Pesadelos me cercavam. Eu tinha a impressão de que Adam me encarava por cima do ombro ou que se apoiava na cabeceira da cama, pronto para me esfaquear pelo menor deslize cometido. Nos piores cenários, eu via os olhos sem vida do Jonathan. Lágrimas escorreram pelo meu rosto pelo menos duas vezes durante a noite. Com o coração pesado demais para descansar, sentei-me na cama e deixei os sentimentos tomarem conta. Não queria admitir, era difícil demais, mas estava com medo. Tive a coragem de enfrentar minha irmã, mas não conseguia fazer mais nada. Sem pensar, peguei o celular e liguei para ele. Era o celular que ele tinha grampeado para manter a linha segura, o único que servia para contatá-lo. Com medo de que Adam tivesse colocado câmeras no apartamento, escondi-o completamente com as mãos

