Laços Inesperados
Os dias que se seguiram ao nosso encontro trouxeram uma agitação interior que eu nunca tinha sentido antes. Minha mente estava repleta de pensamentos sobre Azriel, suas palavras ecoando como uma melodia em meus ouvidos. Quem era ele? O que ele estava escondendo por trás daqueles olhos profundos?
Movida por uma curiosidade incontrolável, comecei a frequentar os lugares onde imaginava que ele poderia estar, confesso ele foi a unica pessoa que me despertou tal sentimento, nao sou uma perseguidora so queria reencontrá-lo pois fazia bastante tempo que nãoo via. Foi em uma tarde de nevasca que nosso encontro aconteceu novamente. Eu estava sentada em um banco a beira do rio congelado, absorta em um livro, quando ouvi uma voz familiar.
- "Você tem uma atração inexplicável por lugares onde as almas perdidas buscam respostas, cara Charlote."
Olhei para cima, surpresa e ao mesmo tempo reconhecendo a voz de Azriel. Ele estava lá, parado rente as minhas costas lendo apagina do livro, entao ele tira os olhos do livro e com um sorriso leve nos lábios enquanto me observava.
- "Eu... acho que você está certo," respondi, sentindo um calor subir ao meu rosto.
Ele se aproximou, seus passos tão silenciosos que pareciam não pertencer a esse mundo.
- "Não acredito em coincidências. Talvez o destino esteja nos guiando para algo."
Seus olhos, sempre tão intensos, me estudavam como se fossem capazes de desvendar meus segredos mais profundos. Era como se ele soubesse que eu estava buscando mais do que apenas encontros casuais.
Nossas conversas fluíam naturalmente, como se já nos conhecêssemos há anos. Ele compartilhava histórias que pareciam vindas de um conto de fadas sobre as lutas que participou com seus amigos e tambem experiencias pessoais, enquanto eu compartilhava minhas aspirações e medos mais profundos. A cada encontro, eu mergulhava mais fundo naquele mundo que ele representava.
Com o tempo, nossos encontros se tornaram mais frequentes e mais profundos. Azriel me contou sobre as terra aqual morava e os mistérios que os cercavam. Eu, por minha vez, compartilhei as maravilhas e limitações do meu mundo. Por fim ele acabou me chamando pra uma jornada além do que eu conhecia, além do véu.
Cada vez que nos encontrávamos, eu sentia que uma conexão estava se fortalecendo entre nós, uma ligação que transcendia nossas diferenças. Eu não sabia onde isso nos levaria, mas algo dentro de mim me dizia que eu estava prestes a embarcar em uma jornada que mudaria tudo o que eu conhecia.
Não sabia até onde éramos iguais e até onde éramos diferentes em partes isso me assustava quando uma pequena parte do meu corpo não sei eu exatamente qual acusa um sensor que não consegui saber se era medo, perigo ou um aviso de corre, mas sou incapaz de me afasta.
No fim acabei aceitando a proposta e embarquei com ele de cabeça em algo que nem eu tinha certeza se era bom ou não, mas quem não tem nada a perder não tem o que temer.