SETE - COMANDO VERMELHO

882 Palavras

O clarão alaranjado ainda refletia nas nuvens baixas sobre a Maré quando Sete e Tico se encontraram na base do Turano. O cheiro de pólvora e poeira de tijolo trazido pelo vento confirmava que o "recado" fora entregue com precisão cirúrgica. A explosão na Viela 12 não apenas destruíra uma rota estratégica do Abutre, mas fizera o chão de todo o complexo vizinho tremer. — Limpo, patrão — disse um dos soldados da contenção, guardando o rádio. — Nenhum inocente na rua, só os escombros e o desespero dos moleques do Abutre tentando entender de onde veio o baque. Sete assentiu, o rosto ainda rígido, mas com uma sombra de satisfação. Tico, ao seu lado, limpava o suor da testa com o dorso da mão. O ódio que o consumia desde que vira as flores de sangue parecia ter encontrado uma válvula de escape

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