Era uma manhã tristonha. O céu vestia seu luto nublado. Não haviam cores e nem cantos de pássaros, só saudade. As nuvens negras que refletiam a minha alma, excluía a cor branca de um sorriso que poderia estar saciando aquela saudade. Não era um sentimento de falta, era um sentimento de ódio, algo como um vazio não preenchido por falta de respostas, era uma angústia petrificada. Minhas mãos pintavam meu rosto amargo do luto. Eu tentava ao máximo esconder o rosto acabado e inchado da noite m*l dormida, se é que segundos de cochilos podiam ser chamados assim. Eu vestia o preto mais sombrio que eu poderia ter encontrado em meus pertences. Os cabelos soltos e armados com o tempo frio, nem me faziam ter a vontade de serem penteados. Entrei no carro de minha mãe, ela me fitava pelo retrovisor,

