CATARINA - EU GOSTO DA CHUVA

1471 Palavras

A tempestade que castigava o Turano naquela madrugada não era apenas água caindo do céu; era um espetáculo de fúria da natureza. De repente, um trovão ensurdecedor rasgou o silêncio do quarto, fazendo a estrutura da mansão vibrar. Catarina deu um salto na cama, o coração disparado contra as costelas. O susto a arrancou do sono de forma tão violenta que ela se viu de pé antes mesmo de processar onde estava. Seus pés descalços tocaram o chão frio enquanto ela caminhava, quase em transe, até a imensa janela de vidro que dava para o vale. Lá fora, a cena era hipnotizante. A chuva caía em cortinas pesadas, e a cada clarão de um raio, as luzes do morro piscavam lá embaixo, como estrelas naufragando em um mar de lama e asfalto. Ela encostou a testa no vidro gelado, observando os reflexos da com

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