NO QUARTO

1186 Palavras
Cinco minutos depois uma enfermeira veio nos buscar e nos guiou até o quarto da Anne ao chegar no quarto e ver minha irmã ali deitada desacordada eu e minha mãe não aguentamos E começamos a chorar sem parar, logo meu pai chegou e nos perguntou: O que aconteceu? Porque ela não acorda? E porque vocês estão chorando? —Doutor Marcos logo diz: Fique calmo Esse choro é coisa de mãe. Tudo que podíamos fazer já fizemos agora temos que esperar que ela acorda e isso pode acontecer a qualquer momento, vocês só precisam ficar calmos e aguardar, os exames que fizemos não deu nada grave, chegamos a conclusão que é um caso de estresse —nesse momento olho pro meu pai com muito raiva, falei: E nós sabemos a causa desse estresse né papai! O senhor prefere nos perder do que perder os negócios né mesmo papai! Falei e saí do quarto, mas antes de atravessar a porta me virei para ele e falei: faz um favor manda aquele casalzinho de merda, sair daqui antes que eu faço um escândalo como você diz: Na sua casa você manda mas aqui não, fala para eles ficarem bem longe da Anne, se possível que eles vão para o inferno, e se você quiser ir com eles fique à vontade, já que vocês três são farinha do mesmo saco, e a presença de vocês aqui só vai piorar o estado dela —Doutor Marcos me olhou e levantou as sobrancelhas, saí em seguida. Doutor Marcos Estou saindo também, mas antes me virei para os pais da paciente: Me desculpe mas no quarto só pode ficar um acompanhante, sendo assim é melhor o senhor ir pra casa depois de falar sai deixando pai e mãe, mas vejo que a mulher nem olha para ele, o deixando desconfortável, no qual quando estou no balcão das enfermeiras repassando os cuidados com a paciência o vejo sair do quarto cabisbaixo. E ir ao encontro de um casal que logo imaginei que seria o tal do ex e a irmã, olho pro sujeito com uma raiva que não é de mim já que eu nunca senti o que estou sentindo. Seu Gesto Saí do quarto e seguir na direção da Jane e do George, e já cheguei falando: Que é inútil ficar aqui e os chamo para ir embora, mas George que estar totalmente abalado não quer ir, ele diz que precisa ver a Anne falar com ela, ele fala com lágrimas nos olhos, Jane vê isso tudo o olha com raiva, e vai em direção a saída, coloco a mão no ombro do George e falei: escuta filho, eu entendo que você queria vê-la e falar com ela, mas agora não é o momento e ela ainda não acordou! Então vamos, e depois você a procura. Ele consente com a cabeça e saímos. —No quarto a mãe olha a filha ainda adormecida nesse momento a mãe se lembra da noite do nascimento da filha e fala em pensamento: Como você era uma bebê linda! E ainda se tornou essa mulher mais linda ainda! Ah Anne se você soubesse do que eu já fui capaz pra ter você comigo. Nesse momento a porta se abre e Cláudia entra dizendo: os indesejáveis já foram embora, o George estava chorando e foi sozinho no carro dele —ele ainda ama sua irmã! —"Sério, imagina se não amasse, o que ele seria capaz de fazer" agora ele a machuca se não amasse iria matá-la, fala sério ele é um canalha, depois de hoje as chance que ele achava que teria com ela acabou, ela jamais vai perdoá-lo, toc toc —elas houveram batidas na porta e logo a porta foi aberta o doutor Marcos, entrou cumprimentando-as, Boa noite, ele se aproxima da cama olha para Anne, com um olhar que eu e a mamãe percebemos que não é de médico, ele pega na mão dela verifica o pulso dela, examina os olhos da Anne verifica o av, antes de sair ele nos fala: não se preocupem ela vai ficar bem, eu vou dar uma saída mas voltarei mais tarde. Nesse momento uma enfermeira entrou no quarto e ele falou: eu vou sair mas qualquer coisa estou no celular, me liga imediatamente a qualquer hora. A enfermeira diz: Sim doutor —ele nos olha mais uma vez, e fala novamente: ela ficará bem, vamos aguardar, em seguida saiu. São dezenove horas e nada da Anne acordar, a enfermeira olha pra mim e minha mãe e pergunta: vocês o conhecem? São parentes do doutor Marcos Vallério? —A olho e acho aquela pergunta, bem estranha, olhei para a mamãe que logo respondeu, não, porquê? Porque, eu trabalho aqui há três anos, e nunca vi o doutor Marcos, olhar assim para nenhuma paciente, o olhar dele para essa moça tem um carinho especial, e diferente os olhos dele brilham quando olha para ela! Sei lá pelo menos é o que eu vejo. —Eu e minha mãe ficamos caladas pois nós também já tínhamos percebido isso, a enfermeira fala: hoje, é aniversário da mãe dele, ele foi ao shopping comprar um presente para ela e foi quando tudo aconteceu, me falaram que a paciente caiu nos braços dele, e que ele está bem mexido com isso, ele nem queria ir para o jantar de comemoração da mãe para não sair, e poder estar aqui caso ela acordasse, ele nos deu várias recomendações de o encontrar caso ela acorde —as duas ficam embasbacadas com o relato da enfermeira, a mãe fala: quer dizer que quem a encontrou e a trouxe para cá foi o doutor Marcos Vallério? Sim, vocês não sabiam? NÃO, falamos juntas, e nos olhamos. NO JANTAR DE COMEMORAÇÃO DA MÃE Já no jantar de comemoração da mãe o doutor Marcos, parece não prestar atenção em nada, só pensando no momento que aquela linda moça caiu nos seus braços, sua mãe se aproxima e ele nem nota a sua presença até ela pôr a mão no ombro dele o fazendo despertar dos seus devaneios—oi mãe! —Oi meu filho, o que houve? — Você está tão distante! —Não houve nada! —Marcos eu te conheço não quer dividir sua preocupação comigo? —Eu sou sua mãe e amiga também! —Ele a olha nos olhos e diz: —O que tinha acontecido no shopping —Ela o olha com um olhar carinhoso, e um sorriso de canto de boca e pergunta: ela é bonita? Sim, ela é linda! —Ele fala rápido e com brilho nos olhos —nesse momento a mãe, percebe que seu filho foi flechado pelo cupido, ela rir —ele pergunta: O que foi? Nada — ela respondeu e saiu indo dar atenção aos outros convidados —logo, o jantar é servido e todos jantam e conversam, assim que o jantar termina, ele se despede de todos, beija sua mãe, aperta a mão e dá um tapinha nas costas do seu pai e sai, dando a desculpa que tem pacientes a sua espera. Segundo rapidamente para o hospital.
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