CAPÍTULO 11

2041 Palavras
Os dias estavam passando e eu não sabia o que fazer. Christian não queria contato comigo, e isso me doía demais. Pensei em até desistir, mas eu não podia. Eu precisava me casar para ter um vida. Mas juro que se não fosse isso, eu deixava isso para lá e o deixava se afundar na sua própria desgraça. Como ele não quis me passar uma lista dos seus convidados eu mandei fazer os convites para os meus convidados. Com ajuda de Mia, olhei bufê, decoração do jardim da nossa casa. Olhei tudo para que no dia fosse o meu dia, o único da minha vida. Eu só queria ter à participação do meu futuro marido. Poderia pedir ao meu pai que falasse com ele, mas não quero que ele pense que por causa do dinheiro que papai deu, ele tem que fazer as coisas obrigado. Ele tem que querer, é o casamento dele. Suspiro, porque novamente penso em desistir. - Ana, Ana. Escuto meu pai me chamar. Estamos na mesa almoçando, na verdade eu nem toquei na comida. Estou sem fome. O que você tem? Está pensativa. - Estou com medo pai. Algo dentro de mim diz que eu não vou ser feliz. - Medo? Medo de que? Meu pai pega na minha mão. Princesa eu estou aqui para te proteger de tudo e de todos. Disso ele não pode me proteger. Eu tomei à decisão é agora estava realmente relutante em cumprir com isso. - Eu não sei se quero me casar pai. As vezes penso que é melhor deixar as coisas como estão. - Ana, eu sei que é difícil, que será difícil, principalmente no começo, pois vocês dois não viveram um relacionamento, não tiveram nada, e vão se conhecer agora. E outra não temos tempo mais, você sabe disso. - Eu sei. Meus olhos enchem de lágrimas. Queria que tudo fosse diferente, que ele me olhasse pelas razões certas, que me amasse em algum momento, mas vejo que isso não vai acontecer. - Não chora meu amor. Não tenha medo, mesmo eu aqui em Chicago ficarei de olho em vocês lá. - Eu sei que vai pai. Mas o fato é que eu não quero mais me casar. Ele me olha triste. - E você? Como você ficará? Ele respira fundo. Vem cá. Ele me puxa para fora da mesa e me leva para o sofá, se senta e me puxa para seu colo como se eu fosse sua garotinha de cinco anos. Ana, eu não estou disposto à abrir mão de você. Eu fiz tudo que fiz até hoje para poder te ver feliz e bem. Eu consultei vários outros e nada, e nunca imaginei que Christian era sua felicidade. Então não desista. Encare por você amor. Eu não pude fazer o mesmo pela sua mãe, mas você, eu estou disposto à dar tudo que tiver que dar para te ver aqui, feliz, linda, e com esses olhos mais alegres. Não quero ver essa tristeza em seu olhar. Ele alisa meu rosto. Eu te amo muito para continuar te vendo assim. Pense em você minha linda. - Mas se não dê certo pai? Se ele nunca conseguir me amar do jeito que eu o amo? - Nisso eu não vou poder te ajudar Ana. Quando vocês se casarem, será você e ele que tem que fazer dar certo. Será vocês dois que tem que buscar meios para melhorar à convivência de ambos. É disso que estou com medo. Se ele não faz questão de mim agora, depois que estivermos juntos pode ser pior. E como vou conseguir algo dele? Como vou conseguir que ele se apaixone por mim? Eu estou realmente em dúvida disso. Não pense muito nisso. Tudo dará certo. Eu estou aqui para você e caso não dê certo você corre para meu colo que eu estarei aqui para te proteger. Sorrio e me aconchego em seu ombro. Filha, vou dizer à você o mesmo que disse à sua irmã quando ela se casou. Você não vai deixar de ser à minha filha porque casou. Sei que seria diferente se à situação fosse outra. Porém não temos tempo para nada. Se sua vida não mudar com esse casamento, eu não sei o que farei, porque o meu sofrimento é muito grande por vê-la assim. Eu daria minha vida para não vê-la dessa forma. E como disse, tudo que eu podia fazer eu fiz, e agora não quero ver você com medo, ou receio. Christian precisa de você assim como você precisa dele. Ele precisa amadurecer na vida. À morte dos pais dele não trouxe nada de bom, ele achou que teria o mundo, sendo que não fez nada para ter esse mundo, por isso que caiu tanto, e você na vida dele, pode acrescentar mais do que você acha. Ele precisa de alguém como você, ele precisa de você. E sei que você pode fazer isso dar certo. Não tenha medo. Você tem sido forte até agora, e eu preciso que você continue sendo forte. Que seja mais forte do que ontem, e amanhã que seja mais forte do que hoje. Não se deixe abalar por nada filha. Nada. Limpo meus olhos e me sinto bem com ele. Ele não diz mais nada e me embala em seu colo. - Obrigado pai. Obrigada por sempre me apoiar, e por sempre me aconselhar. Eu te amo muito. - Eu também meu amor. Fique bem. Se você for forte tudo ficará bem. O abraço mais forte e dou um beijo em seu rosto. Me levanto do seu colo. Como vai à organização do casamento? - Já olhei o bufê, os convites já mandei fazer e à decoração também. - Que bom. Não poupe nada. Quero o melhor para você, igual o de Mia. Sorrio. - Não se preocupe papai. Tudo será feito como eu quero. - Vou mandar as cartas de bebida para meu amigo para ele já enviar para nós. - Tudo bem. Vou trabalhar um pouco pai. E mais uma vez obrigado. - Você não vai comer? - Estou sem fome. - Você sabe que não pode ficar sem comer. - Eu sei pai, mas sei que Gail daqui a pouco vai fiscalizar, então ela não sairá do meu pé enquanto eu não comer, eu só vou ganhar algumas horas. - Só para não dizer em alguns minutos. Papai sorrir e eu acabo sorrindo junto. - Deixa eu ir trabalhar um pouco antes que Bah venha atrás de mim. Subo e vou para meu quarto. Me sento na cama e pego meu MacBook. Vejo que tenho vários e-mails de compradores. As vendas de imóveis em toda Chicago só tem aumentado. O mês nem acabou e eu já vendi mais de 50 imóveis. Meu faturamento está sendo excelente. Mamãe ficaria feliz por mim. Mesmo morrendo à muito anos e que minhas lembranças sejam poucas dela, eu sinto sua falta. Sinto que agora minha vida seria outra. Dois meses se passaram e hoje não é um bom dia para mim. Mais uma vez estou com febre, com frio e meu corpo dói. Mesmo assim eu me permite levantar e olhar algumas coisas do casamento. Os convites já foram enviados para à casa dos convidados. Eu acertei à decoração no jardim daqui de casa. Seria tudo branco gelo, já que meu vestido é branco. O jardim teria flores colorido para complementar as que já tinha no jardim de casa. Mesas e cadeiras com os forros em branco gelo. Será feito um altar de flores. E do outro lado jardim será montado à pista de dança, tendas para as pessoas ficarem mais à vontade devido ao tempo. Eu espero que no dia eu não esteja assim. - Gail me disse que não estava bem. Kate fala entrando no meu quarto. - Só um m*l estar. Digo, não dando muitos detalhes. - Porque não me contou que iria se casar com Grey? Ela me pede se sentando na cama. - Tentei, mas na sua casa disseram que você tinha ido viajar e o seu celular... - Perdi em algum lugar. Ela responde sem eu completar frase. Mas desde quando vocês estão juntos? Suspiro. - Desde que ele foi na festa de Mia. Conversamos muito ali e ele me ligou depois para marcarmos um encontro. Ela parece não acreditar, mas o fato é que não posso dar as devidas explicações para isso. - Sério isso? Aí do nada você resolve se casar? - Kate, as coisas aconteceram muito rápido, eu gosto dele, na verdade o amo, e quero poder viver com ele. - Mas os sentimentos dele por você, são os mesmos? - Não, ainda não. Mas isso vem com à convivência. - Tem certeza Ana. Olho para ela mordendo meus lábios. Eu sei que você é louca por ele, mas será que vale o sacrifício. O que eu estou fazendo vale mais do que qualquer sacrifício, mas Kate não precisa saber. Ele pode não querer nada com você. Amiga eu não quero sua infelicidade. Nem eu, mas já está feito. - Vai ficar tudo bem Kate, eu vou ficar bem. - Elliot está puto com isso. Reviro meus olhos. - E eu com isso Kate. Pouco me importa à opinião de Elliot. - Ele disse que te ama e que além de se casar, você irá se casar com o i****a do Grey. - Não importa. Eu sei o que quero. Elliot não tem nada haver com isso. - Eu queria tanto que ele olhasse para mim. Queria que ele gostasse de mim só um pouco. Sinto na pele o que Kate está sentindo. Christian não faz questão nem de me ligar para saber nada sobre o casamento, como disse ele, o mesmo só estaria aqui no dia. Espero que quando casarmos as coisas mudem. - Não fique assim. Você ainda vai encontrar alguém que te ame. E vai valer muito à pena. - Assim espero. Mas me diga você vai morar em Seattle? - Sim. Já está tudo certo. Vamos morar na casa dos pais dele. - Que bom. Vamos ficar separadas. Kate faz um biquinho e eu vou até ela e à abraço. - Você vai poder ir me visitar quando quiser. Passar uns dias comigo. - Vou mesmo, porém com esse trabalho que arrumei está fora de cogitação combinar algum passeio. Meu chefe é um mala. - Eu disse para você não trabalhar para os outros. Quis ser independente, e agora está aí reclamando. - Meu pai falou à mesma coisa. Porém eu quis criar asas. Eu precisava me libertar do aperto dos meus pais. Eles não iriam me dar sossego. - Eu imagino. Então não fique reclamando do seu trabalho. Se reclamar volta à trabalhar para seus pais. - Nem pensar. Meu chefe vai ter que me engolir. Sorrimos juntas. - Sabe que você e Mia serão minhas madrinhas né? - Claro que sei. Minha mãe me deu o recado. E eu estou muito feliz pelo convite. Precisa de ajuda em algo? - Não. Já está tudo encaminhado. Mia mesmo longe tem me ajudado muito. - Ela foi mesmo para Seattle? - Sim. - Vocês vão me abandonar mesmo aqui. Minha amiga fica triste. - Parar Kate, já disse, vamos poder nos ver sempre, tudo vai depender do seu chefe liberar você. - Nem me fala. Ela se joga na cama. Continuarmos à nossa conversa sobre coisas da viagem dela. Kate havia ido para Tailândia à trabalho. Passou um mês fazendo visitas à lugares menos favorecidos para fazerem moradias decentes ofertadas com patrocínio do governo local. Eu acho tão interessante esse trabalho deles, gostaria de ter feito algo assim. Mas à vida me trouxe algo diferente. Hoje era o dia tão sonhado por mim. O dia do meu casamento. Me sentia mais perdida do que tudo. Não sei se ele virá, não sei o que houve com ele nesses meses. Espero que nosso acordo de terminar com Bella esteja comprido. Eu não suportaria ser traída, e cumpriria cada linha do nosso acordo. Ele não me conhece, não sabe o que eu faria se descobrisse que ele ainda tem algo com Bella. Eu o deixaria na ruína sem olhar para trás.
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