CAPÍTULO VINTE E SETE

1652 Palavras

CAPÍTULO VINTE E SETE Kyra baixou lentamente a tocha cintilante na direção do corpo morto do seu pai que estava deitado na pira funerária, elevada ao nível dos olhos dela e, ao fazê-lo, ela sentia-se como se estivesse a baixar a tocha em si mesma. Por dentro, ela estava destroçada. Ela chorava em silêncio, rodeada pelas suas centenas de guerreiros, todos eles juntos e próximos, sendo o choro dela o único som no intenso silêncio, complementado apenas pelo uivo do vento, fazendo com que as chamas ondulassem. Kyra sentiu as lágrimas a escorrerem-lhe pelo seu rosto, como há horas o faziam. E ela já não tentava detê-las. Sentia-se insensível ao mundo, vazia. Ver o seu pai morto diante dela, fazia-a sentir como se tudo o que era melhor nela lhe tivesse sido roubado. Kyra ajoelhou-se ali, com a

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