Capitulo 4

868 Palavras
Filipe | Terror Ouvi ela bufar e eu sorri de lado. A raiva que essa mulher me fez naquele hospital, eu vou fazer ela passar em dobro. Coisinha incrivelmente bonita e irritante. — Podemos ser breve? Quero ir para casa e descansar, peguei plantão de 36 horas. — Rayssa se sentou no sofá jogando o cabelo para trás e passando a mão no rosto. — Tu ganha quanto naquele hospital, doutora? — perguntei passando pelo sofá e sentando ao seu lado. — Já te falei que sou enfermeira, Filipe. Qual é o seu problema? — olhei pra ela que franzia a sobrancelha e reparei em seus olhos cada um de cor diferente, eu nem havia percebido. — Cuidado com o coração, em? Tu se estressa rápido demais, coisinha! — dei de costas tirando a camisa com dificuldade. Dor do c*****o, esses arrombados não perdem por esperar. — Eu só queria ir pra casa. Tô cansada! — vi ela jogar a bolsa no colo e olhar as horas no celular. — Vai embora não, tá doidona? Me ameaçou abessa dentro daquela hospital. Vai ter que cuidar de mim até essa p***a melhorar! — ela arregalou o olho e eu sorri pra ela. — Você é louco? Não... sério... você só pode tá ficando maluco. — ela se levantou e começou a andar de um lado para o outro — Eu não posso ficar aqui, Filipe. Eu tenho meu emprego, meu noivo me esperando em casa. — Opa, noivo? Dessa eu não sabia. — Vai me sequestrar agora? — Não chamaria isso de sequestro, sequestros pedem dinheiro como resgate, e a única coisa que eu quero, é que tu cuide mim, coisinha! — sorri pra ela que respirou fundo e revirou os olhos. — Tu não vai me deixar ir embora, né? — neguei com a cabeça e ela me olhou fechando a cara — eu te odeio! — Tu nem me conhece pra odiar assim. — me sentei ao seu lado tirando a gazes que envolvia meu tórax. — Mas já te odeio do mesmo jeito. Tu não pode me manter aqui só porque quer que eu cuide dos seus ferimentos. Não sou enfermeira particular, Filipe! — encarei ela legal que limpava os pontos com gaze molhada de álcool, estava gelado e fazia todo meu corpo arrepiar com o toque. Olhei ela concentrada no que fazia, e sempre desviava o olhos me olhando com a cara fechada e me encarando dentro dos olhos, aqueles olhinhos lindo e diferentes um do outro. — Desamarra essa cara, po. Vou te pagar o dobro que tu recebe lá naquele hospital. — ela pressionou a gazes na ferida me fazendo gemer de dor. — Eu não quero seu dinheiro. — turrona, coisinha difícil essa mulher. — Tu fica aqui uma semana, depois tu vai embora. Já é? — perguntei e ela me olhou balançando os ombros. — Tenho opção entre escolher ir e entre ficar? — neguei com a cabeça e me levantei vestindo a blusa novamente — Então não preciso falar nada. Vou dormir onde? Meu Deus, eu nem tenho roupa aqui! — Relaxa, po. Vou mandar buscar pra tu. — engoli seco observando as curvas do seu corpo naquela maldita calça branca que marcava tudo. — Tem um quarto vago aqui, tu pode dormir por lá. — Tua mulher não vai querer me matar dormindo, né? — franzi a sobrancelha me fazendo de desentendido — a moça que estava aqui quando cheguei. — Ela não é minha mulher, sou solteiro po. — ela murmurou um "sei". Abusada pra c*****o essa pretinha! Guiei ela até o quarto de hóspedes que já entrou sentando na cama e respirando fundo. — Quero as roupas logo, não da pra dormir com essa calça e eu tô morrendo de sono. — mandona e abusada, mereço esse fardo. — Vou te emprestar uma camisa minha, depois peço alguém pra pegar seus panos. — olhei pra ela que assentiu com a cabeça — É só uma semana, doutora. Logo tu se livra de mim! — Pensei ter me livrado na hora que tu fugiu do hospital, e cá estou eu! — revirou os olhos prendendo o cabelo num coque. — Tu ameaçou até injetar ar na minha veia, cuidar de mim é o mínimo que tu pode fazer. — sorri me encostando na porta, vendo ela tombar o corpo pra trás. — Eu já disse que não tenho dívida nenhuma com você, estou aqui obrigada, se fosse por vontade própria tu sabe não me veria nunca mais. — Coisinha abusada tu! — Tira essa tinta verde do cabelo, tá horrível essa cor. Parecendo um alface! — a audácia dessa filha da p**a usando desse tom pra falar com bandido. — Pintei pra te agradar não, po. Vai continuar verde até o dia que eu quiser. — dei de ombro pra sair do quarto. — Quem tá passando vergonha é tu mesmo, homem velho desses. — voltei pra responder, mas permaneci calado. Vou bater boca com essa mulher, depois ela desconta em cima na hora do curativo. Desci pra sair de casa e vê como o morro andava, monte de coisa pra resolver nessa p***a e ninguém avisava nada.
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