O quarto do hospital estava mergulhado em um silêncio pesado, interrompido apenas pelo bipe rítmico e constante dos aparelhos. Tico estava desabado na poltrona ao lado da cama, o corpo exausto, mas a mente em alerta máximo. Ele segurava a mão de Ayla com uma delicadeza que contrastava com as juntas dos dedos ainda vermelhas da briga no corredor. De repente, ele sentiu um tremor. A mão de Ayla espasmou contra a dele. O monitor cardíaco, que mantinha um ritmo calmo, começou a acelerar, o som tornando-se mais agudo e frenético. Tico levantou num pulo, o coração disparando junto com o dela. — Ayla? — ele sussurrou, a voz carregada de urgência. Ele percebeu que as pálpebras dela tremiam e um choro abafado escapava de seus lábios fechados. Ela estava presa em um pesadelo, revivendo o inf

