— Onde você está? — Sophia quis saber ao telefone. Inclinei-me diante de uma das vitrines de sapatos e apontei para a atendente, sinalizando que gostaria de provar. — Tive um longo dia, irmã — falei, cansada. — Descobri que seu trabalho como secretária é basicamente preencher papéis e revisar agendas. E aquele tanto de investidores que você precisa manter contato? Tantos escândalos… Ignorando-me, Sophia repetiu: — Onde você está? Dei de ombros, embora ela não pudesse ver. — Numa loja de sapatos. De tudo que precisei lidar, os sapatos foram os mais insuportáveis. Ela bufou. — Não pode estar falando sério. — Estou falando sério. A atendente chegou com os sapatos de salto baixo e eu sorri para ela, agradecendo. — E Bennett? — Sophia insistiu. Travei de pé no meio da loja, meu cora

