A DECEPÇÃO COM OS PAIS

2294 Palavras
Depois de me recompor e me acalmar tiro as roupas molhadas, tomo um banho, lavo meus cabelos e saio do banho me arrumo, seco os cabelos, coloco as roupas molhadas na máquina para lavar e decido ignorar a mensagem do doutor Marcos, pois eu não quero colocar mais lenha na fogueira dele, e assim o deixo de lado mesmo me sentindo muito atraída por ele, eu preciso me afastar o quanto antes seja por medo ou não eu só preciso. Não posso me envolver. Penso por alguns minutos e decido ir na casa dos seus pais, pois já adiei demais a conversa com o papai, e esse momento e o ideal —ouço o som de uma nova mensagem, resolvi olhar de quem é, mas quando vejo que é do doutor Marcos, sinto um arrepio na espinha, mas mesmo assim Clico pra ler que diz: — Anne peço que ignore as mensagens que eu te mandei cedo, eu não devia ter mandado, não sei no que eu estava pensando, ou seja, eu estava fora de mim, apesar de você me causar essas coisas prometo me controlar e não deixar isso acontecer novamente, vamos sair mais tarde para comer alguma coisa? —Me liga ok, estou aqui esperando seu sim. —Mas Anne, lê a mensagem e não responde nada pois ela não quer ver o doutor nem tão cedo, por estar com muita vergonha, então ela o ignora totalmente. Do outro lado segurando o telefone muito ansioso por uma resposta ou mesmo uma ligação doutor Marcos, fica ali pensando nela no que ela provoca nele, principalmente no seu corpo como mais cedo, que ele teve que ir tomar um banho frio para se acalmar agora que tudo passou ele viu que não devia ter comentado nada com ela, e agora estava com medo que isso a afastasse dele, a cabeça dele estava a mil, ela não respondeu. Anne que já está pronta pra sair pega o celular joga na bolsa, calça a sandália e sai do apartamento segue para o elevador, ao chegar na entrada do prédio vai em direção e pega um táxi entra já falando o endereço da casa dos pais, vinte e cinco minutos depois ela chega paga o taxista e sai seguindo para a grande porta da casa, toca a campainha, onde uma empregada abre —Boa tarde dona Anne, como a senhora está? —Boa tarde! Estou bem obrigada, meus pais estão em casa? sim sua mãe está no banho e seu pai no escritório dele como sempre! —Tá bom obrigada, e assim segui em direção ao escritório, bato na porta e escuto ele dizer: entrar abro a porta e entro, nossos olhares se encontra mas nenhum dos dois falamos nenhuma palavra, logo depois quebrei o silêncio cumprimentando-o —oi pai, boa tarde —ele muito seco e muito preocupado com o que eu fui fazer ali me cumprimenta sem vontade —boa tarde, Anne o que a traz aqui? não era para você estar de repouso absoluto? falo: estou bem, não precisa se preocupar, e além disso, eu preciso conversar com o senhor. O George me procurou essa manhã, me disse algumas coisas —ela olha bem nos olhos do pai e ele fica bem apreensivo, mas como uma raposa velha ele disfarça bem, ele logo pergunta: o que ele disse? Ele disse que está muito m*l com tudo que aconteceu, me pediu perdão e quer que eu esqueça tudo. Pai, olhando para o George naquele momento, se eu dissesse a ele que eu o perdoaria e dissesse que tudo bem, pai eu acho que ele ia querer voltar ao nosso compromisso na mesma hora —Nesse momento ela nota que o pai olha para ela com um brilho nos olhos Claro isso é tudo que ele mais quer, é que uma das suas filhas de casas com George não importa qual delas. Anne fica ali o observando séria e com náusea com muita decepção do seu pai que nesse momento ela vê que ele não tinha um pingo de escrúpulo. —Ele logo pergunta: e você não pensa em perdoá-lo? —Ela o olha muito séria. " SÉRIO PAI" então é isso, para você não importa qual filha você vai sacrificar pra atingir seus objetivos, pra você só importa a empresa, os negócios, você quer porque quer que o George entra pra essa família, quer que ele se alia a você e aos seus negócios! A felicidade das suas filhas não importa para você! Pai, você já parou pra pensar que por causa dos seus erros que tudo isso aconteceu a culpa de tudo foi sua, por você não ter assumido a Jane, você já parou para pensar nisso nos seus erros, o primeiro foi quando você não deu a ela um pingo de atenção de pai a excluindo da sua vida e da nossa, aí do nada enfia ela dentro da nossa casa nos forçando a engolir passando por cima de todos com a sua autoridade como sempre fez a vida toda como um general, não se importando com ninguém e olha só no que deu, o meu relacionamento com o George destruindo, o seu casamento acabado, o relacionamento comigo e com a Cláudia acabado, sim porque eu já fui embora e a Cláudia já já vai embora dessa casa e vai andar com as suas próprias pernas, e você vai ficar aí com suas amarguras do passado, no qual você não se esforçou a esquecer, vai ficar ai vendo tudo que você construiu acabar, porque o George não vai se casar com a Jane, ele não a ama foi inútil ela ter seduzido ele para me ferir, e os pais dele não vai permitir que ele se case com uma mulher que ele não quer. Pai, valeu a pena ter vivido desse jeito? —Mas tudo que eu fiz foi pensando em vocês, e em relação a Jane ter sido criada longe de mim e de vocês a culpa não foi minha, quando a mãe dela sumiu no mundo com aquele lá me deixando sozinho com ela, eu precisava trabalhar e tive que deixá-la com a minha mãe, e quando eu conheci a sua mãe e nos casamos, ela não a quis, então eu não tive escolha a não ser deixá-la com a avó, mas eu paguei todas as despesas dela os estudos e tudo mais… foi o acordo que fiz com sua mãe, que daria o que a menina precisasse, mas manteria ela bem longe de vocês e assim eu fiz. —Nesse momento ao ouvir isso Anne ficou paralisada, pois ela não sabia de nada disso, ela meio que ficou decepcionada com a mãe —ele viu como aquela história a pegou de surpresa pelo olhar de espanto dela...Anne você acha que conhece sua mãe mais você ainda vai se decepcionar muito com ela —nesse momento Anne se levanta sem dizer nada e sai do escritório em choque deixando o pai lá pensando em tudo que ela disse, assim que ela sai ela dá de cara com a mãe e a Jane que a olha com raiva que com certeza ela estava ouvindo a conversa atrás da porta, Anne sem dizer nenhuma palavra atravessa a sala seguindo para a porta, quando sua mãe a chama: Anne, Anne, vamos conversar —sem se virar ela para, mas logo em seguida continua caminhando para porta e saí, ao passar pela porta da saída ela faz sinal para um táxi que tinha acabado de deixar um passageiro ali perto, ela faz sinal o táxi para perto dela ela entra e fala segue rápido. De pé olhando-a pela janela a mãe fica triste com o olhar de reprovação que a filha deu em sua direção, dentro do táxi Anne desaba a chorar, ela queria fazer isso bem longe de todos, ignorou o chamado da mãe e andou depressa pra que ninguém a visse chorar de decepção dos pais, deixando as lágrimas rolar se sentindo muito só, o taxista vendo o seu sofrimento pelo espelho retrovisor, pergunta: senhorita, está tudo bem? —Ela diz que sim! E dá o endereço que ela ainda não tinha dado, logo chegam ao endereço que é no condomínio, ela paga o taxista e sai às pressa, anda rápido pois não quer que ninguém a veja naquele estado e vai direto para o elevador, chegando no seu andar já com a chave na mão ela abre a porta e entra rápido, se joga no sofá e fica ali, alguns momentos depois ela percebe um papel perto da porta alguém tinha colocado por debaixo da porta, ao pegar ela percebe que e um bilhete do doutor Marcos, no bilhete estava escrito: Não sei se você está aí e não quer me atender ou se saiu, mas passei aqui pra te chamar para ir comer alguma coisa comigo, mas tudo bem que você não quer ver a minha cara feia nesse momento, mas se resolver conversar e só me ligar, ok, bj. Ass M V. —Ela se arrepiou pois se lembrou do que ela sentiu pela manhã, ela se joga no sofá e fica ali pensando, depois de alguns minutos pensando, ela pega o celular e compra uma passagem, em seguida vai para o seu quarto seguindo para o seu armário, e arruma sua mala coloca todas suas coisas dentro da mala e de uma mochila, chamar um táxi pelo aplicativo e quando é avisada que o táxi já está à sua espera ela saiu depressa com a mochila nas costas e puxando a mala, segue para o elevador, e quando chega na portaria ela pede para o porteiro a ajudar com a mala e fala: se alguém me procurar por favor, falar que eu fui embora. —O porteiro é um senhor de meia idade muito simpático, que não diz nada só concorda com a cabeça colocando a mala no porta-malas do táxi e saindo, seguindo de volta para a portaria, ela entra no táxi que sai logo em seguida, ao chegar ao aeroporto ela logo segue e vai fazer o check-in e depois senta, a espera é curta já que ela comprou a passagem para as próximas horas e logo foi anunciado o seu voo, e assim. ANNE DE VOLTA A N.Y Anne embarca indo embora sem olhar para trás e nem dizer nada a ninguém, depois de se instalar na sua poltrona dentro do avião, ela tira uma selfie e envia para Rose, dizendo: Voltando para casa bj. Quando Rose viu a mensagem enviada pela amiga, se desesperou, enviando uma resposta Imediatamente dizendo: Como assim amiga o que aconteceu? —E a sua revisão com o doutor Marcos. —Mas a Rose ficou sem resposta, já que, Anne, já tinha desligado o celular e guardado conforme as normas e o pedido da aeromoça. Enquanto ela voava um certo doutor, estava angustiado com a falta de notícia dela, Anne é a sua paciente favorita, não conseguindo entrar em contato com ela, ele se desespera cada vez mais e vai à procura dela, mas quando chega no prédio que ela estaria hospedada e pergunta ao porteiro se a viu, o porteiro que é um senhor diz: ela pediu que eu dissesse a quem a procurasse, que ela tinha ido embora. O que! Como assim foi embora? —O porteiro disse: ela entrou em um táxi levando uma mala! —Doutor Marcos, se desespera, passa os dedos nos cabelos, os olhos enchem de lágrimas. —Quando foi isso? —ele pergunta como a voz embargada. —E quando o senhor fala que já tinha quase duas horas, ele sai dali imediatamente antes que alguém o visse desabar e chorar como um adolescente, ele vai para o seu carro entra, e lá dentro chora de soluçar se culpando achando que a culpa é dele que foi por causa da mensagem mais cedo, e ali debruçado no volante ele chora e chora muito, depois de um tempo ele liga para a sua assistente e pede que ela procura na ficha da Anne Quikis, e ache o telefone da amiga, Rose, já que ele não tinha, e da mãe dela também, depois de algum minutos a assistente o manda por mensagem e logo ele liga para Rose. Assim que a ligação é atendida do outro lado da linha ele logo fala: oi sou o doutor Marcos Vallério, eu estou tentando entrar em contato com a Anne e não estou conseguindo, estou aqui próximo ao seu apartamento e o porteiro me disse que ela pegou um táxi com uma mala você sabe me dizer se ela foi para casa dos pais dela? —Oi doutor Marcos, não, a Anne foi embora ela voltou para Nova York sinto muito, eu também não sabia, ela não me disse nada só me mandou uma selfie de dentro do avião dizendo que estava voltando para casa. Ao ouvir aquelas palavras ele leva a mão ao rosto e em seguida respira fundo e fala: Você pode me enviar a foto? — Rose achou estranho, mas mesmo assim a enviou, e ele ficou ali olhando por um bom tempo pensando —como vai ser viver sem esse furacão chamado Anne, que chegou na minha vida desse jeito tão avassalador. —Se sentindo totalmente devastado, chorando e falando: como vai ser agora, como vou tirar essa mulher da minha cabeça? —ele fica ali se perguntando até que seu telefone toca e do hospital ele respira fundo, atende e fala: já estou a caminho. —E assim doutor Marcos, segue para o hospital apesar do coração partido a vida tem que seguir, os seus pacientes depende dele. O resto da tarde e à noite foram bem ruins, afinal ele não estava nada bem.
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