O quarto do hospital estava envolto em uma tensão de expectativa. O Dr. Arnaldo entrou segurando uma pasta de documentos, enquanto Tico já estava de pé, posicionado como um sentinela ao lado da cama de Ayla. A garota, embora mais lúcida, ainda parecia um passarinho ferido, observando tudo com olhos atentos e cansados. — Bom, vamos às instruções finais antes de eu assinar esse papel — começou o médico, ajustando os óculos. — Ayla, a partir de agora, o seu trabalho é apenas um: repouso absoluto. Tico deu um passo à frente, cruzando os braços musculosos sobre o peito. — Pode falar, doutor. Tô ouvindo tudo. — Nada de andar, Tico. O corpo dela passou por um trauma grande e a cirurgia foi complexa. Banho? Somente sentada, com ajuda, e sem molhar o gesso do braço. Esse gesso vai ficar por

