Contudo, ela o observou muito pensativo e o silêncio se instalou na mesa e isso a incomodou. Gostava dele falante, feliz. Pegou a mão dele. Precisava voltar ao que eram. —Angelos. Podemos ser sociáveis. — Droga. Isso saiu meio desesperado. Ele a encarou e então sorriu com frieza. —Podemos, sim. Quem disse que não seremos? Mas como você, também tenho uma vida. Um mundo lá fora e às vezes penso nele também. A resposta atravessada a deixou nervosa e ela respirou pesadamente. Sim, ela mereceu isso! Desviou os olhos dos dele e focou na xícara para evitar que aqueles olhos castanhos que agora a encaravam com sacarmos, a magoassem ainda mais. Esse clima que ficou entre eles a deixava triste. Tinha uma bola na garganta. Seus músculos estavam tensos. As mãos transpirando. Não g

