Capítulo 11

1908 Palavras
— Algumas partes da nossa genética descendem dos lobos, ou seja, alguns estão ligados integralmente com esses animais e assim podem se transformarem em lobos, alfas com quatorze anos e ômegas com dezoito. — Gabriel explicou. — Alguém sabe dizer o motivo de alfas se transformarem com quatorze anos? — Gabriel perguntou e praticamente todos levantaram suas mãos, porém o ômega olhou para a mesa onde Dante e Lee estavam, ambos estavam dormindo, Lee com a cabeça apoiada na mesa e Dante com a cabeça encostada na parede. Gabriel foi até a mesa, e bateu a mão em cima da madeira. Os dois adolescentes se assustaram e acordaram em um salto. Lee olhou para Gabriel e passou a mão no rosto, Dante tentava ente der bem aonde ele estava. — Estão prestando atenção na aula? — Gabriel perguntou deixando suas mãos para trás. — Claro! — Lee falou olhando Dante que concordou. — Com certeza, professor! — Dante falou e Ravi tampou a boca para não mostrar que estava rindo. — Então, qual a resposta? — Gabriel questionou. — Hm... Pode repetir a pergunta? — Lee perguntou dando seu melhor sorriso e Gabriel revirou os olhos. — Harry, diga ao seu namorado e ao seu praticamente cunhado, a resposta para a explicação. — Gabriel falou e Harry nem mesmo precisou abrir o caderno para saber a resposta. — Alfas lúpus são ligados mais cedo ao seu lobo, quando completam o ciclo lunar de quatorze anos, eles se transformam pela primeira vez, a razão disto é que nessa idade o alfa já é considerado apto a procurar uma matilha para si e antigamente era quando o alfa saía da casa dos seus pais e encontrava um companheiro ômega. — Harry falou e Lee ficou um tanto surpreso. — Ravi, por que um ômega só se transforma aos dezoito? — Gabriel perguntou olhando para Dante. — Ômegas lupinos só se transformam em lobos aos dezoito, pois é quando o corpo do ômega está preparado para gerar filhotes, uma transformação lupina antes dessa idade pode gerar grandes problemas, principalmente na fertilidade do ômega. — Ravi respondeu e Dante ficou um tanto surpreso. — Ravi ajude Dante nessa aula e Harry, coloque algo na cabeça do seu namorado! — Gabriel falou e ele parecia um pouco irritado. Harry se levantou e olhou Dante que rapidamente saia do seu lugar e ocupava aonde o ruivo esteve. O Malik parecia extremamente feliz por sentar ao lado de Ravi. — Hm... Você está confortável com isso? — Dante perguntou baixinho e Ravi concordou. — Estou sim... Gosto de conversar com você... — Ravi falou e Dante suspirou um tanto bobo, seu sorriso era pequeno, mas constante. — Alguém pode nos dizer cinco famílias lúpus puras? — Gabriel pediu e novamente muitos levantaram as mãos. — Neji? — Maliks, Horan, James, Willians e Lee! — O ômega falou e acabou arrancando algumas risadas, Ravi estranhou aquilo, mas permaneceu calado. — Essas famílias junto com outras quatro, formam o primórdio lupino, as primeiras famílias a manterem sua conexão direta e as únicas a manterem. — Gabriel falou. — Esses lúpus se reúnem e se concentram em uma só cidade! Por isso essas nove famílias, moram aqui! — Gabriel explicou. — Somente uma família lúpus pura que não se encontra aqui e sim na Itália, mas há um representante. A aula foi interessante, Ravi se sentiu um pouco mais inteligente por ter entendido tudo, ele não tinha visto aquilo no internato, mas uma semana se estudo com Harry foi o suficiente para ele aprender aquilo tudo. O sinal foi ouvido e os alunos se preparavam para ir. — Ravi, Dante, Harry e Lee, fiquem por favor. — Gabriel falou e Ravi olhou Harry que deu de ombros. Quando restaram apenas os cinco ali dentro, Dante já imaginava o que era, Lee também já tinha uma certa noção e torcia para seu pai não ser contactado. — Rock e Dante, suas notas estão péssimas! — Gabriel foi direto. — Estamos no começo do ano e vocês não fizeram as atividades avaliativas, nenhum dos trabalhos que são bem pequenos e claro, a presença de vocês está tão baixa, que me surpreenderia se vocês tivessem três dias consecutivos de presença! — Gabriel falou sério e Harry estapeou a própria testa, Ravi arregalou os olhos e olhou Dante. — Ravi, você é novato e suas notas estão bem altas, suas atividades são excelentes e seus trabalhos são bons e caprichados. Harry, nem preciso dizer... — O professor falou e Dante fechou os olhos alguma segundos, rezando para qualquer divindade que aquilo acabasse de um jeito muito bom. — Tem como vocês dois ensinarem algo para eles? — Gabriel perguntou e Dante ficou tenso. Será que Ravi falaria não? — Eu ajudo! — Ravi falou sorrindo doce. Dante teve que se segurar para não comemorar. — Pode deixar, Gabriel! — Harry falou e o professor sorriu. — Por favor, os professores já não sabem mais o que fazer. — Gabriel falou e Dante nem ligou, ele estava tão feliz que poderia pular pela escola. — Estão dispensados. Os quatro saíram da sala direto para o estacionamento, Harry iria deixar Ravi no psicólogo e por isso estava com um pouco de pressa. — Ei baixinho, se o Dante te deixar desconfortável, você me fala... Tudo bem? — Harry falou parando em frente ao consultório. — Tudo bem..., mas, eu me sinto bem perto dele... Acho que meu medo passou, sabe? — Harry já tinha entendido bem o que era tudo aquilo, mas apenas sorriu e deu um beijo na testa do loiro e o viu sair feliz. (>pai, ele jogou o outro e caiu abraço. — Como você se sente, quando seu pai te abraça? — Miguel perguntou e Ravi levantou a alegria. O médico voltou a jogar e caiu amigo e depois beijo. — Me diz um amigo, Ravi... — Tem o Harry, O Lee e agora tem o Dante! — Ravi contou feliz e Miguel ficou surpreso. — Hm... Dante? O mesmo que te beijou? — É, mas ele não vai fazer mais isso, ele pediu desculpas. — Ravi contou feliz e Miguel viu como ele rapidamente se distraiu do jogo e começou a falar sobre a visita de Dante, logo ele falou de como estava feliz por ter usado maquiagem e seu pai ter deixado. Ravi se distraia facilmente e Miguel anotou algumas coisas que ele dizia e fazia, os bonecos serviram de entretenimento para suas mãos e inconsciente ele pegava diferentes bonecos. — Ah, meu pai fez um desenho e eu trouxe para você ver. — Ravi pegou em sua mochila seu caderno e logo mostrou para Miguel o boneco, ele explicou as cores e Miguel sorriu para aquilo, Ethan estava se esforçando para que Ravi ficasse protegido. — E ele também vai deixar um cartão comigo, até eu aprender a cozinhar. Acredita que ele disse, que eu posso sair? — E como você se sentiu? — Muito bem! Ele falou comigo que é só eu avisar ele e deixar a casa limpa. — Ravi falou não escondendo a alegria. — Ele fica meio triste as vezes, mas ele fica muito feliz quando me vê fazendo algumas coisas, eu não sei porque, mas gosto de fazer. — Ravi, você está crescendo e bem rápido... Isso é bom, sabia? — Mas... — A mudança na expressão do ômega foi brusca. — Eu vou virar um adolescente? A madame disse que isso é r**m, eles são ruins e eu não quero ser r**m. — Na verdade todos podem ser ruins ou bons, depende do que você escolhe. — Miguel falou docemente. — Vamos supor, crianças podem ser ruins, assim como adolescentes ou adultos. — Ele falou e Ravi estava atento. — Tudo é escolha, você pode escolher se vai ser um adolescente r**m ou bom. — Mas, eu quero ser bom! — Ravi falou e Miguel achou fofo. — Então seja... — Miguel falou sorrindo. Miguel destacou o relato da semana que Ravi havia feito no seu caderno de terapia, era uma forma que Miguel encontrou de sempre estar acompanhando o pequeno, ele não tirava todas as folhas, apenas as que neutro permitia e só lia o que era permitido. A consulta foi produtiva, Miguel notou uma mudança significativa em Ravi e se sentiu muito bem. Quando o loiro saiu, Miguel esperou apenas fez minutos para que Ethan estivesse em sua sala. — Sente-se senhor Horan. — Miguel falou docemente e o loiro fez, Ethan se sentia apreensivo e um tanto preocupado. — Hm... Ele está bem? — No geral sim! Não posso entrar em detalhes, pois o que ele diz é segredo entre ele e eu. — Miguel falou e Ethan concordou. — Mas ele com certeza evoluiu muito. — Você acha? — Com certeza, como ele não está sendo reprimido constantemente e tem convivido com pessoas que o tratam de acordo com sua idade. — Miguel falou. — Ele me disse que você está deixando ele ter mais independência. — Estou tentando... São coisas simples, mas parece fazer diferença para ele. — E fazem... São pequenos passos que tornam as coisas diferentes... Continue fazendo isso. — Miguel falou e os dois conversaram mais um pouco, Ethan contou sobre a separação e sobre a reação do filhote. Ethan saiu dali um tanto aliviado e só pensava que seu filhote estava cada vez melhor.
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