— Nossa, Yoongi, você ta com uma cara péssima. — foi a primeira coisa que meu amigo observou ao me encontrar.
— Estou me sentindo drenado hoje, Jiminie. Nem parece que dormi.
Ele arqueou uma de suas sobrancelhas e me analisou um pouco inseguro da pergunta que me faria a seguir:
— Você está bem? Eu vi como você ficou bem deprimido, desde que soube que o Jungkook estava namorando.
Como um amigo íntimo e confidente, é claro que Jimin sabia sobre meu amor platônico pelo Jeon, mas eu não queria falar sobre isso.
— Eu não vou morrer porque o cara que eu gosto está namorando… — tentei manter meu tom firme e forcei um sorriso fracassado no rosto. — Nós somos a-amigos — essa palavra era tão difícil de dizer, quando se tratava dele. — e eu era óbvio que ele ia namorar com alguém algum dia. Sabe, quando ele começou a ficar com ela, eu fui o primeiro a saber, ele me conta essas coisas.
Jimin me olhou pesaroso e apertou meu ombro, fingindo acreditar na minha encenação barata.
— Tudo bem, então, se você diz. Vamos para a aula.
Durante o caminho, eu tentei entrar em vários assuntos, para deixar meu amigo menos preocupado e também para ocupar minha mente com algo que não fosse Jungkook. Assim que chegamos na sala, nos sentamos. O professor já estava lá e já havia começado sua explicação. Todos o encaravam atentos e eu simplesmente não conseguia absorver uma palavra sequer, nem me lembrava sobre o que era o assunto. Me sentia cansado ainda, das noites m*l dormidas em que meus pensamentos me torturavam com as imagens de Jungkook desfilando pelo campus de mãos dados com aquela garota de sorriso meigo. Deitei a cabeça na banca, começara a sentir um pouco de dor ali e o peso em olhos o fizeram ceder de vez.
— Yoongi, acorda. — novamente aquele olhos negros me encaravam ao me despertar e dessa vez eles estavam acompanhados por um sorriso incrível.
— Jungkook, o que faz aqui? — o encarei sonolento, esfregando meus olhos suavemente.
Quando levantei de vez a cabeça, para olhar a nossa volta, percebi que a sala de aula estaria completamente vazia, se não fosse por nós dois ali. p***a, Jimin nem pra me acordar! Que tipo de amigo ia embora e deixava o outro adormecido até não sobrar mais ninguém na classe?
— Eu tenho aula aqui agora. — me respondeu. — Parece que você dormiu até não sobrar ninguém.
— É. — concordei tímido, principalmente pelo jeito lascivo que ele me olhava, um jeito que Jungkook não costumava olhar nem quando estávamos a sós. — Vou indo. — me levantei, sentindo-me estranho.
Algo no ar não parecia certo.
— Espera. — me segurou pelo pulso, me impedindo de dar qualquer passo a mais. — Eu queria te dizer uma coisa tem um tempo. — ele fez uma careta indecisa, até que finalmente seu desabafo saiu. — Sabe, Yoonie, é muito difícil dividir o quarto com você. — mas o que p***a ele estava dizendo com aquele olhar devorador caminhando por meu corpo?! — Eu sempre tenho que me segurar pra não rasgar as suas roupas e te f***r em todo canto. — ele aproximou o nariz da minha bochecha e o roçou por ela levemente, soltando um sussuro de tom erótico. — Sua b***a deve ser tão gostosa. — confessou e, ao concluir, me puxou para junto de seu corpo, acariciando meu rosto. — Meu p*u deve ficar todo apertadinho dentro dela, não acha? — mordeu minha orelha.
Eu me arrepiei, porque era impossível não sentir os efeitos de suas ações percorrerem meu corpo, mas ainda assim eu estava espantado. O encarei, constrangido.
— Ta falando sério? — meus olhos dóceis buscaram pelo seu olhar afiado. — Isso é estranho… Você está namorando e eu sou homem, pensei que…
— É, eu estou, mas eu sempre quis te f***r e hoje você estava gemendo tão gostosinho, enquanto sonhava. Foi demais para mim. Você dizia como gostava do meu p*u na sua b***a gostosa. — e dito isso, ele bateu na minha b***a e a apertou, me arrancando um gemido instantâneo. — E eu quero provar se ela é gostosa mesmo.
— Eu disse isso? — agarrei sua nuca, completamente amolecido em seus braços a espera de ser beijado.
Ele agitou sua cabeça, confirmando minha pergunta e seu rosto começou a se aproximar do meu. Meu corpo inteiro se eletrizou, ao sentir o choque de seus lábios pequenos contra os meus. Jungkook mesclou sua boca a minha, me sugando apaixonadamente, enquanto sua língua disputava território com a minha.
De repente, suas mãos me seguraram ainda mais forte, do jeito que eu sempre imaginava que ele faria quando me pegasse, e me ergueu. Eu enlacei sua cintura com minhas pernas e, sem demora, ele me colocou sobre a mesa na qual eu adormecera.
— Você está tão duro. — gemi manhoso, o sentindo imprimir seus quadris contra os meus em uma sequência de ataques deliciosos.
Ele passou o polegar na minha boca e o enfiou dentro dela, enroscando-se a minha língua, enquanto eu compria meu lábios em colta deles e o chupava. Meus olhos estavam presos a sua expressão pervertida, a que ele tinha ao observar tão atentamente o modo como eu sugava e lambuzava seu polegar.
— Faz isso no meu p*u, Yoonie. — pediu com a voz rouca. — Deixa eu encher sua boca de p***a.
Eu tremi da cabeça aos pés, só de escutar sua proposta tentadora. Parecia um sonho que eu ia chupar o p*u do Jungkook. Eu lembrava da primeira vez que tinha lhe visto completamente nu. Ele não ficou tímido e nem receoso, mesmo que eu tivesse certeza que não tinha cobrido bem meu desejo. Eu estava praticamente babando ao encarar todos os detalhes de seu corpo e o quão grande ele era lá embaixo. Se eu forçasse um pouco minha memória, eu tinha certeza que me veria lambendo meus lábios, ao pensar em tê-lo ali.
Me ajoelhei na frente dele e abaixei suas calças. Seu p*u estava tão rigido, que saltou contra o meu rosto. O segurei e movi minha mão delicadamente, enquanto esfregava minha língua por todo o seu comprimento. Jungkook me encarava com um olhar intenso, eu quase podia me ver no reflexo deles.
Ele apertou seus dentes e agarrou meus cabelos, grunhindo.
— Deixa eu f***r sua boca. — pediu impaciente com minhas provocações.
Abri bem minha boca, como se estivesse apenas esperando ele pedir por aquilo. Eu esperara tanto por ele, que agora precisava sentir que ele estava desesperado por ter qualquer coisa vinda de mim, assim como eu era completamente desesperado por sua atenção. O deixei entrar em minha boca. Queria engoli-lo lentamente, sentir cada centímetro seu se acomodar em meu paladar, mas ele estava apressado e eu devia saber disso, porque seu p*u escorria em minha boca e estava tão firme que me fazia abri-la até seu limite para aguentá-lo dentro.
Com um movimento único e certeiro, ele se empurrou completamente para o fundo da minha garganta. O chupei, enquanto ele continuava a me estocar e apertava meus cabelos com certa agressividade.
— c*****o, como você chupa bem, Yoonie. Eu sabia que sua boca era gostosa. — gemeu, me encarando. — Eu vou acabar gozando na sua garganta. — sorriu ladino, como se tentasse me deixar ainda mais ansioso.
E funcionou, porque eu o encarei com os olhos marejados, tremendo de t***o, e mostrei para meu amigo que eu podia ser ainda melhor naquela tarefa. Jungkook estava me enlouquecendo… Enlouquecendo de verdade e eu queria fazer o mesmo com ele, queria seu g**o escorrendo por meu rosto e…
— Yoongie. — alguém tocou meu braço e em seguida afagou os meus cabelos.
— Anh… — aquele toque havia sido tão gostoso que eu gemi, afinal, meu corpo estava completamente e******o.
— c*****o, Yoongi, acorda… — falou um pouco impaciente. — V-você gemeu? Sério? — puxou uma mecha do meu cabelo. — Ei, acorda, ta todo mundo olhando pra cá.
Abri os olhos lentamente, assim como tinha feito quando Jungkook me acordara minutos atrás, mas dessa vez era Jimin que me encarava confuso e, ao ver a sala quase vazia, eu fiquei ainda mais perdido que aquele meu amigo… Então foi outro sonho? Parecia tão real… Mas, pensando bem, quase não fazia sentido que algo assim acontecesse.
Quais as chances reais de ser acordado pelo Jungkook e de repente ele vir com todo aquele papinho e me colocar pra mamá-lo no meio da sala que eu tinha dito que teria aula muito em breve?
— Ah não. — choraminguei, caindo em mim.
— Você está bem? Parece e******o. — debochou.
— Jimin, tem uma coisa muito estranha acontecendo comigo há alguns dias.
Como o bom que era, Park Jimin puxou uma cadeira para perto de mim e me encarou atento. Ele era alguém que estava sempre pronto para ouvir meus desabafos, principalmente se fosse sobre Jungkook e esse amor sem futuro.
Olhei em volta, para checar se a sala estava vazia agora. Não queria que ninguém me ouvisse além do meu amigo.
— Sempre que eu durmo, tenho uns sonhos eróticos com o Jungkook e eles são tão reais. — fiz beicinho.
— Você deve ta muito frustrado sexualmente. — riu.
— Talvez seja isso mesmo. Eu já tinha pensado nessa possibilidade, mas são sonhos tão bizarros, te juro. Não parecem sonhos comuns, é como se fosse uma continuação do momento em que eu adormeci.
Jimin me olhou desconfiado.
— Teve um agora, ne?
— Foi. — corei.
— E como foi?
— Não vou te contar, é íntimo. — fiz birra, como se houvesse algo mais íntimo que a relação que tínhamos.
— Deixa de frescura e conta de uma vez.
Revirei os olhos. Se aquele i****a risse de mim, eu nunca mais lhe contaria nenhum problema meu.
— Começou aqui mesmo, como se a aula tivesse acabado e apareceu pra me acordar. Todos já tinham saído e ele começou a falar umas coisas estranhas. Aí nós começamos a fazer e… E você atrapalhou. — bufei. — Eu estava chupando ele, Park Jimin, e você me acordou.
— Me desculpe, então, mas o professor já estava puto porque você dormiu a aula toda e quando eu te toquei, você começou a gemer baixinho.
— Meu Deus, que vergonha. — cobri meu rosto.
— Não encana, eu sei muito bem como vamos resolver isso. — levantou-se. — Jungkook chega da aula que horas?
— Depois da janta, por quê?
— Porque não vai ser legal se ele aparecer no quarto de vocês. — explicou de forma rasa. — Vem, vamos matar o resto das aulas.
Jimin estendeu sua mão para mim e deu uma piscadela traquina, se fazendo entender com aquele gesto sutil. Aceitei sua mão e o acompanhei. Eu sabia muito bem como ele pretendia me ajudar.