Renata narrando Minha mente estava focada em fazer o que precisava ser feito, mas quando eu estava prestes a entrar discretamente na casa de Amauri, algo inesperado aconteceu. Um carro todo preto apareceu na esquina, e alguém de dentro gritou o meu nome, quase fazendo o meu coração saltar pela boca. Eu e minha irmã nos olhamos, surpresas e desconfiadas. A última coisa que imaginávamos era ser abordadas daquela maneira. Eu me aproximei do carro com cautela, sem saber o que esperar. O homem dentro era imenso, todo tatuado, o olhar sério e direto, e foi ele quem se apresentou de maneira rápida e sem cerimônia: — “Eu sou sub do Miguel, e tu precisa me acompanhar até a penitenciária agora. As coisas não estão fáceis por lá, ele precisa de tu.” Meu primeiro impulso foi de rejeitar a ideia.

