Nosso Anjinho

1718 Palavras
— Chamem o motorista!— Castiel gritou, enquanto descia as escadas comigo nos braços. Maria correu até Castiel, enquanto Cristina foi chamar o motorista. — O que está acontecendo?— Maria perguntou desesperada. — A bolsa dela estourou! Gritei de dor, e Castiel olhou para mim preocupado. — Cadê o motorista?— Castiel gritou e como mágica o motorista apareceu na sala. — Sim, senhor?— o motorista disse rapidamente. — Ligue o carro! Minha mulher está em trabalho de parto.— Castiel disse enquanto corria comigo para o carro. A dor estava muito forte, eram muitas contrações e eu estava ofegante. Castiel correu para o carro e me colocou sentada no banco de trás. Logo depois entrou junto com o motorista, e rapidamente o motorista ligou o carro e fomos para o hospital. Chegamos no hospital em cerca de 20 minutos, Castiel ficou apertando minha mão o caminho inteiro e isso me dava forças. Quando chegamos no hospital, os enfermeiros logo vieram me colocar na cadeira de rodas para me levar para o quarto. Eu estava com muita dor, mas ao chegar no quarto a médica me examinou e disse que eu estava só com 6 dedos de dilatação e eu precisava esperar mais um pouco. Castiel ficou ao meu lado a cada segundo segurando firmemente a minha mão. Cerca de 2 horas já haviam passado, e eu estava com muitas contrações, as dores estavam muito intensas e eu não estava aguentando mais. Castiel ao perceber isso, chamou rapidamente a médica. A médica me examinou novamente e viu que eu já tinha dilatado os 10 dedos, e isso era sinal que o bebê estava pronto para nascer. A médica retirou Castiel da sala e chamou as enfermeiras, colocaram soro na minha veia e mandaram eu empurrar. Era uma dor quase insuportável, e eu estava ficando sem forças. — Empurra!— a médica gritou. Eu gritei enquanto usava toda a minha força para empurrar o bebê. — Já estou vendo a cabecinha, empurra Alana!— A médica gritou novamente. Reuni minhas forças novamente e empurrei. Eu estava com muita dor, era como se meus ossos estivessem quebrando de uma vez só. — Mais uma vez Alana! Reuni o resto da minha força e empurrei, e logo ouvi o choro agudo de um bebê substituindo os meus gritos. A médica então pegou meu bebê e embrulhou em panos e me deu. Era a coisinha mais linda do mundo, seu rostinho estava sujo de sangue, mas mesmo suja de sangue eu pude ver sua pele branquinha e seus cabelos lisinhos incrivelmente pretos. A boca de Helenna era vermelhinha, e sua mão era a coisinha mais pequena do mundo, ela parecia um anjinho. Depois a médica tirou Helenna dos meus braços e a levou para a sala do berçário. ... Depois de uma hora, Castiel veio no meu quarto e se sentou ao meu lado, ele olhou para mim e sorriu. — Ela parece com você...— Castiel disse um pouco emocionado. Sentei na cama e olhei para Castiel sorrindo. — Você viu ela?— perguntei. — Vi pela janela da sala do berçário... — Castiel disse relembrando de Helenna. — Ela é linda, não é? — Sim... parece um anjinho.— Castiel disse com um sorriso meigo. — Sim... Nosso anjinho.— disse dando um beijo suave em Castiel. ... 3 dias haviam se passado e eu finalmente pude voltar para a minha casa com o meu pinguinho de gente. Helenna era a coisinha mais linda que eu já havia visto em toda a minha vida, mas me deu um grande susto pois nasceu no dia 19, e estava previsto para o dia 23. Assim que entrei em casa, vi Luís, Ághata, David e Sophia me esperando no sofá. Quando me viram entrar, já vieram ver Helenna que dormia profundamente. — Que princesinha!— Luís disse sorridente. Ághata então se aproximou e olhou para Helenna. — Meu irmão, você não tem um p*u, você tem um pincel!— Ághata disse sorridente. — Ághata!— Sophia disse irritada, logo depois se aproximou rindo e olhou para mim.— Posso pegar? — Claro Sophia.— disse entregando a menina para Sophia que pegou com cuidado. Sophia então sentou no sofá com a menina e Maria e Cristina se aproximaram. — Oi senhora, como está se sentindo?— Maria perguntou. — Bem.— disse me sentando com a ajuda de Castiel. — Deseja alguma coisa senhora?— Cristina perguntou enquanto me olhava. — Traga alguns sucos para os convidados por favor...— disse calmamente. — Como a senhora quiser...— Cristina disse e se retirou juntamente com Maria. Luís, Ághata, David e Sophia continuaram a paparicar Helenna enquanto eu não me aguentava de sono. Eu estava exausta, definitivamente não gosto de hospitais. Depois de muitos paparicos e mimos, as visitas foram embora e eu pude finalmente subir para colocar Helenna em seu quarto. Ela estava dormindo profundamente, então cuidadosamente a coloquei no berço cor de rosa e ela se acomodou. Depois fui para o meu quarto e deitei na cama. Castiel entrou no quarto e deitou junto comigo, então começou a me fazer um cafuné enquanto me encarava. — Eu sou o homem mais sortudo do mundo por te ter ao meu lado...— Castiel disse suavemente. Olhei para ele e sorri, logo depois ele colocou a mão sobre a minha cintura e eu adormeci. No dia seguinte eu acordei um pouco tarde, porque levantei algumas vezes por causa da minha princesinha que estava estranhando o quarto novo, e estava com dificuldade para dormir. Acordei e desci rapidamente para tomar meu café. Assim que eu terminei meu café, Maria chegou com Helenna que havia acabado de acordar. Então Maria me deu Helenna e eu dei mamar para ela. Depois que Helenna terminou de mamar demos banho nela, e ela dormiu novamente. Pelo resto do dia eu li um livro e cuidei de Helenna com a ajuda de Maria. Quando deu cerca de 18:00, Castiel chegou, pelo jeito ele estava muito feliz e isso despertou minha curiosidade. — Oi meu amor! Posso saber o motivo dessa felicidade toda?— perguntei. Castiel se aproximou e se sentou do meu lado. — Já avisei a empresa Ordeph que nós vamos participar do concurso sss Fashion, eles disseram que estão planejando tudo e que o concurso será só ano que vem. Já passei algumas informações para o contrato, e já estou vendo casas para ficarmos no Brasil.— Castiel disse empolgado. — Já sabe quem vai tomar conta das coisas na empresa?— perguntei. — Eu vou continuar tomando conta de tudo pela internet, mas se for algo pra resolver pessoalmente, o vice-diretor vai assumir meu lugar. — Certo... Eu estava insegura em relação a desfilar novamente, desde que fiz 4 meses não desfilei mais, e acho que já perdi o jeito. Além do mais, com quem eu iria deixar minha filha no Brasil? — Está acontecendo alguma coisa amor?— Castiel perguntou preocupado. Saí dos meus pensamentos rapidamente e olhei para Castiel. — Eu só estou inseguro em relação a esse concurso... — Por quê?— Castiel perguntou suavemente. — Faz algum tempo que eu não desfilo, e com quem Helenna vai ficar? Castiel me encarou por alguns minutos. — Aquela sua amiga, a... Júlia?— Castiel respondeu. Olhei para Castiel me recordando de Júlia, ela realmente estava precisando de um emprego... — Vou entrar em contato com ela... Mas não sei se eu consigo voltar as passarelas. A morte de titia me abalou muito, e ela sempre estava comigo nos desfiles.— disse emotiva. — Alana...— Castiel pegou em minhas mãos firmemente.— Não vou mentir pra você, eu também fiquei abalado por causa de Cintia, mas você não pode parar porque ela se foi, ela não iria querer isso. Você nasceu para desfilar Alana, você mostra toda sua força e determinação nas passarelas e não pode se esconder atrás de Helenna para sempre... Olhei para Castiel com o olhos lacrimejando, eu sabia que ele tinha razão. Castiel então me puxou para um abraço e eu fiquei ali nos braços dele, até Maria aparecer com a Helenna nos braços. — Com licença, mas a Helenna acordou...— Maria disse me entregando a menina e se retirando logo em seguida. Castiel então me olhou e depois olhou para o serzinho pequeno que estava em meus braços. — Vocês são as mulheres da minha vida...— Castiel disse suavemente enquanto dava um beijo na minha testa. Olhei para Castiel, e dei a Helenna para ele segurar. Castiel então pegou a menina um pouco desajeitado e só então lembrei que era a primeira vez que ele pegava Helenna. Ele apoiou a cabeça da menina no antebraço e olhou para Helenna. Logo a menina sorriu com aquele sorriso banguela e pude ver Castiel olhando pra ela com um sorriso bobo nos lábios. — Minha filha... eu sou o homem mais sortudo do mundo por poder ser seu pai.— Castiel sussurrou emocionado. Olhei para Castiel um pouco emocionada também e deitei em seu ombro, e ali eu pude ver que eu tinha feito a melhor escolha da minha vida. Eu sou uma mulher extremamente sortuda por ser mãe de um anjo, e mulher do homem mais maravilhoso do mundo. ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ NOTAS DO AUTOR Todo final de capítulo, eu vou deixar um comentário meu, esses comentários vão contar, curiosidades da história, ou sentimentos meus. Espero que vocês possam interagir comigo, e comentar bastante. Vou ser sincera com cada um de vocês, as vezes, é meio chato ficar horas escrevendo e não ter nenhum comentário... Mas não se sintam forçados a comentar, eu adoro abrir a história e ver que tem pelo menos uma nova visualização. Vocês realmente são incríveis! Esse capítulo foi extremamente especial pra mim, pois me lembra muito do meu namorado. Toda vez que escrevo sobre Castiel, eu lembro do meu namorado, que é a cópia fiel do nosso galã preferido. Ou o Castiel seria a cópia do meu namorado? Obrigada por chegarem até aqui, me contem o que acharam desse capítulo. Beijos, Luluh Almeida. ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆ ☆
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR