- Não foi assim Andrew. Me escuta por favor.
- Te escutar? E você me escutou quando disse que era para você diminui seu ritmo? Eram baladas todas as noites, eram finais de semanas intermináveis em viagens e mesmo assim eu disse que não queria isso, eu disse que você precisava se cuidar e agora? O que você pensa em fazer?
- Você está me culpando?
- E a culpa não é sua? Eu cansei Ana. Cansei de tentar fazer você entender, cansei de ficar aqui esperando você se cansar da vida que você levava.
- O que você quer dizer? Meu choro é angustiante. Ele é meu apoio. Meu porto seguro.
- Estou te deixando. Acabou. Não aguento mais. Eu não quero isso para minha vida. Você buscou isso, então fique sozinha.
- Não Andrew, por favor, eu preciso de você.
- Não, você não precisa de mim, você precisa de você e de mais ninguém. Balanço à minha cabeça em negação chorando.
- Eu já liguei para seu pai. Ele deve está chegando.
- Não, por favor. Agora mais do que nunca eu preciso de você. Ele não entende.
- Pensasse nisso antes. Eu não vou poder continuar ao seu lado depois disso. Ele abre à porta e se vai sem olhar pra trás. Choro desesperada.
Acordo suada, olhando para todos os lados. Ele me deixou, me deixou com à dor no coração. Ele me culpa por tudo que houve, mas eu não me considero culpada. Andrew foi embora para Argentina. Não soube mais dele desde o dia que me deixou. Não nos falamos mais, ele não voltou atrás em sua decisão. Mas agora nada importa. Eu vou refazer à minha vida e poderei mostrar à ela que tudo poderia ser diferente se ele tivesse ficado comigo naquela época. Eu vou sair dessa tristeza com uma nova vida, mesmo que me custe muito conquistar Christian. Mas eu não vou desistir e não vou me deixar abalar. Eu terei minha família.
Limpo minhas lágrimas, e me aconchego mais em minha cama. Queria tanto que minha mãe estivesse aqui. Tinha certeza que estaria muito bem com ela. Não estaria triste com minha vida e também não teria passado nada do que passei e ainda passo. Minha mãe seria meu porto seguro, seria tudo que eu precisava. Volto à dormir.
Acordei nada bem. Depois de meia hora no banheiro me recompondo. Tomei um banho. Me arrumei com uma roupa mais quente já que estou sentindo frio. Apertei o botão para chamar minha Bah Gail. Não queria descer hoje. Tinha que conversar com meu pai sobre Gail ir para Seattle comigo, isso se à mesma quisesse. Me olho no espelho e cada dia me assusto com à imagem que vejo nada comparado com à menina alegre de anos atrás. Escuto batidas na minha porta. E peço para entrar. Vejo Gail pelo espelho.
- Bom dia querida, como você está? Olho para ela e ela entende só pela minha cara. Não dormiu bem?
- Não muito. Respiro fundo. Você pode trazer meu café Bah? Não quero descer hoje.
- Pelas suas roupas vejo que está com frio.
- Sim estou. Pode pedir também para aumentar o aquecedor no meu quarto?
- Senta querida. Ela pediu e eu me sento me encolhendo na cama. Ela vem até à mim e coloca uma das suas mãos em meus rosto. Você está com febre. Sua cara de preocupação me deixa aflita.
- Calma Bah, é normal depois de ontem. Eu só quero que você traga meu café, pois vou ficar aqui o dia todo.
- Eu farei e já trarei também tudo que você precisa para passar essa febre.
- Obrigada Bah.
- De nada meu amor. Você sabe que eu faria tudo por você né? Meus olhos enchem de lágrimas.
- Bah, eu não quero chorar. Já não basta lembrar de tudo que me aconteceu com Andrew durante à noite. Ela limpa seus olhos.
- Eu te amo muito. Você é como se fosse minha filha.
- E é sua filha Gail, foi você que criou com muito amor. Meu pai aparece no quarto arrumado como sempre para o trabalho. Estou vendo que não está bem né?
- Vou ficar bem pai, não se preocupe. Ele me puxa para seus braços. Sinto seu suspiro.
- Está com febre amor.
- Eu já vou trazer o comprimido para ela melhorar. Gail se levanta, mas antes que ela saia eu quero pergunta se ela aceita ir morar comigo em Seattle.
- Gail espera. Me arrumo nos braços do meu pai. Ela me olha sorrindo. Pai eu quero saber se o Sr deixa Gail ir embora comigo para Seattle, e Gail eu quero saber se você aceita ir comigo caso meu pai concorde.
- Você vai embora daqui? Ela me olha triste. Esqueci de contar à ela sobre o possível casamento.
- Gail desculpe não ter te contado, mas é possível que eu vá me casar daqui três meses. Ela me olha surpresa.
- Casar? Você nem tem namorado. Não venha me dizer que voltou com aquele i*****l de Andrew? Sorrio, pois ela nunca gostou de Andrew.
- Não. Andrew é passado. Mas eu vou me casar com meu amor de adolescência. Ela me olha mais desconfiada ainda. Gail não. Não me olhe assim. Será o certo agora.
- E se não for? Ela cruza seus braços desconfiada.
- Meu pai já fez toda verificação. Nada vai dar errado, eu o amo e tudo vai ser diferente. Mas você aceita ir morar comigo? Gail sempre foi como uma mãe para mim. Na verdade quando minha mãe morreu eu só tinha 3 anos e Gail cuidou de mim e Mia que estava com 2 anos. Ela sempre foi como uma mãe para nós duas.
- Eu nunca iria deixar você sozinha. Você é minha menina e precisa demais de mim.
- Eu te amo Gail. Falo me levantando e meu corpo fica fraco fazendo com que eu caia.
- Ana. Meu pai vem ao meu socorro, e me pega no colo. Gail acho melhor trazer à comida e o remédio para febre. Ela pode está fraca.
- Agora Sr. Gail sai e meu pai me apoia em seu peito.
- Filha, você precisa contar para Christian sobre o que aconteceu com você. Vocês vai se casar e ele precisa saber da verdade.
- Não quero que ninguém saiba pai. E se ele tiver dúvidas na última cláusula, eu explicarei, mas fora isso eu não falarei nada. Fora Andrew, ninguém mais sabe, nem mesmo Kate. Não quero expor minha vida para ninguém mais. Limpo minhas lágrimas que começam à sair.
- Você tem medo que ele faça igual à Andrew? Respiro fundo. Talvez seja isso. Talvez tenha medo de perder à única pessoa que amei na vida e minha vida nada ser real.
- Tenho. Sei que Andrew foi fraco, não conseguiu me entender e nem suportar o que estava acontecendo comigo, mas eu não quero ficar remoendo isso. Como disse à Gail, minha vida será outra, eu tenho esperança de ser feliz e serei pai. Eu farei tudo para que isso aconteça.
- Eu também farei tudo para você ser feliz. Nunca permitiria que fosse diferente. Mas eu quero saber como você vai explicar à ele à suas vindas para cá.
- Talvez Ethan pode me ajudar com isso.
- Te transferindo para Seattle?
- Sim pai. Eu acho mais fácil do que tentar explicar minha vinda para Chicago três vezes na semana.
- Vamos fazer dar certo então.
- Eu te amo papai.
- Eu também meu amor. Sua irmã ligou mais cedo. Quer falar com você. Ela volta na próxima semana.
- Você contou à ela sobre Christian?
- Não. Deixei para você contar.
- Obrigado! Me aperto em seus braços.
- Você e Christian decidiu o que sobre o casamento?
- Nada pai. Ele não quer se envolver com nada. Disse que é para eu fazer do meu jeito. Papai passa as mãos na minha cabeça.
- Você quer que eu converse com ele sobre isso? Sorrio. Meu pai sempre foi protetor comigo e Mia.
- Não pai. Deixa. Eu quero que ele se envolva aos poucos. Eu só quero que se case comigo. O resto não importa.
- Ok. Eu vou deixar você conduzir do seu jeito. Mas se ver que ele não quer nada, eu vou me intrometer.
- Não vai precisar.
- E ele não pense que vocês vão está longe que ele vai fazer o que quer. Eu estarei de olho nele.
- Calma pai. Deixa ele me dar à resposta primeiro. À gente está aqui conversando, mas nem sabemos direito se ele vai aceita ou não.
- Eu não tenho dúvidas que ele vai aceitar. Ele precisa de dinheiro, precisa limpar seu nome. E caso não aceite eu o convencerei de outras formas. Tudo que eu quero é seu bem e te ver feliz. Gail aparece com meu café. Tomo café com o remédio. Me deito e logo o sono me toma.
Acordei já era tarde. Me levantei e fui tomar um banho. Eu ainda tinha que estudar. Essa semana tinha prova na faculdade, e ainda tinha que assistir as aulas online. Como meu curso era à distância eu não precisava me preocupar para transferir para Seattle. Sair do banho de roupão e me sento na cama já pegando meu notebook. Abro primeiramente meu e-mail e fico em choque por ter um e-mail de Christian. Abro já temendo um não da parte dele. Ele me diz que vai aceitar os termos impostos no acordo Pré Nupcial. E que eu posso organizar o casamento da forma que eu quiser. Ele só quer está presente no dia. Fico triste por ele não querer participar, mas eu o entendo. Ele não esperava casar comigo, na verdade o amor dele é de outra, porém eu não posso deixar me abalar, eu o conquistarei. Terei vantagem sobre Bella, pois ele será meu marido. Respondo o seu e-mail dizendo eu organizarem tudo e que é para ele me mandar sua lista de convidados. E ainda ele tem que dar entrada nos papéis para o nosso casamento aqui.
Meu advogado também me mandou um e-mail dizendo que Christian tinha assinado o acordo logo depois que o advogado dele leu. Estava feliz por isso. Vamos agora começar à viver à nossa vida. Ele vai gostar de mim com o tempo e assim nosso casamento ficará bem. Ligo para meu pai e confirmo que Christian assinou o acordo e aceitou nosso casamento. Papai diz que vai entrar em contato com ele para dar continuidade ao acordo. Desliguei animada. Gail entra no meu quarto com uma bandeja de comida.
- Estou vendo que acordou melhor. Gail fala depositando à bandeja na minha cama.
- Estou bem melhor Bah. Estou feliz, vou me casar dentro de três meses. Me levanto à abraçando.
- Fico muito feliz por você Ana, mas ao mesmo tempo estou preocupada. Olho para ela. Você sabe o porque.
- Não precisa Bah, tudo dará certo. Digo me sentando.
- Eu não sei. Não estou com pressentimento muito bom disso. Porém eu estarei com você. Te protegerei de qualquer coisa.
- Eu sei que vai. Te amo por isso. Te amo por cuidar de mim desde criança
- Eu também te amo filha. Você e sua irmã sua como minhas filhas. Sorrio, pois ela é como se fosse à minha mãe. Agora toma isso e coma também. Tomo o que ela me dar e depois começo à comer.
Eu tinha três meses para organizar todo meu casamento, contaria com à ajuda de Gail, Mia e Kate. Sei que com à minha irmã será mais fácil explicar o casamento, mas Kate não. Eu terei que arrumar um jeito de fazer com que isso seja natural. Tipo, há nos vimos no casamento de Mia e desde então começamos à namorar, e aí ele me pediu em casamento. Vou ter que ser bem convincente nisso.