Victor já tinha avistado a carruagem que transportava a suposta riqueza; nem se preocupava com a fumaça verde. Já tinha sentido esse cheiro tantas vezes que não passava de um aroma desagradável. Era sempre o mesmo plano: duas carroças, uma maior e uma menor. O carroção estava lá para distrair, e a menor para transportar os itens mais importantes. Victor seguia em direção à menor com essa convicção, rastejando dessa vez por dentro do exército ajoelhado de "cegos". Quando alcançou a carruagem, retirou do bolso uma haste pequena de ferro com a ponta dobrada e outra chapa mais grossa. Levantou-se com cautela, olhando para os lados, e enfiou o ferro dentro da pequena fissura da porta. Era uma carruagem surrada, com pneus de madeira gigante. Os pneus de madeira estavam afundando na terra; essa

