Eu queria saber o que fazer nesse momento. Mesmo se tratando da empresa da minha família, do patrimônio que meu avô e meu pai deixou para mim, eu ainda não estava convencido que teria e queria fazer isso. Me casar com uma mulher somente para salvar à empresa e também à minha pele da ruína, não era algo nunca em mente para mim.
À filha mais velha de Ray, Anastásia era uma mulher muito fechada. Não nos conhecemos muito, mas as poucas vezes que à vi em eventos beneficentes, ela parecia fechada, tinha um olhar triste, mesmo sendo linda e com uns olhos azuis muito chamativos, que desperta qualquer homem. Porém eu não queria me casar com ela. Queria e quero minha vida ligada à Bella. Já estávamos para concretizar isso, e eu não queria que nada atrapalhasse meus planos com minha noiva. Eu tenho muito o que pensar.
Se vendesse minha empresa hoje, não ficaria com dinheiro algum já que devo muitos credores e ainda tenho que dar à parte de Elliot, José e Ray. Me mudaria para o apartamento de Bella e viveríamos não sei como, mas daria meu jeito para não deixar nada faltar para ela.
Sair mais uma vez da empresa tarde. Mesmo não tendo nada para fazer, eu estava pensativo sobre tudo que estava acontecendo minha vida. Era à venda da minha empresa ou era um casamento arranjado com um mulher que eu nem conhecia. Cheguei em casa e fui direto para cozinha ver algo para eu comer. Dispensei todos os meus empregados assim que paguei o salário do mês. Não iria ter como mantê-los. Nem mesmo Taylor. Ele disse que assim que me erguer novamente, ele estará pronto para me servir. Respirei fundo já sabendo que isso vai demorar se não aceitar à proposta de Ray.
Como um sanduíche com suco de laranja natural que eu preparei, e depois vou para o banho. Queria saber de Bella. Ela não me ligou durante o dia, e eu só podia concluir que à mesma estava ainda chateada pela revelação de mais cedo. Eu só esperava que ele compreendesse que é somente uma fase que estou passando e que vamos superar se estivermos juntos.
Parece que já está decidido na minha mente não aceitar à proposta de Ray. Eu não conseguiria deixar Bella por causa de dinheiro. Posso ficar arruinado, mas não deixarei ela. Iremos ficar juntos sempre. Poderemos ter um casamento simples, somente no civil e uma recepção só para nossos amigos. Depois que estiver de novo com uma situação ótima, podemos fazer o casamento na igreja com festa grande. Isso. Vou propor à ela. Podemos dar um jeito em tudo. Vamos fazer dar certo.
O dia amanheceu, e eu já estava de pé. Não tinha nada para fazer na empresa, pois só tinha alguns contratos, que eram os únicos que ainda sustentava à minha empresa. Trouxe os mesmos para casa. Mas antes de começar, tinha que ir ver Bella. Tínhamos que conversar, e também precisamos nos entender. Peguei meu único carro, e fui dirigindo até o apto dela. Não sabia se à mesma tinha ido para à faculdade, mas eu não iria sair do apto dela sem resolver nossa situação.
Cheguei no apto dela e fui batendo campainha. Como o porteiro me conhece me deixou subir sem problemas. Ela atendeu segundo depois. Me olhou e sua cara não estava muito boa.
- Posso entrar? Pedi ainda parado na porta olhando para ela. Ela me dar passagem sem dizer nada. Ela fecha porta e me olha. Está ainda chateada comigo?
- O que você acha. Respiro fundo.
- Acho que podemos resolver as coisas. Ela dar um meio sorriso.
- Podemos? Como? Eu tive que cancelar tudo do casamento, porque não tive dinheiro para pagar. Você sabe como isso é vergonhoso?
- Eu sinto muito. Mas isso é só uma fase que estamos passando Bella. Vamos passar por isso juntos por favor. Ela não diz nada. Eu não quero que à minha situação seja motivo para nos afastar. Eu te amo Bella.
- Eu também. Mas eu não quero ficar passando necessidades. Como vamos viver?
- Vamos dar um jeito. Olha eu vou vender à empresa. Não vai sobrar dinheiro, mas pelo menos poderemos respirar. Não teremos dívida, eu posso começar de novo. Tenho esperança que tudo dê certo.
- E vamos morar aqui? Nesse apto pequeno? Ela indaga irônica.
- Até nos estabilizarmos sim.
- Porque não vamos morar na casa dos seus pais? Olho para ela. Eu não vou na casa dos meus pais desde quando os mesmos morreram. Não entro ali por saudades, por receio de ter feito tudo errado. Ela está vazia, à não ser que você também vendeu à mesma.
- Não. Eu não vendi. Nem lembrava daquela casa.
- Pois deveria. É um lugar enorme. Vamos poder viver bem lá.
- Eu não entro lá desde à morte deles. Não sei como vou me sentir morando ali.
- Bobagem Christian. Seria melhor do que morar aqui. Nesse cubículo. E outra, aposto que sua mãe deixou joias valiosas que podem ser vendidas e vai nos tirar desse sufoco.
- Não venderia as joias da minha mãe nunca. Elas foram dadas à ela pelo meu pai e meus avós. São herança de família. Elas irão pertencer à você quando se casar comigo. Então não. Vou para perto dele à pego em seu rosto. Eu vou dar um jeito na nossa situação, não se preocupe. Eu só quero que você não me abandone.
- E você vai dar um jeito nisso como? Ela não acredita em mim.
- Não sei ainda, mas vou. Eu só quero que você não me abandone. Vamos fazer um casamento simples, só no civil e uma recepção para alguns dos nossos amigos. Depois que nossa vida estiver melhor faremos o casamento na igreja do jeito que você quiser. Beijo os lábios dela com uma necessidade de sentir que vamos ficar bem.
Acabamos deitados no sofá fazendo amor. Ela não podia me abandonar na hora que eu mais preciso dela. Sei que é uma situação difícil, mas quero que ela fique comigo para passarmos por isso juntos. Me levanto do sofá e deixo ela ali deitada. Vou ao banheiro. Faço minhas necessidades e volto para o sofá nu.
- O que o Steele de propôs que ele está aguardando sua resposta. Droga eu não queria que ela soubesse. Ela está bem atenta em meu celular e acredito que Ray me mandou uma mensagem. Então Christian? Bella indagou de novo olhando para mim.
- Não é nada importante. Digo me sentando e puxando ela para meus braços.
- É mesmo? E porque ele diz aqui que se você pensar demais, você pode perder seus negócios?
- Bella eu não estou afim de falar sobre isso.
- Não? Ela se levanta com raiva. Tem uma pessoa te dando uma oportunidade de reerguer o seu negócio, e você está exitando? Quer mesmo que eu fique com você na miséria? Está querendo que à gente morra de fome, caso você não consiga se reerguer?
- O que ele me ofereceu foi uma palhaçada.
- Que tipo de palhaçada? Ela cruza os braços.
- Por favor não tem importância.
- Pode não ter importância para você, mas para mim tem. Eu quero saber.
- Droga. Me levanto e me visto. Ele me propôs que eu casasse com sua filha mais velha, em troca disso ele liquidaria todas as minhas dívidas e me entregaria à empresa com um valor bem generoso em conta. Vejo ela andando de um lado ao outro com uma expressão indecifrável. Eu não aceitei e nem vou aceitar. Eu prefiro perder a empresa a perder você. E outra nunca me casaria por dinheiro.
- E prefere morrer de fome. Olho para sem entender o que ela quer dizer.
- Não entende. Ela me olha estranho.
- Você não pensou mesmo na possibilidade de casar e salvar nossa pele? Ainda continuo sem entender onde ela quer chegar. Se você se casar poderemos ter tudo que à gente sempre teve. Poderíamos viver bem.
- Você entendeu o que eu disse? Se eu me casar com essa garota, não vai mais existir nós dois. Vai existir eu e ela.
- Não precisa ser assim. Você pode só casar com ela no papel e à gente podia continuar juntos. Eu estou olhando para ela incrédulo. Será que ela sabe que será à amante, ao invés da esposa?
- Você tem ideia do que disse? Sabe que será à amante ao invés da esposa? Peço querendo entender o que ela está pensando.
- Sim, mas eu prefiro isso à viver do jeito que viveríamos, e também pode não ser para sempre.
- Continuo não entendendo você. Olho para ela e não a reconheço.
- Você poderá pedir o divórcio em algum momento. Diga que não deu certo, que quer o divórcio.
- Com certeza terá um pré nupcial nos envolvendo.
- Droga, não pensei nisso.
- Bella deixa isso pra lá. Eu não vou me casar com ela.
- Vai sim. E vamos dar um jeito para ela morrer. Me assusto com que ela fala.
- Como é que é? Pedi confuso. Eu não ouvir o que ela disse, ou ouvir?
- Podemos matá-la com o tempo.
- Você está brincando né?
- Não Christian, não estou. O único jeito de você ficar com os bens dela séria à morte, e podíamos armar alguma coisa para ela morrer.
- Eu não estou te ouvindo.
- Pois pode me ouvir. Você dará à resposta para o pai dela.
- Eu não farei isso.
- Eu não me casarei com você desse jeito, e so tem um jeito da gente sair dessa situação. Você se casa com ela e depois arrumamos um jeito de matá-la.
- Eu não farei. Falo firme e visto minha camisa.
- Porque?
- Podemos ser presos caso eu concorde com isso. Grito com raiva. Você está louca?
- Vou ficar se viver à vida que você quer me dar hoje. Eu não vou abrir mão do conforto, da minha vida por causa das suas reservas e dignidade. Podemos fazer as coisas dar certo.
- Matando uma pessoa? Não vai rolar.
- Ninguém saberia. Somente nós dois.
- Eu não sou um assassino.
Podemos dar um remédio natural para ela e assim ela vai morrendo aos poucos. Ninguém saberia e ninguém iria desconfiar.
- Isso é loucura Bella. Vamos esquecer isso, e continuar com nossos planos aqui. Só nós dois.
- Só nós dois vivendo de migalhas, de pobreza. Você realmente conseguiria viver assim? Ainda mais depois de ter vivido no luxo e na riqueza que te rondava? Eu acho que não. Nisso ela tem razão. m*l estou conseguindo me acostumar ficar sem empregados, e viver um apto pequeno nunca foi um opção para mim. Agora é minha vez de dizer à você. Não pense demais. Vamos fazer isso dar certo. Podemos continuar com nossos planos depois. Vamos continuar nos vendo, fazendo amor e ainda planejando nosso casamento após à morte dela. Você só vai se casar para manter seus Status, para ter dinheiro de volta, e aqui eu serei sua mulher. À mulher que você precisa e sempre vai precisar. Passo as mãos na cabeça e tudo que eu queria era não ter essa situação para resolver. Matar alguém não estava nos meus planos, porém Bella pode ter razão em dizer que minha vida voltará ao rumo que sempre foi. Eu serei um homem novamente rico, e terei tudo aos meus pés.