O PAI NADA SATISFEITO

1505 Palavras
Então eu bato na porta e logo que ele manda entrar, abro a porta e dou de cara com o meu pai sentado em sua antiga e confortável cadeira atrás da sua mesa ao telefone logo que me ver diz: tenho que desligar, depois nós nos falamos. Ele vira para mim e pergunta: o que você quer? —“Sério” depois de dois anos sem me ver nem falar comigo e é isso que o senhor tem para me falar? —Não quero nada desculpe ter lhe incomodado —Me viro e sigo na direção da porta pra sair, mas antes que eu alcance a saída ele fala: Que espera — Ouço aquela voz firme em um tom descontente, paro mas não me viro contínuo de costa para ele, então ele fala: venha sentar-se aqui. —Me viro e me aproximo lentamente me sentando na cadeira na frente da mesa dele, que por sinal como sempre bem desconfortável, alinho meu corpo pois já sabia que eu ia ouvir coisas desagradáveis pela cara carrancuda dele, fico em silêncio esperando que ele comece a falar, já que foi ele que me pediu para ficar. Ele logo me pergunta: como você está? — O olho e respondo: Eu estou ótima! — Está gostando de morar lá e do que está fazendo? Sim é uma cidade maravilhosa e sobre o meu trabalho, eu amo o que faço então… sim! —Ele fica ali Olhando para mim, até que me pergunta: quais são os seus planos para o futuro? Nenhum, já fiz tantos planos na minha vida e nada deu certo, agora só quero viver um dia de cada vez e ser feliz — Responde com firmeza na voz, pois já o conheço se eu fraquejar na frente dele, estarei lhe dando munição para vir com tudo pra cima de mim com suas exigências. Ele ficou me olhando pois não era o que ele queria ouvir conheço meu pai na cabeça dele ninguém vive sem planejar um futuro brilhante, como ficamos em silêncio percebi que a conversa tinha encerrado, me levantei e sair, não encontrando a minha mãe na cozinha fui para o meu quarto, queria ficar sozinha e pensar, estava me sentindo uma intrusa naquela casa, todos eram frios, não tinha harmonia comecei a me perguntar se tinha sido uma boa ideia ter vindo. Toc toc, escuto batidas na porta —entra — falei. Oi Cláudia —Oi irmã —ela fala se jogando na cama eu pergunto cadê todos? já foram embora. Agora sou toda sua, é verdade que você vai embora segunda-feira? Não sei, ainda, estou resolvendo, pretendo me encontrar com alguns amigos da faculdade —Tá então o que quer fazer hoje? Nada Cláudia, estou cansada, mas amanhã eu quero sair com você para escolher seu presente de aniversário, que tal? Sério? Sim, irmãzinha, afinal é seu aniversário né —vejo que ela ficou toda animada. —Anne, você estava falando com o papai como foi a conversa de vocês? Estranha, nem parece que ele é meu pai, papai tá cada dia mais amargo, fico pensando o que vai ser dele, pois ele afastar todos de perto dele, vai acabar sozinho nessa casa sem ninguém por perto —Ah discordo sem ninguém não, com a Jane que é igualzinho a ele tipo, freezer e gelo hahaha —rimos juntas. O que o George estava fazendo aqui? —Percebo que Claudia torce o nariz antes de começar a fala: é complicado, ele e o papai estão cada vez mais próximos, papai, quer fazer ou tá fazendo negócio com a empresa dele, a mamãe é contra, mas o papai acha que ela não tem que se meter nos negócios, então…eu e a mamãe ficamos bem longe deles assim papai, George e a Jane que está se preparando para assumir tudo, estão sempre em reunião —e você, o que vai fazer depois da faculdade? —Uau! Que mudança de assunto hein, então, eu ainda não sei, mas aqui não vou ficar, quero ir morar com você, pode? —Papai sabe disso? Claro que não —Ele vai surtar, você sabe né! — falo e ela revira os olhos respondendo. —Com certeza! Tá bom, já que você não quer fazer nada, eu vou deixar você descansar, já é tarde até amanhã cedo hein —ela saiu e eu estou sozinha novamente, pego o celular e me lembro de ligar para Rose que sei que está esperando, já que eu falei que ligaria, assim que digito ela logo atendeu já falando: Oi amiga —ela fala do outro lado super ansiosa. —Oi amiga —que vozinha é essa Anne, o que houve já se aborreceu? É o de sempre — falo, pensando como a Rose me conhece, melhor do que os membros da minha família. Tá e como foi sua chegada na festa —Nem te conto, a surpreendida fui eu! Ao chegar no quintal e ver o George na churrasqueira! —O que! Você está de brincadeira né Anne? Não, fiquei tão surpresa quanto você, tanto que fiquei paralisada! Ao vê-lo! —E o que ele estava fazendo aí? Bom, segundo a Cláudia, ele é meu pai estão muitos próximos, meu pai sempre o convida —Caramba Anne, que azar dar de cara com ele logo ao chegar, como você está? Agora, estou bem, mas foi bem complicado na hora. E aí ele falou com você? Não a Cláudia e a minha mãe me tiraram de lá imediatamente, e disseram que logo que eu saí de lá ele foi embora correndo sem falar com ninguém bem nervoso, e tem mais, eu não tenho mais quarto aqui a Jane se apossou do meu antigo quarto, eu estou no de hóspede, amiga estou me sentindo um peixe fora d'água aqui, talvez segunda feira vou embora não quero ficar aqui nem mais um dia. —Caramba Anne, que chato você se sentir assim na casa que viveu sua vida toda —verdade amanhã é domingo vou resolver umas coisas e segunda logo cedo parto, ok —tá bom amiga, vai descansar e tentar esquecer esse dia, se precisar de qualquer coisa estou aqui não esqueça fica bem, Ah me liga amanhã para me contar o que a Cláudia achou do presente, ok, beijo. —Ok Beijo amiga, ligo sim. —Anne desliga o celular e se deita na cama de barriga para cima e fica ali olhando para o teto, e logo adormece, pois o cansaço a dominou, no que foi muito bom. ACORDANDO A DORMINHOCA Acordar dorminhoca, abro meus os olhos, e me deparo com a Cláudia pulando e se deitando do meu lado —BOM DIA irmã —bom dia irmãzinha você não perde essa mania de sempre vim me acordar desse jeito né Cláudia, —Não mesmo, e quer saber, foi o que mais sentir saudade esse tempo todo que você não estava aqui, me sentia muito desanimada levantar e não ter você para acordar, sentia que alguma coisa estava faltando, foi duro me acostumar viu, levanta já passa das dez horas —O quê como eu dormi tanto assim? é pois dormiu, eu estou acordada a muito tempo! Você falou cedo, então levantei cedo! Mas a mamãe não deixou eu te acordar disse que você precisava descansar porque você trabalha demais, e olhando para você agora, vejo que ela estava certa? —Sim, verdade eu quase não descanso, me afogo no trabalho, então o que você quer? —Você não me acordou atoa, né? —Claro que não, nós vamos ou não escolher o meu presente? —Claro que vamos, e o que você quer de presente? Eu sei que você nem dormiu direito de tanta ansiedade te conheço Cláudia! —aham! —Tá me dá um tempinho e já desço, falo indo para o banheiro, faço minha higiene, tomei banho, escolhi um look bem feminino e saio do quarto ao chegar na sala, onde está a mamãe, Cláudia e o papai, Claudia logo pergunta: tá pronta? Sim, bom dia a todos —meu pai nem tira os olhos dos papéis que está lendo, me responde sem levantar a cabeça, parece que ele não suporta olhar nem na minha cara, minha mãe me dar bom dia e me abraça me beijando, sempre carinhosa, Cláudia muito ansiosa me diz: então vamos —mas minha mãe logo fala: alto lá mocinha, a Anne não vai sair sem tomar café! —Claudia que parece uma criança, bufa e cruza os braços em cima dos p****s, se jogando no sofá, vou até a cozinha, pego uma maçã e volto falando: vamos, minha mãe logo fala: como assim Anne, não vai tomar café? —mostro a maçã pra ela e falo: isso, é o suficiente! Vamos irmãzinha? —E assim saímos, vejo um táxi que tinha acabado de deixar alguém aqui na rua, faço sinal e ele para pra nós. Entramos no táxi e a Cláudia muito ansiosa me pergunta: onde vamos? —Não a respondo, olho para o taxista.
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