Três dias haviam se passado desde o trágico acidente que custou a vida do cavalo de Apollo.
Naquela noite, Aria acordou com o som dos movimentos agitados de Apollo ao seu lado. Ela se virou para olhá-lo e ficou chocada ao vê-lo completamente banhado de suor, tremendo de febre alta.
Preocupação imediatamente se apoderou dela, enquanto ela se levantava e se aproximava de Apollo. Sua testa estava quente ao toque, e ele murmurava incompreensivelmente em seu sono agitado.
Aria sentiu o coração apertar ao ver o estado de Apollo. Ela sabia que precisava fazer algo para ajudá-lo, mas sentiu-se impotente diante da situação. A chuva ainda caía lá fora, implacável em sua intensidade, impossibilitando qualquer tentativa de buscar ajuda.
Ela se sentou ao lado de Apollo, segurando sua mão com delicadeza enquanto pensava no que fazer. O que quer que estivesse causando a febre dele, precisava ser tratado com urgência, mas ela não tinha os recursos necessários para isso.
Respirando fundo para acalmar os nervos, Aria decidiu fazer o que pudesse para ajudar Apollo. Ela começou a limpar sua testa com um pano úmido, tentando diminuir a febre e trazer um pouco de conforto para ele.
Aria molhou novamente o pano em uma bacia de água fria e voltou para perto de Apollo. Ele estava deitado na cama, tremendo de febre, seu rosto pálido e contorcido pela dor.
Com cuidado, ela colocou o pano úmido sobre a testa de Apollo, esperando que o frio ajudasse a baixar sua temperatura. Ela segurou sua mão, transmitindo-lhe o máximo de conforto que podia oferecer naquele momento.
A chuva continuava a cair lá fora, uma triste melodia que ecoava a angústia que envolvia a cabana. Aria olhou pela janela, desejando que a tempestade finalmente passasse, permitindo-lhes buscar ajuda para Apollo.
Enquanto ela permanecia ao lado dele, cuidando com carinho, Aria sentiu-se inundada por uma sensação de determinação. Ela estava determinada a fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para ajudar Apollo a se recuperar, mesmo que isso significasse enfrentar os desafios que a tempestade impunha.
À medida que a noite avançava, Aria permaneceu vigilante ao lado de Apollo, mantendo o pano frio sobre sua testa e rezando para que ele encontrasse alívio de sua aflição.
[…]
Horas se passaram, mas a febre de Apollo persistia, deixando Aria cada vez mais preocupada. Ela observava enquanto ele lutava contra a doença, seu rosto pálido e contorcido pelo desconforto.
Desconfiada do que poderia estar afligindo Apollo, Aria reuniu coragem para perguntar sobre seus sintomas.
— O que você está sentindo? — ela indagou, sua voz carregada de preocupação. — Pode me descrever?
Apollo suspirou, parecendo cansado e fraco.
— Dor de cabeça, calafrios, dor no corpo… estou começando a sentir meus dedos dormentes. — Ele explicou com dificuldade.
O coração de Aria afundou ao ouvir as palavras de Apollo. Ela sabia exatamente do que ele estava falando, pois havia ouvido histórias sobre esse vírus antes. Era uma doença grave que podia ser fatal se não tratada a tempo.
O nome do vírus se chama Afragnt, é comum naquela região de mata fechada, já que pode ser transmitido por mosquito, ou até mesmo alguma coisa infectada pelo vírus. Aria já ouviu falar, inclusive seu pai já teve e ela lembra muito bem das crises até encontrar o remédio que trata dessa doença terrível.
— O remédio para esse vírus é um chá feito de uma planta rara que cresce nas montanhas congeladas de Dragons. — Ela disse, sua voz trêmula com a gravidade da situação. — Mas está muito longe daqui.
— Você… você disse Dragons? — perguntou Apollo de olhos fechados.
— Não, você deve estar delirando de febre. — diz ela, colocando novamente o pano molhado de água fria em sua testa.
Apollo assentiu, ele achou que realmente poderia estar delirando.
— Não podemos sair daqui enquanto a tempestade continuar… o que vou fazer? — perguntou ela para si mesma.
Aria olhou para ele, sentindo o peso da responsabilidade em seus ombros. Ela sabia que precisava encontrar uma maneira de conseguir o remédio para Apollo, mesmo que isso significasse enfrentar os perigos das montanhas congeladas.
Enquanto a tempestade rugia lá fora, Aria sabia que teria que tomar uma decisão difícil. Ela estava determinada a salvar a vida de Apollo.
Mas ela estava confusa. Por que ela estava tão persistente em salvar a vida de Apollo? Afinal, ela nem o conhecia direito. Confusa com tudo aquilo, ela tentava pensar no que a estava levando a fazer aquilo. Ela poderia simplesmente deixá-lo ali e ir embora, ninguém iria encontrá-lo.
[…]
No dia seguinte, a febre de Apollo ainda persistia, mesmo que a chuva tivesse diminuído para uma leve garoa. Aria olhou para ele, sabendo que o tempo estava se esgotando e que precisava agir rapidamente para salvar sua vida.
Decidida a levar Apollo para seu reino na esperança de conseguir o remédio necessário. Aria começou a preparar tudo para a jornada. Ela envolveu Apollo em cobertores quentes e o ajudou a se levantar, apesar de sua fraqueza.
Enquanto ela se preparava para sair da cabana, um barulho alto ecoou pelo ar. Aria saiu correndo para fora, seus olhos se arregalando de surpresa ao ver seu irmão, Diemon, montado em um majestoso dragão.
— Diemon! — ela exclamou, sua voz misturando-se com a chuva fraca que ainda caía ao seu redor.
Seu irmão desceu do dragão e se aproximou dela com um sorriso reconfortante.
— Aria, eu sabia que você estaria aqui. — Ele disse, abraçando-a com ternura. — Vim te buscar.
Aria sentiu um alívio indescritível inundar seu ser. Com a ajuda de Diemon e seu poderoso dragão, ela sabia que agora conseguiria levar Apollo para seu reino e conseguir o remédio de que ele precisava desesperadamente.
Ela olhou para Apollo, cujos olhos encontraram os dela, eles ficaram se encarando com intensidade.
— Vamos salvá-lo. — Ela falou para Diemon.
— Quem é ele? — perguntou o irmão dela com desconfiança.
— Depois te falo, é uma longa história. — diz ela. — Ele tem Afragnt, precisamos levá-lo para o reino e mandar guardas atrás da flor n***a de Dragons.
Diemon apenas concordou enquanto ajudava Apollo a se levantar e logo em seguida a subir no grande dragão.
Apollo olhava para tudo aquilo confuso. Ele não sabia se estava alucinando devido à febre ou se havia ficado louco de vez.