-Não, nunca faria isso!
-Vi que ficou pensativa la no quarto. -fala se ensaboando.
-Pensei no que poderia fazer com esse dinheiro e não se aceitaria posar nua. -respondo fazendo o mesmo que ele.
-E o que você faria com o dinheiro? -pergunta me olhando.
-O obvio. Moro de aluguel. Compraria uma casa pra mim. -falo sorrindo ao pensar na possibilidade.
-Do jeito que você trabalha pode financiar uma excelente casa. Ja pensou nisso? -sugere.
-Sim, tenho um bom dinheiro guardado, que nunca mexo. Mas com esse problema da minha mãe, preciso esperar. Vou resolver esse problema primeiro. -respondo terminando de me enxaguar e pegando a toalha.
-Quanto está saindo a clinica? -ele pergunta e me sinto desconfortável com isso.
Não estou acostumada em dar satisfação das minhas contas para outras pessoas.
-Dez mil por mês. -falo saindo do banheiro e deixando ele para trás, coisa que nunca faço.
Visto uma longa camisola vermelha e deito vendo que ele sai do banheiro nu e caminha para onde suas cuecas estão guardadas.
-Precisamos contar tudo um pro outro se quisermos que dê certo, pequena. - fala ao voltar do closet.
-Ah, é, mesmo? Por acaso você me contaria quanto tem na sua conta? -pergunto irônica, pois sei que é informação demais.
-Tenho 46 bilhões de dólares. —informa e levo as mãos na boca, surpresa com a revelação. —Você é minha mulher, precisa saber de tudo, p***a! - Responde puto.
-Meus Deus! É muito dinheiro. Não tem medo das pessoas se aproximarem de você apenas por causa do dinheiro. Não digo só mulheres, mas também amigos. - pergunto chocada.
-Quando me viu com i********e com outra pessoa alem de você e do Diego? A maioria das pessoas são interesseiras e preciso ter algumas barreiras. -fala e lembro do marquinho, o maquiador, me falando que ele sempre negava sair com as mulheres.
-Verdade! Isso é tão triste, desculpa. -falo indo até ele, o dando um selinho carinhoso.
-É sim! -concorda com toda sinceridade.
-Vou me abrir mais com você, não faço de proposito. Estou acostumada a lidar sozinha com as coisas. - falo
-Eu sei, mas agora somos um só, vai ter que aprender a dividir as coisas comigo. -fala enquanto me olha e concordo sorrindo.
****
-Acorda, pequena. Vamos visitar sua mãe? - pergunta e estou deitada com metade do meu corpo em cima do dele.
-Você vai também, amor? -pergunto sorrindo.
-Claro! -fala levantando e sorrindo me levanto junto.
Tomamos banho e visto calça preta social flare, com um cropped branco de mangas pantalonas. Make para o dia, sapatos meia pata nude e r**o de cavalo.
-Você está linda! - fala me abraçando por trás.
-Obrigada, amor, você também está um gato. -falo sorrindo e ele rir, vestido de calça jeans, camisa polo e tênis preto.
-Vamos fazer o curativo. -fala se afastando, indo pegar a caixa de primeiros socorros e sento na cama dando a mão a ele quando retorna, que tem cuidado de mim lindamente.
-Amorzinho, estou indo na mamãe agora. -envio a mensagem assim que o Evans acaba com o curativo.
-Ok, vou com a Lia e tia Penha, te vejo la. Beijos! - leio e me levanto indo pegar umas coisas para entregar a elas.
Depois de prontos saímos de casa em sua Ranger Rover rumo a clinica e o percurso será de 1 hora.
Chegamos na clinica e tinha esquecido o quão linda ela é com todo esse gramado, plantas e animais para todos os lados. Caminho para a recepção do local e após me informarem onde a encontro, vejo minha mãe ao longe, abaixada cuidado da horta.
-Mãe! -Não aguento a ansiedade e a grito.
-Minha princesa. - ela fala feliz ao me ver, em seu doce tom de voz que tanto amo.
Ando depressa até ela e a abraço, sentindo meu coração querer pular para fora com tamanha felicidade, junto a saudade.
-Minha rainha linda, como a senhora está? -pergunto quando sentamos num banco, debaixo de uma das arvores.
-Me sentindo ótima! Estou tomando os remédios, fazendo terapia e reuniões com o grupo. E tudo isso tem me ajudado muito. -responde com seu jeitinho meigo como sempre foi.
-E quem é esse homem bonito? -pergunta sorrindo e oferece a mão ao Evans.
-Meu namorado, Nicholas Evans, mãe. -respondo feliz e ela sorrir de ladinho.
-É uma satisfação conhece-lo, meu genro. Nunca vi minha filha se interessar em namorar alguem, você deve ser muito bom para ela. -fala tão tranquila que enche meu coração de amor.
-Estou dando o meu melhor para faze-la feliz. -ele afirma sorrindo e me olhando.
-E está fazendo, meu amor — falo alisando seu rosto sorrindo e logo depois começo a conversar com a minha mãe. — O que está achando da clinica, mãe?
-Lindo! Tudo muito lindo e adorável. Sabe o que eu fiz hoje? Andei a cavalo! - fala toda alegre, pois ama animais.
-Que bom, fico muito feliz com isso. -falo com meu sorriso de canto a outro do rosto.
-Olá, o diretor da clinica deseja vê-la. -um enfermeiro fala ao mesmo tempo que a Yaya chega com a Lia e tia Penha.
Cumprimento a todas com gostosos abraços e beijos, indo em seguida ao encontro do diretor de mãos dadas com o Evans.
-Bom dia, doutor, gostaria de falar comigo? -pergunto ao entrar em seu luxuoso escritório, vendo o doutor Fernando atrás de sua mesa.
-Sim, sentem-se. Por favor! Como expliquei no dia da internação, a recuperação da depressão é lenta e oscilante entre os tratamentos, podendo ter recaídas, mas sua mãe está respondendo surpreendente bem. -fala ao sentarmos a sua frente, com a mesa nos separando.
-Sei que para alguns o que vou perguntar foge da ética e por isso queria saber a sua opinião. Gostaria de pedir permissão para cortejar a sua mãe. - pergunta me deixando surpresa em saber do seu interesse por ela.
Ele aparenta estar na casa do 50 anos, assim como minha mãe e isso é um ponto positivo, mas tenho medo dele só querer brincar com ela e a fazer piorar. Penso enquanto o olho, que espera minha resposta sem dizer mais nada. Acho que o risco é grande, mas se der certo, o beneficio desse romance será enorme.
Olho para o Evans e o vejo balançar a cabeça em sinal de confirmação, me permitindo saber o que pensa.
-Vai ser muito bom se conseguir deixa-la feliz, mas doutor, gostaria que soubesse que posso ser sua aliada nesse romance, mas também posso ser sua inimiga caso a faça sofrer. Não permitirei que a machuque! -concordo com o romance deixando claro o meu posicionamento.
-Obrigado! Eu entendi o que quis dizer.
-Que bom! Boa sorte! - falo me levantando e o cumprimentando, assim como o Evans.
Retornamos para onde minha mãe e as meninas estão a tempo de ver minha mãe sorrindo.
Ficamos com ela um bom tempo, até que deu a hora de irmos embora.
-Fica com Deus, mãe! Estou com a agenda cheia de trabalho, mas vou tentar vir sempre que puder. -falo a abraçando e ela me aperta forte, como se mostrasse que ja posso voltar a te-la como meu porto segura.
Depois de todas se despedirem fomos para o estacionamento da clinica, vendo todas rindo da piada da Lia.
-Meninas, trouxe umas coisas pra vocês. -Falo abrindo o carro do Evans e tirando as sacolas, junto as caixas que trouxe para presenteá-las.
-Yaya, isso é para você. —falo dando a ela uma caixas de sapatos e uma sacolas com calças jeans. —E isso é pra você, amiga. -falo a entregando uma caixa de sapato e duas jardineiras jeans.
-Taporra!!! -elas falam pegando os presentes.
- Isso aqui é para a senhora, tia. -falo entregando uma sacola com uma linda saia jeans longa, do jeito que ela gosta.
Depois que ela agradece toda feliz, me dando um beijo estalado em minha bochecha, me despeço das meninas e voltamos para casa. Troco de roupa, colocando um shortinho de malha, um top e meu tênis de corrida, me preparando para ir na academia dele.
-Estava pensando, vai ser muito bom se sua mãe abrir o coração, depressão e amor não andam juntos. -ele fala enquanto corre na esteira.
-Verdade! Minha mãe é muito bonita e um doce de pessoa, espero que o doutor Fernando não piore isso. -falo fazendo abdominais próximo a esteira.
Depois de alguns milhares abdominais feitos, vou para a segunda esteira, sentindo minha barriga doendo. Fizemos nossos exercícios com afinco, notando que ele gosta de malhar ouvindo musica alta em seu ouvido, assim como eu.
-Quer almoçar num restaurante ou em casa? -pergunta todo suado e muito gostoso. Ja Fizemos uma hora de academia e agora estamos nos alongando.
-Prefiro em casa, amor, assim ficamos mais tempo juntos, mas se quiser a gente sai. - falo e ele sorrir.
-Prefiro ficar em casa e aproveitar você, já que amanha vai ser corrido. -fala sorrindo, depois bebe sua água.
-Contratei 3 seguranças que vão ficar com você. -ele fala e eu concordo, pois sei que se preocupa muito com a minha segurança.
Fazer o que né?!
-Amor, preciso fazer uma live hoje de uma hora e estava pensando, ja está na hora de eu falar sobre nosso namoro no canal. O que pensa sobre isso? -pergunto aflita, após o banho, sobre ele se expor.
-Desde que não tenha os detalhes estranhos. - ele fala nada a vontade em contar que ficamos transando vendada sem eu conhece-lo.
-Concordo, mas essa foi a melhor coisa que me aconteceu em toda a minha vida. -falo o abraçando por trás e beijando suas costas.
-Comigo também, pequena. -concorda me virando, me pegando no colo e me beija.
-Se quiser ficar no quarto, pode ficar, você não me atrapalha. -falo ainda no colo dele, que concorda.
Arrumo o quarto de gravação como quero, deixando algumas bolsas e sapatos posicionados atrás como cenário e sigo para a sala.
-O almoço chegou, pequena. -avisa arrumando a mesa.
-Hmm, que bom, estou varada de fome. -confesso e ele rir.
Almoçamos salmão grelhado, salada, berinjelas gratinadas e arroz integral, com uma boa ideia surgindo no decorrer.
-Eu ia adorar que você aparecesse no vídeo. -falo sorrindo sabendo que ele é tímido.
-Eu ia adorar. -responde irônico e gargalho.
-Só que não, né, amor?! -afirmo ainda rindo