Ele aofreu também

666 Palavras

Roberta narrando — continuação Dancei mesmo. Me soltei, me diverti. Estava com saudade daquela energia, do som, do povo, das risadas. Cada música que tocava era um pedaço do meu passado que eu tava recuperando. Eu não precisava provar nada pra ninguém, mas naquele momento, eu queria que ele visse. Que ele sentisse. E ele tava vendo. Cada passo, cada sorriso, cada olhar trocado com alguém na roda. Foi aí que senti uma mão na minha cintura. Nem deu tempo de reagir. — Tá maluco? — escutei a voz de Rogi, rouca de raiva, antes do primeiro soco estourar na cara do cara. A roda parou. O pagode parou. O som quase nem fazia mais sentido. Só vi o cara caindo no chão, tentando entender o que aconteceu. Rogi partindo pra cima de novo, e dois dos aliados tentando segurar ele. — Ela não é tua mais

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