Dra. Maísa A manhã amanheceu silenciosa, mas no fundo eu sabia que o dia seria tenso. As primeiras horas após uma cirurgia sempre trazem aquela sensação de alívio, mas também de incerteza. A recuperação de Jerrane ainda estava no início, e, embora os sinais fossem positivos, o medo de complicações ainda pairava sobre nós. A preocupação estava estampada no rosto de Serpente e Sandra, que nunca deixaram de estar ao lado dela, prontos para enfrentar qualquer desafio que surgisse. Eu estava na minha sala, revisando os prontuários dos pacientes, quando fui chamada ao quarto de Jerrane. O monitor que acompanhava seus sinais vitais estava apitando levemente, sinal de que alguma coisa não estava bem. Um frio percorreu minha espinha enquanto eu me levantava. Serpente estava com ela, como sempre,

