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1083 Palavras

Jerrane A dor é uma presença constante. Às vezes, é uma sensação suave, um incômodo suportável que logo se vai, mas, outras vezes, ela vem forte, como se meu corpo estivesse me lembrando de tudo o que passei. Fico deitada na cama do hospital, olhando o teto branco, sem forças para me mover. Sinto que estou apenas começando a entender a gravidade daquilo que acabei de enfrentar. A cirurgia, a incerteza, o medo... e, agora, a luta diária para voltar a ser quem eu era antes. Eu sei que não vou voltar ao que era, porque a dor mudou algo dentro de mim. Não sei explicar, mas algo se transformou, e não vai ser fácil voltar a ser a mesma. Mas, por enquanto, o que eu mais desejo é só poder respirar sem sentir que meu corpo não vai responder. E isso, aos poucos, está acontecendo. Cada dia, um pass

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