— Espera! Noah! Monstro! Pelo amor de Deus, espera aí um segundo, c*****o! — O tal do organizador engomado de terno cinza de alfaiataria cara tava vindo na minha direção, bufando igual a um boi cansado no matadouro, com o rosto completamente vermelho, lívido de pavor, e a gravata de seda preta toda torta jogada pro lado. O sujeito tava suando feito um porco na brasa, segurando um lenço branco que já tava encardido de tanta graxa pra limpar a testa calva. Eu nem me dignei a ligar a chave da moto por completo. Só fiquei ali, estático, com o corpo de 1,90m jogado no metal, o capacete preto fosco apoiado em cima do tanque de combustível e aquele meu olhar congelante de gelo seco, reto, de quem tá pronto pra sacar a peça e mandar mais um comédia pra vala dos esquecido se o papo que saísse daqu

