Minhas mãos estavam trêmulas. Minha perna esquerda formigava de tanto esperar. Faltavam apenas três números serem chamados para que enfim chegasse a minha vez. Haviam-se passado dois meses desde que descobrimos a gravidez. Ou seja, estava mais ou menos com quatro meses, na verdade faltavam quadro dias. Estava na clínica para buscar o resultado do exame DNA que havíamos feito. Após ter contado para Lucas sobre suas chances serem grandes em ser o pai desse bebê, nos aproximamos. Apesar de termos nos aproximamos, isso não significava que as coisas haviam voltado a ser como eram antes. Nós éramos amigos. Começamos agora da maneira certa. Ele passara a me acompanhar em algumas consultas por não ter carro. E como a minha média era amiga de sua família, fazia questão de estar junto comigo.

