Nathaniel Benson
Preciso admitir que entendo porque a Cassandra me odeia.
A culpa nunca foi dela, por nada que te aconteceu, e no nosso caso a culpa foi exclusivamente minha, eu queria muito não ter a magoado, me sinto um bosta por isso.
Mas como é que eu ia falar para a garota que sempre foi minha melhor amiga, que eu queria desesperadamente f***r com ela?
Não tive coragem disso, mesmo porque ela teve sua privacidade violada, todos da escola viram como ela era, e eu como o bom o****o que sou, consegui f***r com tudo depois desse ocorrido.
Ela precisava de alguém que fosse forte por ela, que estivesse ao lado dela para tudo, e a única coisa que eu conseguia pensar era em tirar sua calcinha e jogá-la no banco de trás do meu carro o mais rápido possível.
Eu sou um desgraçado e não a merecia, foi melhor assim.
Encostado no meu carro, eu tirei o cigarro do bolso e o acendi colocando na boca, é um péssimo hábito, mas é a única coisa que consegue me acalmar, traguei e deixei a nicotina fazer seu serviço.
O sinal tinha batido a pouco tempo, as pessoas aos poucos estavam se dispersando, eu vi o exato momento em que ela saiu com suas amigas e se envolveu em uma conversa enquanto andavam, não conseguia tirar os olhos dela.
Isso é tudo que eu tenho feito depois do jantar na sua casa a alguns dias atrás, observá-la. A Cassandra tem algo muito magnético, ela não passava despercebida por ninguém, sua beleza é simplesmente fascinante.
Para não falar nos p****s dela, Deus...
— Porque não fala logo que está querendo f***r com ela? — Ronan surgiu ao meu lado, como uma alma penada.
— Você falou para a Blair? — eu incitei, soltando a fumaça para cima.
Ele ficou em silêncio, eu ri, entre mim e meus amigos eu não sei dizer quem está mais fodido.
— Acho que tem sua resposta então — repliquei com ironia.
— No seu caso é menos complicado — o desgraçado deu de ombros.
— Mais fácil? É porque você não viu como ela estava no jantar na casa dela, por pouco não perdi minhas bolas.
— Não posso dizer que você não mereceu — respondeu com um sorriso cínico.
— Como se você fosse melhor do que eu.
Eu sei muito bem quem sou, não escondo de ninguém que eu não presto, e geralmente quem se envolve comigo sabe onde está se metendo ou é bem pior do que eu.
— Sou um filho da p**a, nunca escondi isso.
Que bom que ele sabe, seria uma hipocrisia o Ronan, rei da babacolândia negar que é comandante na arte de não valer nada, só que todos parecem gostar disso, somos bem aceitos e populares, isso diz muito.
Não é difícil ser alguém popular, e grande parte de ser assim se deve ao fato de você não se importar com a opinião alheia, eu sou muito bom nisso, não demonstro nada e procuro não me importar com quase nada.
Quase nada...
Deus escolheu o momento perfeito para me castigar, o celular da Cassy caiu no chão e ela abaixou para pegá-lo.
Foda-se a minha vida!
Tive uma visão clara dos s***s dela bem marcados pelo sutiã e a regata rosa, abençoado seja o dia em que os pais dessa garota a conceberam, ela é perfeita da cabeça aos pés, o que eu não daria para ter um momento com ela sem todas essas roupas atrapalhando.
— Está parecendo um psicopata, para de olhar a garota assim! — Tristan cantarolou, se colocando a minha frente.
De onde diabos esse cara saiu?
— Sai da minha frente — disse entre dentes.
— Qual é o seu problema com psicopatas? — Ronan questionou, levantando a sobrancelha em confusão.
— É que vocês imbecis, disfarçam tão bem quanto eu escondo minhas merdas dos meus pais — explicou, rolando os ombros relaxadamente.
— Na verdade eu estou começando a achar que você é um, já que está tão interessado nisso — falei, tragando o cigarro mais uma vez.
— Se a sua prima não aceitar minha proposta eu estarei considerando virar um — replicou, com um tom que beirava o desespero.
A essa altura do campeonato, eu não desconfio de nada vindo desses dois, somos amigos desde a infância e eu já os vi fazendo coisas que ninguém imagina.
Foram muitos anos até chegarmos na conclusão de que nesse ciclo de amigos ninguém tem moral para falar de ninguém, e principalmente o Tristan que está a um degrau de ser mandado para um colégio interno.
Talvez quando chegarmos na faculdade as pessoas comecem a nos confundir com um grupo de autoajuda, é isso que temos feito nos últimos anos, resolver as merdas um do outro e votar para saber quem está na pior.
Eu não estava muito ansioso para o meu último ano colégio, mas definitivamente fiquei depois dos últimos acontecimentos, não saiu da minha cabeça a forma como Cassy reagiu quando eu a pressionei, e sem querer ela deixou as coisas mais interessantes.
Não deveria estar pensando nela dessa maneira, principalmente por saber que agora ela me odeia, o jogo não estava muito ao meu favor e no momento eu não tenho ideia de como mudá-lo.
— Alô, terra chamando Nathaniel — Tristan estalou os dedos na minha frente.
— O que é? — grunhi rispidamente, mesmo sendo meu amigo ele deixa minha paciência no limite todos os dias.
— A festa depois da fogueira, sua prima vai? — perguntou, e de repente até o Ronan parecia interessado nisso.
Faça-me o favor.
— Como é que eu vou saber? Acha que eu sou a babá dela ou algo assim? — meu tom não era muito amigável, isso apenas o divertiu mais ainda.
Ele precisa parar com essas merdas em cima da minha prima.
— No seu lugar eu estaria mais interessado em saber, porque se uma delas for meu amigo, todas vão — Ronan traduziu as palavras em claro e bom som.
Talvez isso não seja uma linha de pensamento tão r**m, todos sairiam ganhando, isso se eu sobrevivesse porque a Harper com certeza vai me matar, e se ela não fizer a Cassandra com certeza vai.
Agora eu estava definitivamente animado para a festa enfim.
[.........]
Nota da Autora: Me sigam no i********: para conhecer mais sobre a história @rbwqueen