# Capítulo 12
Pedro Alcântara Montenegro
A resistência de Laura exigia medidas mais drásticas, mais físicas. Não bastava controlar a rotina ou a carreira dela; eu precisava de uma submissão somática, onde cada terminação nervosa do corpo dela reconhecesse a minha autoridade absoluta.
No andar privativo da minha cobertura, atrás de uma porta de madeira maciça com fechadura biométrica, ficava o meu santuário de dominação. Um ambiente revestido em couro escuro, iluminação indireta quente, amarras de couro italiano e estruturas de contenção de aço escovado.
Puxei Laura pelo pulso para dentro do ambiente. O olhar dela varreu o espaço, e vi a dilatação imediata das suas pupilas — a resposta fisiológica ao perigo e ao desconhecido.
— O que é isso, Pedro? — a voz dela saiu baixa, mas a respiração já estava descompensada.
— A única sala onde o seu raciocínio lógico não vai te salvar — murmurei, fecho a porta pesada atrás de nós. O som do trinco magnético ecoou como uma sentença.
Caminhei até ela e, sem rodeios, segurei a gola da sua blusa de seda, rasgando o tecido de um só golpe. O som da seda se partindo fez o corpo dela estremecer. Os botões voaram pelo piso de madeira.
— Pedro! — ela exclamou, tentando cruzar os braços sobre o sutiã de renda preta.
Não permiti. Segurei seus dois pulsos com apenas uma das mãos, erguendo-os acima da cabeça dela e prendendo-os contra a parede fria de concreto aparente. Com a outra mão, tirei o cinto de couro do meu terno, dobrando-o ao meio com um estalo seco no ar.
— Você disse que eu não tinha controle sobre você — falei contra o ouvido dela, a voz em um tom grave, perigoso. — Vamos testar até onde vai a sua mente quando o seu corpo estiver completamente à minha mercê.
Passei a tira grossa de couro ao redor dos pulsos dela, prendendo-os firme no gancho de aço fixado na parede. Ela ficou completamente suspensa pelas mãos, na ponta dos pés, o peito arfando, os s***s fartos marcados pela renda sob a iluminação penumbrosa.
Aproximando-me por trás, coleio meu peito quente às costas nuas dela. A rasguei a saia dela pela f***a lateral até a cintura, deixando a calcinha e as pernas completamente expostas.
— Por favor... — ela murmurou, uma mistura de pavor e um arrepio involuntário de excitação que fez os m*****s dela endurecerem visivelmente contra o tecido transpassado.
— "Por favor" o quê, Laura? — deslizei a mão espalmada da sua cintura até a parte interna da sua coxa, apertando a carne macia com força, deixando marcas vermelhas. — Pedi para parar? Ou pediu para eu te tomar como você sabe que eu vou fazer?
Laura Vasconcelos
A dor física e a humilhação de estar presa pela tira de couro, com as roupas destruídas e o corpo exposto, deveriam ter me causado apenas horror. Mas a verdade sombria, a verdade que me envergonhava até o fundo da alma, era que o toque violento e possessivo de Pedro acendia um fogo primitivo e incontrolável no meu ventre.
A mão grande dele apertou minha coxa interna com brutalidade, e um gemido involuntário escapou da minha garganta.
— Viu? — a voz dele soou vitoriosa contra a minha nuca. Ele puxou minha calcinha para o lado com grosseria, rasgando o elástico, e enfiou dois dedos profundamente na minha umidade quente. — Seu corpo me deseja mesmo quando a sua mente tenta me odiar. Você está encharcada por mim, Laura.
— É uma resposta... biológica... — tentei arfar, a cabeça pendendo para a frente, os pulsos queimando contra o aperto do couro na parede.
— É rendição — ele corrigiu.
Pedro desabotoou a calça, tirando o m****o ereto e colossal para fora. Sem nenhum aviso, sem preliminares suaves, ele me segurou firme pelo quadril, cravando as unhas na minha pele, e me empalou por trás em um golpe único e profundo.
Um grito agudo cortou a sala. A sensação de preenchimento era tão extrema, tão limítrofe entre a dor e o prazer, que minhas pernas fraquejaram. Se não fossem as amarras segurando meus pulsos no gancho do teto, eu teria caído no chão.
— P-Pedro! — solucei, o quadril instintivamente se projetando para trás, buscando mais daquela invasão brutal.
— Olhe para o espelho, Laura — ele ordenou, a voz rouca pelo desejo desenfreado. Ele segurou meu queixo com força, forçando minha cabeça a virar para o espelho de parede inteira ao nosso lado.
Eu vi a cena: eu, totalmente submetida, presa pelas mãos, com as roupas rasgadas, enquanto um homem de 1,90m me possuía com estocadas violentas e ritmadas. O som do impacto dos corpos dele contra o meu ecoava pela sala, acompanhado pelo barulho do couro estalando e pelos meus próprios gemidos descontrolados.
Ele começou a me f***r com uma ferocidade implacável, indo até o fundo a cada estocada, fazendo meu corpo balançar violentamente. Uma das mãos dele subiu para segurar meu pescoço, apertando o suficiente para restringir levemente o ar, fazendo meu sangue pulsar e a sensibilidade lá embaixo triplicar.
— De quem você é, Laura? — ele exigiu, desferindo um tapa seco e forte na minha nádega direita, deixando a marca vermelha da sua mão espalmada.
O choque do tapa misturado com a falta de ar e as estocadas profundas me jogou direto sobre o abismo. Um orgasmo avassalador e doloroso começou a rasgar meu baixo ventre, fazendo minhas paredes vaginais se contraírem com violência ao redor do m****o dele.
— Sua! — gritei, perdendo completamente o controle sobre a razão. — Eu sou sua, Pedro!
Ao ouvir as palavras que tanto desejava, Pedro acelerou o ritmo a um nível insano, dando mais três estocadas brutais, afundando ao máximo dentro de mim antes de urrar e se derramar profundamente no meu canal, enchendo-me com seu jorro quente e pulsante.
Ele manteve o corpo colado ao meu por longos segundos, o peito arfando contra minhas costas, a mão ainda apertando levemente meu pescoço até que os tremores do meu orgasmo finalmente cessassem.
Quando ele soltou as amarras dos meus pulsos, meu corpo colapsou. Pedro me segurou no ar antes que eu atingisse o chão, me carregando nos braços como se eu não pesasse nada, os olhos cinzentos brilhando com a vitória absoluta sobre a minha mente e meu corpo.