Nem a morte

1526 Palavras
Capítulo 16 Lucia Bianchi O quarto parecia pequeno demais para conter o calor que me consumia. Eu ainda sentia o gosto da boca dele na minha, e o coração não encontrava ritmo certo. Vinícius me observava como um predador observa a presa, mas havia ternura escondida naquele olhar verde que me arrepiava até os ossos. Ele passou a mão pelo meu rosto, depois pelo meu pescoço, descendo até os s***s. O toque não foi apressado — era quase como se me conhecesse há anos e soubesse exatamente onde pousar cada dedo. A respiração dele roçava minha pele, e eu estremecia. — Você é tão macia... — murmurou, como se falasse consigo mesmo. — Quero cada parte de você. Senti os dedos dele deslizarem pela minha barriga, lentos, traçando um caminho que me deixou sem ar. Quando chegaram mais abaixo, meu corpo inteiro travou. Eu não sabia o que esperar. Nunca tinha sentido nada parecido. Mas não me afastei. Ele percebeu minha hesitação, sorriu de canto e roçou os lábios no meu ouvido. — Confia em mim, bella mia. Eu vou cuidar de você. Puta que pariu! Que voz é essa? Antes que eu entendesse, Vinícius se abaixou. Beijou meu ventre, devagar, e foi descendo. Eu arregalei os olhos, sem acreditar no que ele estava fazendo. — Você é muito safado... Muito safado. Ohhh! Meu corpo ficou imóvel, como se tivesse esquecido como se mover. Burro. — V-Vinícius...? — tentei perguntar, mas a voz saiu entrecortada. Ele não respondeu. Como poderia? Se a língua dele parecia comer minha área íntima com loucura. Apenas segurou minhas coxas e abriu espaço. O primeiro toque da boca dele me fez arfar alto, a respiração se perdeu. Um calor estranho, arrebatador, tomou conta de mim. Eu não sabia se lutava contra ou se me deixava levar. Então entendi: não havia como lutar. — Dio mio... — sussurrei, quase chorando de surpresa. A língua dele explorava cada parte de mim com uma paciência brutal, enquanto suas mãos me apertavam forte. Era como se quisesse me ensinar que prazer e dor podiam andar juntos, mas que, com ele, a dor não teria espaço. Meu quadril começou a tremer sozinho, e eu não conseguia mais controlar os gemidos que escapavam. — Isso... deixa eu ouvir você. — disse entre um movimento e outro, a voz grave vibrando contra minha pele. Achei que teria um treco. Meu corpo inteiro se contraiu, o calor subindo como fogo. E, antes que eu pudesse conter, um grito baixo escapou da minha garganta. Era o êxtase — algo que eu nunca tinha sentido e que agora explodia em mim de forma avassaladora. Vinícius segurou meu corpo firme quando arqueei as costas. Ele me deixou chegar até o fim, até que meu corpo desabasse sobre o colchão, suado, trêmulo, entregue. Ele se ergueu devagar, os lábios úmidos, os olhos intensos. — Agora você já tem uma ideia do que é ser minha. — disse, como uma sentença. É... Eu sabia. Com certeza agora sabia. Ainda tentando respirar, vi quando ele me virou de costas com cuidado, deitando-me de bruços. As mãos firmes seguraram meus quadris, e o peso dele se aproximou. — Assim... — murmurou contra minha nuca. — Confia em mim. Eu sabia o que iria acontecer. Vi seu pênis. Agora entendo porque Giovanni era tão amargurado. Se tivesse um décimo do que Vinícius tem entre as pernas, quem sabe teria me machucado menos. Senti seu órgão esfregar sobre minha b***a. Vinícius apertou e deu um tapa. — Gostosa... Ele veio sobre mim. Posicionou na minha entrada. Gemi ao sentir a ponta acariciando minha área íntima. Era susseral. — Abra mais as pernas. Empina bem a b***a pra mim. Vou te f***r agora. — Enfiou a mão entre meus cabelos e puxou meu rosto devagar — Olha pra mim Lucia. Geme gostoso enquanto te fodo. O primeiro choque do corpo dele contra o meu me fez morder o lençol. Um gemido abafado escapou sem que eu conseguisse conter. Doeu, sim. Só que ele mexeu devagar e beijou minha boca tão gostoso que esqueci por um momento que estava perdendo a virgindade. O ardor inicial me fez prender a respiração. Mas, junto da dor, veio uma onda quente, poderosa, que me arrebatou. Era como se, finalmente, eu entendesse o que significava ser desejada. Ter um homem de verdade sobre mim. — Respira, Lucia... devagar. Eu estou aqui. — ele sussurrou, mordendo de leve minha orelha. — Me diz se parou de doer e vou mexer mais rápido. Porque sua b****a vai me estrangular de t***o. Caraca... Essa voz. Claro que obedeci. — Mexe. Mexe. Me mostre como você gosta. Empinei mais o quadril e então senti rasgar mais, muito mais. Foi de uma vez. — Ahhh! — Grita maledetta! Disse que queria, agora aguenta o italiano! Grita que vou ficar louco. O ritmo dele começou forte, e junto senti esquentar. Se antes eu achei que tinha perdido o controle, agora é que virei uma boneca nas mãos desse homem. Juro, faria qualquer coisa que ele pedisse. — Ah.... — Isso Lucia. Geme. — Se aproximou novamente do meu corpo e vi quando voltou a morder a palma da mão — Vou pegar leve, va bene? Então depois ele ficou lento, quase provocador, como se me desse tempo para me acostumar e ao mesmo tempo quisesse ouvir cada reação minha. — Dios mio... Dios mio. A cada investida, meu corpo aprendia uma nova resposta, uma nova fraqueza perante esse italiano. Quando percebi, já não gemia contida. Eu me entregava inteira, livre, sem vergonha. Os sons do quarto eram um diálogo em outra língua: minha respiração curta, os gemidos que escapavam, o impacto dos corpos. Ele puxou meu cabelo, inclinando meu rosto para o lado. — Olha para mim. Quero ver seus olhos quando você se perder. Obedeci, e encontrei o olhar dele: um brilho intenso, de posse, desejo, mas também algo mais fundo, quase uma súplica. A necessidade dele me arrepiou até a alma. — Vinícius... — foi tudo o que consegui dizer. Ele me beijou de lado, rude e carinhoso ao mesmo tempo, e continuou até que meus músculos queimassem de tanto prazer. Depois, ele me puxou para cima e me colocou sobre ele. Meu corpo inteiro tremeu. — Agora é você quem vai me enlouquecer. — disse, a voz rouca, as mãos firmes na minha cintura. — Eu... não sei. — confessei, perdida. — Eu ensino. — guiou meu quadril devagar, ajudando-me a me mover sobre ele. No começo, o movimento foi estranho, mas logo o calor tomou conta de novo. O poder da posição me deixou atordoada. Eu podia sentir cada reação dele, cada suspiro grave que saía de sua boca. Era como se, pela primeira vez, eu tivesse algum controle sobre aquele homem enorme. — Bravissima... — murmurou, os olhos fechados por um instante. — Você nasceu para mim, Lucia. A cada movimento, meu corpo descobria novas sensações. O calor subia pelas minhas pernas, pelo peito, até o rosto. O prazer era tão intenso que pensei que não conseguiria aguentar. As mãos dele apertavam meus quadris, ora guiando, ora apenas segurando para me dar liberdade. Tocavam meus s***s, me deixando sensível. Eu nem sabia que um homem tocava uma mulher desse jeito. Que existiam esses tipos de carícias tão íntimas. Nunca conheci. Eu não sabia que podia sentir prazer assim, não sabia que podia provocar tanto em alguém como Vinícius. O corpo dele arqueou contra o meu, e eu me perdi. Estávamos juntos na mesma onda, sem máscaras, sem barreiras. Meu medo dele sentir nojo das cicatrizes evaporou. Ele não parecia dar a mínima pra alguma delas hoje. O quarto se encheu dos sons de nós dois, gemidos e respirações pesadas que se misturavam como uma sinfonia caótica e perfeita. — Desculpa Lucia... Não consigo parar pra colocar preservativo. Quero muito gozar dentro de você. Atordoada, senti quando ele inchou mais, ficou mais duro, e eu também não sabia que era possível. Senti seu pênis deslizar melhor e ele me puxar pra perto. — Beija minha boca minha italiana... Até seu beijo agora era diferente. Mais íntimo. Olhei nos olhos dele e também tive certeza que nascemos pra ficarmos juntos. Nenhum homem seria capaz de me proporcionar tantas sensações diferentes num único dia. Vinícius parece rude, cruel..., mas a verdade é que é só uma parede que ele coloca. Se eu conseguir escalar... Chego na melhor parte. Tenho certeza. Quando finalmente desabamos, ele me puxou contra o peito, como se quisesse me prender para sempre. A mão dele deslizou pelo meu cabelo, acariciando devagar. — Minha. Só minha. Nem a morte vai nos separar — repetiu, como uma oração. Senti meu corpo arrepiar. Ele é bastante possessivo. — Deveria ter contado que nenhum homem esteve dentro de você. Pensei que não, mas me importou. Nunca me senti tão satisfeito metendo tão pouco. — Pouco? — Ele sorriu. — Só estamos começando bela mia. E, pela primeira vez desde que me lembro, eu não lutei contra a palavra. Apenas me deixei ficar ali, colada ao corpo dele, sabendo que alguma coisa dentro de mim tinha mudado para sempre.
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