Inimigos em comum.

1128 Palavras
Késsia. Caminhamos até o portão do galpão. Logo na entrada avistamos um homem sentado. Ele estava rodeado de homens. E pela minha breve observação eles pareciam ser bons. Bons no sentido de uma luta corporal. Se aquilo fosse um ataque seria difícil sair vivo dali. --- Hum, meus convidados vieram bem preparados. --- Pietro. --- Thomas, Levi e companhia, sintam-se a vontade. Nos sentamos nos sofás que havia ali. Ao menos Thomas e Levi pareciam conhecer o tal homem. Seria desvantagem se só ele os conhecesse. Isso não queria dizer que estávamos em vantagem também. --- Ficaria grato se não fizesse rodeio. --- Você é o rei da sinceridade, gosto disso em você Thomas. Thomas pareceu olhar ele com muita raiva. Talvez fosse só impressão minha. Mas aqueles dois pareciam não se gostar. --- Parece que agora temos dois inimigos em comum. --- Não tenho certeza de quem está falando. --- Você esquece os inimigos fácil demais, isso é um grave problema. Aquilo estava mais parecendo uma troca de farpas. Eles já estavam brigando antes mesmo da conversa. Não queria saber o resultado quando estivessem conversando pra valer. --- Retomando a conversa, pode especificar quem são os inimigos? Foi a vez de Levi entrar na conversa. --- Romano e Leonardo. --- Nos chamou aqui para dizer que temos inimigos em comum? --- É bem óbvio que não, não perderia o meu tempo com algo tão trivial Thomas. --- Então por que? --- Posso me juntar a vocês nessa luta, ou simplesmente me tornar inimigo de vocês, podem fazer a escolha. --- Está dizendo que se não aceitarmos nos juntar a você seremos seu inimigo? --- É quase isso, o que me dizem? Thomas ficou pensativo. Eu tinha quase certeza que ele recusaria a proposta dele. --- Aceitamos. --- Pensei que antes perguntariam mais sobre o assunto, Késsia. --- Talvez eu esteja errada, mas não acho que você seja alguém traíra. --- Ao menos sabe o que aconteceu entre mim e Thomas no passado? --- Não, mas algo me diz que é apenas briga de adolescentes, não está na hora de trazerem essas brigas á tona. --- Parece a mais sensata entre todos nós. --- Então é isso, esperamos contar com você, sua ajuda será uma grande carta na manga. Um momento como aquele era pea Thomas ou Levi apertar a mão dele. Porém nenhum dos dois fez isso. Para não passar batido eu apertei a mão dele. Todos saímos, andamos até o carro. Na volta foi um silêncio total. Thomas não disse uma só palavra e eu não quis falar também. Eu não ia perguntar sobre o passado dele. Existia sim a vontade em saber. Mas se ele não me falou ainda é por que não quer que eu saiba. Ele desceu do carro batendo a porta. --- p**a merda, ele tá bravo. --- Só percebeu isso agora Paola? Entramos nós duas em casa. Thomas estava na cozinha fui até ele. Afinal eu não entendia o motivo de tamanha raiva. --- Qual o problema? Não vou poder adivinhar se continuar tentando quebrar as coisas. --- Por que aceitou Késsia? Por que apertou a mão dele? Não sabe de nada o que aconteceu, você não tinha o direito. --- Estava tentando nos deixar mais forte e é isso que fala? Aliás não sei mesmo sobre isso e sobre nada relacionado a você, ninguém nunca me falou, e você também não me disse nada. --- Então devia ficar quieta caramba, você não pode resolver o que quiser a hora que quer, não pode se meter na minha vida, e se não te contei ainda, é por que não precisa saber sobre mim, só isso. Eu estava pasma, de verdade. Ouvir Thomas falar daquela maneira realmente doeu. --- Desculpa Thomas, não era minha intenção agir como se fizesse parte da sua vida. Saí dali, fui pro meu quarto. Não tinha condições nenhuma em ficar ali no mesmo ambiente que ele. Peguei uma mochila e arrumei umas roupas dentro. --- Onde vai? --- Saí um pouco Paola, quer ir? --- Tá brincando? Lógico que quero. Paola arrumou as coisas dela também e saímos do quarto. --- Vou sair mãe e pai, prometo me cuidar. Dei um beijo nos dois e saí. Entrei no carro com Paola e saí sem rumo. Na verdade eu não sabia ainda pra onde ir. Só sei que queria ir o mais longe possível. --- Não pense tanto nisso, as pessoas costumam ser assim. --- Acho que não vou me acostumar com isso. --- Não se preocupe, se todos decepcionarem você eu não vou. Prometo nunca fazer algo assim. --- É bom que cumpra a promessa Paola. Ao menos naquele momento eu tinha alguém conhecido do lado. Procurei por um chalé bem longe. O mais longe que encontrei era duas horas de viagem de carro. O ideal. Antes de seguimos viagem passamos em um shopping. Compramos roupas de frio e algumas coisas que iríamos precisar. Incluindo comida e tudo mais. Não dava pra ficar em um lugar isolado sem comida. Depois de comprar tudo seguimos nosso caminho. --- Quanto tempo vamos ficar lá? --- Não sei, pode ser uma semana, um mês. Não gosta do frio? Para onde iríamos era um lugar de muito frio. Eu particularmente adorava. Mas eu não sabia se Paola gostava também. --- Pra te falar a verdade nunca viajei, então não tem como eu saber. --- Vamos viajar mais vezes Paola, nós duas vamos conhecer muitos lugares. --- Tem um em específico que você queira ir. --- Na verdade não, até agora nunca tive vontade em conhecer lugar nenhum. O mundo era tão grande e magnífico. Precisava ser visto por todos, e apreciado também. Ao menos assim eu teria um destino para o meu dinheiro. Que não era nem pouco. Com todo o dinheiro que eu tinha dava pra visitar o mundo todo. Paola também já tinha uma boa quantia na conta dela. Aos poucos ela estava aprendendo como lidar com suas finanças. Ela já tinha aprendido a ler. Claro que não estava boa ainda, mas já conseguia. Ela estava se esforçando, isso já era importante. Meu celular já estava chegando notificação. Thomas estava ligando a um bom tempo mas ignorei. Desliguei o celular, não queria ninguém me ligando o tempo todo. Eu sabia que a mãe e o pai não me ligariam. E se ligassem eles sabiam como poderiam fazer isso. Mesmo que meu celular estivesse desligado eles teriam como me contatar. E no momento só os dois poderiam me contatar. Os outros não me importava nem um pouco. Principalmente se esse outro fosse Thomas. Eu não queria saber o que ele tinha a dizer. Já tinha ouvido tudo que ele queria falar. E isso não tinha me agradado nem um pouco.
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