Fernanda narrando Coloco meu pai no táxi e já pago o taxista adiantado: — Aqui o endereço, moço. A gorjeta já está incluída — digo para ele, enquanto meus pais, super bêbados, se acomodam no banco de trás. — Obrigada, moça. — Lembra de deixá-los do outro lado da rua. Meu irmão mora lá e ele vai cuidar deles depois. O taxista assente e sai. Vejo o motorista partindo com meus sogros em outro carro, também super bêbados. Marcos se aproxima de mim e me abraça: — Acho que no fim deu tudo certo. Nenhum deles vai lembrar do que aconteceu hoje — ele fala e eu dou risada. — Vamos, você tem que mamar, meu peito está me matando — digo, e subimos. Enquanto subimos as escadas, sinto um alívio temporário. Meus pais e sogros estavam impossíveis essa noite. Marcos continua me ajudando a subir, e

