A parede a sua frente não era branca, estava mais para um tom de gelo, o que de certa forma tranquilizou Lara, ela odiava paredes brancas, pois ela as associava a ambientes hospitalares e ela também odiava hospitais. Sentindo o corpo pesado, como há muito tempo não sentira, ela se virou na cama tentando reconhecer o lugar que estava. Uma claridade tímida, como a de um dia nublado atravessava a janela de vidro, trazendo as lembranças de quando vivia em Oxford, o que foi reconfortante, ela amava Oxford. Uma mulher de jaleco branco saiu do banheiro. - Bom dia Lara, como está se sentindo? – a mulher que possuía uma pele que provavelmente nunca vira o sol e os cabelos presos loiros, a avaliou com seus olhos azuis acinzentados. O inglês dela possuía um sotaque alemão pesado, Lara o sentiu

