhora que achava engraçado me ver nessas situações? — Dá uma risada gostosa que me estremece. Ele levanta e entra no seu quarto. Ele demora tanto, deduzo que está tomando banho. Entro no quarto e me sento na cama. —p***a, Julia — Se assusta ao me ver — Poderia ter me esperado na sala ou qualquer canto da casa. —Eu já dormi aqui — O encaro. —Dessa vez teria que me ver peladão, princesa. Preciso me trocar. —Tem nem p*u aí — Me olha e logo me arrependo do que falo e tento sair daquela situação. —Espera, Julinha — Sou puxada pra mais perto e sussurra em meu ouvido — Agora vai me deixar? —Gu-Gustavo...Eu não...quer-queria dizer isso... — Tento falar e ele solta uma risadinha vitoriosa. —Da próxima eu gravo a sua cara. —i****a — Me solto e corro pra sala. Fico sentada olhando pro nada. —Tenho uma coisa pra você — Volta vestido com uma bermuda de pano mole e sem camisa, filho da p**a gostoso. Ele me traz uma caixa com doces, eu amo! Formiga de carteirinha. —Não tenho certeza se gosta — Pego um e me lambuzo. —EU AMO. Muito obrigada, Gusta! — O abraço quase me jogando em cima dele no sofá e ele rir me segurando pela cintura. Logo percebo a situação que estou, saio do abraço e me ajeito — Desculpa. —Por que você tem essa coisa de tanto se desculpar? —Porque ele sempre me dizia que eu só faço as coisas erradas, que a culpa é minha.... — Falo baixinho com a cabeça baixa. —Ju...- Segura meu rosto na altura das bochechas me fazendo o olhar e faz um carinho com seu polegar no local. —Eu não quero chorar, Gustavo — Falo quase em um sorriso forçado. —Enquanto eu estiver aqui, você nunca mais vai chorar. Você só pode sorrir, princesa. Você merece o mundo, c*****o — sorrio acompanhando seu riso. —Obrigada, Gu... — Coloco a caixinha na mesinha e o abraço de novo. Ele acaricia minha cintura com as pontas dos dedos e ficamos naquele abraço por um tempo, me trazendo uma enorme calmaria. Quando nos soltamos, desviamos os olhares e peguei mais um doce. —Não quer um? —Não sou muito fã de doce, morena — Me olha. Perco o meu olhar e volto a atenção pro doce — Vem cá, eu limpo — Passa o polegar no canto da minha boca tirando o glacê. Percebo o seu olhar na minha boca, mordo os mesmo tentando segurar o riso — p**a que pariu, Julia — Ele puxa minha cintura já pedindo passagem pra sua língua em minha boca, cedo sem pensar, ele vem brincando tão gostosinho com a minha língua que eu só queria ficar ali. Era um beijo calmo e tão gostoso, diferente dos outros, nem penso em ninguém agora. Ele me fez esquecer tudo naquele momento, meu mundo parou pra nós dois. Ele me puxa mais pra cima dele me fazendo sentar em seu colo, sua mão se encontra na minha b***a e a outra em meus fios tomando o controle do beijo. Minhas mãos que já se encontravam em sua nuca, acaricio seus fios curtos dando alguns puxos de acordo com suas apertadas em minha b***a. Sua boca vai parar em meu pescoço dando alguns beijos e leves chupões, jogo a cabeça pra trás aproveitando o momento. Logo percebo que estou beijando o Gustavo, não sei se aproveito ou paro com isso... Mas tá tão bom e... —Gostosa — Sussurra no meu ouvido me fazendo ficar trêmula. Mordo seu lábio inferior e ele abre um sorriso, me puxando pra mais um beijo. Mas...e se ele estiver me usando? Ele pode estar brincando comigo e... —Julia? Eu pensei tanto nas possibilidades que parei de beijar o garoto sem perceber. Abro os olhos e fecho a boca. —Desculpa, eu não devia ter feito isso, né? — Ele me olha e eu levanto do seu colo, indo diretamente para o banheiro. Me encaro no espelho por um bom tempo trancada. Por que ele iria querer algo comigo? Eu devo ser tão feia, uma pessoa horrível. Por isso o Mateus me deixou. Começo a chorar de novo com soluços altos incontroláveis. Gustavo Acho que estraguei tudo com Julia. Parecia que ela estava gostando, mas do nada parou. Escuto altos soluços, bato na porta, mas ela não abre. —Ju...Abre — Insisto — Você vai me dar um prejuízo, pois vou quebrar a porta — Ela abre a porta com seus olhos inchados como de manhã — Ju... —Eu já vou. Até amanhã — Força sorriso. —Não vou deixar você ir. Muito menos dessa forma — A puxo para um abraço e a mesma desaba com seu rosto afogado em meu pescoço. Sinto lágrimas grossas rolarem. Só fico quieto e presencio o momento — Dorme aqui, tá bom? — Ela afirma com a cabeça em um movimento lento. A guio até meu quarto, a coloco deitada e cubro mesma. Saio do quarto e vou pensar um pouco na sala. Acabo dando uma cochilada por ali, mas me acordam depois de um tempo. —Gustavo... — Cutuca meu ombro e a olho rápidamente. —O que aconteceu? — Pergunto preocupado. —Desculpa...Você pode dormir comigo? —Pede com jeitinho? — Brinco. —Por favor, Gu... — Segura minha bochechas fazendo peixinho. —Me dá um beijo antes? — Ela me encara por um tempo, e quando levanto, me puxa para um beijo rápido — Não deu pra raciocinar direito, poxa. Melhor assim... A puxo pro meu colo e a beijo que nos leva até a cama. Deito ela e vou por cima beijando seu pescoço enquanto ela puxa os fios curtos do meu cabelo. Volto pra sua boca, explorando todos os cantos daquela boca maravilhosa, desço a minha mão até a sua b***a a mostra e deixo um tapa e escuto um gemidinho da mesma. Me dá vontade de ir a diante,mas esse não é o momento. Paro nosso beijo com três selinhos. Deito ao seu lado e a mesma deita com a minha camisa,colocando sua cabeça em meu peito e a agarro deixando minha mão na sua cintura,acaricio seu cabelo até a mesma dormir.
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