Rodolfo Martinelli Entro em casa completamente atordoado. Meu coração ainda está acelerado. Meu filho está vivo. Nicole me escondeu isso por três anos. Caminho até o bar, derramo uma dose generosa de uísque e engulo de uma vez, como se estivesse comemorando a descoberta mais importante da minha vida. — Rodolfo? — escuto a voz da Caterina surgindo da escada. — Que cara é essa... parece até feliz. Aconteceu alguma coisa? Viro para ela com um meio sorriso no rosto, aquele que quase nunca aparece. — Eu tenho um filho, Caterina. Você ouviu bem... eu tenho um filho. — O quê? — ela pisca várias vezes, como se estivesse tentando processar. — Você tem um filho? Rodolfo, que loucura é essa? — A Nicole. Ela... ela nunca fez o aborto. O nosso filho está vivo. — Uau... essa garota tem mais c

