Ele avançou cortando o espaço, pesado como um trator de demolição, mas com a precisão de um cirurgião maldito, fixado naquele ponto exato da minha barriga, a única brecha na minha armadura. Ele fintou um jab de esquerda na minha cara, um golpe seco, rápido, que eu levantei a guarda por puro reflexo instinto bruto de sobrevivência que transcende qualquer lógica e foi exatamente ali, no momento em que a minha guarda subiu e abriu uma fresta no meu flanco, que o desgraçado soltou o verdadeiro veneno. Um gancho de direita, cavado lá do fundo, vindo de baixo para cima com todo o peso, a inércia e o ódio visceral dos cento e vinte quilos de músculo sintético dele, afundou direto na minha costela costurada. O baque foi seco, um estalo horrível de carne, osso e fita cedendo sob uma pressão abs

