Letícia Cobra guardou as armas embaixo do banco do passageiro antes de sairmos de trás da igreja e voltamos para a casa dele. Durante o caminho conversamos pouco, eu ainda estava em estado de choque com o que acabei de fazer. O medo de ser presa estava cada vez maior, mas a vontade de conhecer melhor o mundo do crime era enorme também. Confesso que gostei da adrenalina na hora da troca das mochilas. Eu não sei o que está acontecendo comigo, a cada nova descoberta, me interesso ainda mais pela vida bandida que o Cobra e Victor levam, os dois parecem ter nascido para isso e eu sou uma vergonha para sociedade tradicional brasileira por amar dois traficantes. Quando entramos na casa, resolvi ligar para a minha mãe avisando que estaria no velório da avó da Gabriela e que só voltaria pela ma

