Sucesso.

1136 Palavras
Paola. Eu preparei uma bolsa com câmeras, rastreadores e escutas. Késsia tinha me explicado como funcionava. Não era tão difícil, a parte difícil só seria entrar na casa dele. Mais difícil ainda seria sair. Mas já estava decidido, eu não podia voltar na minha decisão. E na verdade eu nem queria, eu gostava da adrenalina do perigo. Já estava prontinha e esperando o Levi no portão. Ele apareceu alguns minutos depois. Entrei no carro e ele foi direto para a casa de Leonardo. Ele parou o carro nos fundos da casa. --- Sabe como vai entra? --- Sei. --- Toma cuidado, se algo acontecer vai ser difícil te tirar de lá. --- Fica tranquilo, não vou morrer ainda, preciso ter seu coração primeiro. Saí com minha bolsa nas costas. Eu entrei pelo portão dos fundos. Ainda era bem cedo, não teria ninguém acordado. Eu e Késsia passamos vários dias observando a movimentação deles. Vesti uma roupa de empregada e entrei na casa. Por sorte uma agência de faxineiras me contratou. A tal Estéfane queria uma faxineira só pra hoje. Me empreguei lá só para estar aqui. Depois era só inventar para a dona da agência que eu não estava bem. Cumprimentei as outras empregadas e nenhuma desconfiou. --- Pode começar limpando o escritório querida. --- Sim senhora. Que maravilha, não seria tão difícil entrar no escritório. Como esperado no escritório não tinha nenhuma câmera. Eles não colocavam no escritório por que era ali que saía os assuntos importantes. Coloquei as câmeras e escutas cuidadosamente. Meu trabalho tava feito. Limpei tudo como a mulher pediu. Deixei organizado e saí do escritório. Tinha que sair dali o mais rápido possível. Passei pela cozinha e avisei a mulher que iria embora. Saí do mesmo jeito que cheguei. Entrei no carro tranquilamente e Levi deu partida. --- Tudo certo? --- Sim, tudo está instalado. --- É boa no que faz. --- Sou muito boa em outras coisas também. Olhei pra ele com o olhar sugestivo e ele balançou a cabeça sorrindo. Ele não sabia o quanto ficava lindo fazendo aquilo. Sim eu estava apaixonada, e só pra deixar claro, antes eu não estava. No começo eu realmente só queria um sexo casual. Mas aí o interesse cresceu com o tempo. Fazer o que, agora é conquistar ele. Ele tava convicto de que não me daria o coração dele. Mal sabe ele que vai me dar, e logo, não vai demorar muito. Fomos pra casa da tia Angel, eu chamava ela de tia. Ela não se importava e eu gostava de chama ela assim. Levi seguiu comigo para o quarto da Késsia. Thomas já estava ali e ela já olhava as imagens das câmeras. --- Cê é mesmo minha parceira, a posição das câmeras estão uma maravilha. --- Eu nem podia errar, você me explicou bem. Tudo estava funcionando muito bem. As escutas estavam ótimas e dava pra escutar numa boa. Descemos todos para a sala. --- Deu tudo certo Paola? --- Sim tia. --- Não podia esperar menos de você. Logo a mãe e o pai de Levi chegaram. O dia hoje seria uma baderna. Eu gostava de ver a família da Késsia reunida. Eles eram alegres, conversavam a berça, e se divertiam. Não deixavam ninguém de fora. Eu realmente via aquela como minha família também. Foram eles que me acolheu, que me salvou, e que me deram um teto. A bagunça na cozinha começou. As mulheres se reuniram ali enquanto os homens foram para a área da piscina. --- Paola, tudo bem? --- Está tia, eu só me sinto feliz vendo vocês reunidos. --- Se você está feliz deveria estar sorrindo e não pensativa. --- Vendo a família de vocês, me faz pensar em como seria se meus irmãos estivessem vivos e juntos comigo. --- Mas você não tem dois irmãos? --- Na verdade três, mas não nos falamos. A tia não perguntou o por que e eu agradeci internamente. Continuamos conversando e fazendo o almoço. Eu não gostava de cozinhar mas estava ajudando. Na verdade eu nem sabia cozinhar. As comidas foram distribuídas em cima da mesa. Era tanta comida que eu mesma fiquei perdida. Por sorte a mesa ali era grande o suficiente para a família toda. Todos se juntaram na mesa para o almoço. --- Como está indo com o Levi? Késsia falou aquilo baixinho no meu ouvido. Estávamos na piscina agora. --- Não tive sucesso ainda, ele diz que não vai dar seu coração a mim. --- Nossa, quero ver onde isso vai dar, Levi se fazendo de difícil é novidade. --- Se não desistir em um mês vou ter a certeza que é a mulher certa. --- Já me vejo chamando a senhora de sogra. Todas rimos e os homens chegaram. --- Queremos participar também. --- Conversa de mulheres Levi. --- Tão chata Késsia. A área da piscina virou uma bagunça. Theo e Maya estavam adorando toda aquela baderna. Me juntei aos dois para brincar. Eu gostava de passar meu tempo com eles. E acredito que eles também gostavam. Brincamos por um bom tempo, até que eles se cansaram. Thomas foi colocar eles pra dormir. Fui entrar na piscina, precisava me refrescar. Levi estava lá, nadei até ele. --- Seu abdômen é magnífico. --- Não vai desistir Paola? --- Pensei que já tivesse avisado a você. --- Não sei se consigo me apaixonar por você. --- Você não precisa saber, eu sei e está tudo bem assim. --- Vamos ver até onde você vai levar isso. Continuamos nadando os dois, volta e meia a gente conversava. Eu não podia só estar elogiando ele ou soltando flertes. Uma conversa casual também me ajudaria a ter o coração dele. Eu estava me esforçando, ou melhor, não era um esforço estar perto dele. Eu gostava de estar ao seu lado. As vezes ele sorria e meu coração acelerava. Aquele sorriso me deixava molinha. Além de me deixar alegre também é claro. Logo quando a noite chegou Levi e os pais foram embora. O dia tinha sido divertido e todos estavam cansados. Késsia estava olhando as imagens da câmera e eu estava deitada na cama. --- Como ele se sentia em relação a Melissa? Késsia olhou pra mim. Se levantou da cadeira e se sentou na cama ao meu lado. --- Ele amava ela, passou anos a amando e no fim nunca se declarou. E quando achou que poderia se declarar ela mudou drasticamente. --- Eu entendo ele, mas por que ele não gostaria de amar alguém de novo? --- Na verdade nem eu mesma entendo, acho complicado. E realmente era complicado. Eu não desistiria dele, não importa quantas vezes ele dissesse que não queria amar. E se ele realmente não conseguisse me amar, eu continuaria o amando. Não seria amor se eu esquecesse ou desistisse do nada.
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