Demétrio — Ela está fora de perigo, retiramos a bala que por pouco não perfurou o intestino. Está sedada, receberá Alta em alguns dias. Por enquanto, ficará sob supervisão médica. Desabei sobre meus joelhos, o alívio batendo tão forte que me faltou ar. Respirei fundo, tentando me recompor quando levantei. — Porra... Graças a Deus! — encarei o médico, minhas mãos tremiam — Posso vê-la? Ele hesitou. — Por favor? — insisti. — Não poderá demorar mais do que dez minutos. — Apenas olhá-la de longe é o suficiente. — falei e ele assentiu. Acompanhei o médico até a porta de um quarto, quando meu telefone começou a tocar, fazendo-me parar antes de entrar, o nome no visor me indicando que Heitor ligava. — Sr. Heitor? — atendi. — Oi! Demétrio? Como está minha filha? — não esperou respostas —

