Capítulo 95 Lucia Bianchi Strondda Ele me carregou pela casa como se o chão estivesse pegando fogo. O ar no corredor era quente demais. Ou era ele. Ou éramos nós. Não sei o que acontece comigo, mas quando o Vinícius fica com essa fúria que não tem como explicar, eu sinto um desejo imenso de estar com ele. É como se eu precisasse do seu corpo e ele do meu, imediatamente. O corpo de Vinícius estava rígido contra o meu, o coração batendo rápido demais, como se lutasse com o próprio dono. Ele me colocou no chão apenas quando chegamos ao quarto — rápido, quase brusco, mas sem me derrubar — e então prendeu a mão na maçaneta, respirando forte, a cabeça baixa como um touro prestes a romper a cerca. Eu não disse nada. Foi ele quem quebrou o silêncio: — Você me provoca até o limite… — rosnou,

