Rodolfo Martinelli Termino meu café e pego as chaves do carro. Antes de ir para a empresa, preciso passar no apartamento do Luiz — o i****a esqueceu o notebook dele lá em casa ontem. Dirijo em silêncio, tentando não pensar demais. Mas, como sempre, minha mente insiste em voltar pra ela. Nicole. Subo até o andar do Luiz, com o notebook em mãos. Toco a campainha uma vez. Nada. Estendo o dedo para tocar de novo e, antes que o faça, a porta se abre. — Rodolfo? — diz Luiz, visivelmente surpreso. — Que surpresa! O que faz aqui? — Vim devolver isso. — estendo o notebook para ele. — Você esqueceu ontem. — Caraca, mano, valeu. Nem percebi. Meus olhos correm pelo interior do apartamento — e não demoram para notar uma mesa decorada com pétalas vermelhas e taças de vinho pela metade. Um jantar

