O silêncio que desabou de estalo sobre aquele galpão imundo do porto no milésimo de segundo em que o gongo ecoou era uma parada bizarra, parceiro. Dava pra ouvir a p***a da respiração pesada, asmática e arrastada do Coveiro, igual a um motor velho de opala prestes a fundir no meio do lixo. O cheiro de mar podre, de carniça de peixe e de óleo diesel velho que vinha das frestas do cais se misturava com o bafo quente de suor, de sangue pisado e daquela expectativa macabra de morte que pairava sobre a cabeça de geral. A plateia de o****o um bando de engravatado safado da Zona Sul com a conta bancária transbordando de milhão, misturado com bicheiro de terno de linho e bandido de luxo tava com as órbita quase saltando do rosto, paralisada na neurose. Aqueles comédia tavam acostumados a assistir

