A irmã dela Cláudia me falou que a Anne caiu nos seus braços ? Sim, ainda bem, senão ela teria batido com a cabeça —nesse momento Rose olha para a amiga e diz: Uau! Você caiu nos braços dele amiga?
—Você se lembra o que aquela mulher disse anos atrás?
—Ela falou bem baixo próximo ao ouvido da Anne, do seu amor verdadeiro —Anne olha para o doutor Marcos rir e mexe os lábios pra Rose falando sem som, "você é louca!"
—O doutor, que ver aquela cena entre a Anne e a amiga franze as sobrancelhas e olha pra ela, os olhos dos dois se encontra ele e a Anne ficam mexidos, ele fala: Você está bem melhor com a sua amiga aqui! você está até sorrindo!
—Então, doutor, quando a minha amiga vai para casa?
—Ele olha pra Rose e diz: Calmo, você chegou agora e já quer levá-la embora, deixa eu cuidar dela mais um pouquinho —ele fala piscando para Anne.
Rose fica de boca aberta porque nesse momento ela vê que o doutor Marcos está caidinho pela Anne, e fala para si mesma — isso é um flerte, uau.
— O doutor percebe a ansiedade delas e diz: Ta bom, ta bom, só mais um pouquinho até amanhã se ela passar bem à noite darei alta.
—Melhor assim — disse Rose virando para a amiga e falando: viu amiga iremos embora logo logo.
—O doutor pede licença e sai do quarto, as duas ficam ali conversando sobre tudo que aconteceu, Rose fala: eu não acredito que o canalha do George fez isso, ficar com a Jane e de mais, ela é sua irmã! Meia, mas é, Caramba peço a Deus para não esbarrar com ele porque ele vai ouvir, e a sua mãe e a Cláudia, elas ter escondido isso de você é demais também, elas iam te contar quando?
—Depois que eles já tivessem se casado, não dá pra acreditar nisso amiga. Mas não se preocupe, Agora, tenta ficar calma e descansar para poder ter alta logo, logo —Anne adormece logo, e Rose pega o celular e manda mensagem para o Pedro dizendo que está tudo bem que se tudo correr bem a noite, ela terá alta amanhã! Os dois conversam mais um pouco e ela guarda o telefone e fica pensando na história da Anne e o doutor, ela diz pra si mesma: que ironia do destino cair nos braços do doutor Marcos, e logo aqui, como vai acabar essa história já que a Anne não quer mais morar aqui, ai amiga espero que tudo acaba bem para você, não aguento mais te ver sofrer desse jeito, você merece ser feliz, mas para isso você precisa abrir seu coração para um novo amor, e se for o doutor Marcos, que seja, faço gosto, vocês dois são lindos juntos, o olhar do doutor Marcos para você não é só cuidado de médico tem algo a mais, posso até estar enganada mas meu radar me diz, que é evidente que ele se apaixonou por você, está nos olhos dele, quando ele tentou disfarçar, mas não foi o bastante, não para me engana.
As horas passaram e o cochilo da Rose durou a noite toda.
—Abro meus olhos e vejo que já é dia claro, olha e vejo uma enfermeira tirando o AV da Anne, às cumprimento
Bom dia, Anne me responde toda animada —Bom dia dorminhoca.
—Olhando pra ela falo: vejo que tem alguém de bom humor por aqui hein!
A enfermeira ri e fala: Tá mesmo né — imediatamente Anne fala: "siiim"
—E eu posso saber o motivo?
—Como assim hahaha veja só isso eu não vou mais precisar de medicação! —É verdade Amiga, então isso significa que teremos alta?
—A enfermeira fala: já já o doutor Marcos vai passar para vê-la, já que o seu plantão já está no fim.
—Nesse momento a porta se abre e aquele homem lindo entra já dizendo:
Bom dia senhoritas! Como passaram a noite?
—As três respondem juntas —BOM DIA DOUTOR MARCOS — Rose vira e fala: o senhor também está de bom humor?
—Porque eu também, tem mais alguém?
—Ah Então o senhor está de bom humor!
—Ele ri e fala: você me pegou, "sim" estou! Afinal meu plantão de vinte e quatro horas terminou e já vou para casa descansar, é um bom motivo não acha? Sim, é verdade —ele vai até a Anne e pergunta: E aí senhorita como passou a noite? Bem, muito bem! —Hum, isso é ótimo —então ele faz um suspense, põe a mão no queixo e pega a prancheta com os dados dela —eu e a Anne nós nos olhamos com olhar de ai meu Deus, será que ele vai nos dar alta? —Olhando pra ele e rindo Anne fala: não faz isso comigo? Isso o quê?
—Doutor Marcos, esse suspense está me deixando nervoso —ele olha nos olhos dela e com um brilho nos olhos e um sorrisinho de canto de boca diz: você sabe que não pode ficar nervosa né! E se ficar, tem que se lembrar de respirar devagar, tá bom, se não eu vou ter que segurar você aqui mais um pouco.
—Não, eu não estou nervosa, foi só jeito de falar pra você falar logo se vai me dar alta —ela fala piscando para ele, que adora aquela piscada. Ele anda no quarto, coloca a prancheta no lugar, põe as mãos no bolso, olha para Anne, que está ali sentada na cama com um olhar tipo roendo as unhas, quando ele do nada fala: pronta para ir para casa? Hahaha — Rindo e com o olhar brilhando de felicidade ela fala: Sim, com certeza —ela abre um sorriso lindo! que o faz olhar com paixão nos olhos, e nesse momento os olhos deles se encontra e eles ficam ali olhando um para o outro, dava pra sentir muita sintonia e química entre eles, não tem jeito, minha amiga não vai escapar dessa paixão e logo, logo, vai virar amor, eu quebro o silêncio dizendo: que maravilha né amiga vamos para casa! —Nesse momento ele se desperta e diz: sim vou dar alta para ela, mas vai me prometer que vai continuar de repouso em casa.
—Sim, eu prometo! —Ele pede licença e sai dizendo: vou resolver tudo e assinar sua alta —e assim ele saiu nos deixando sozinha —uau! O que foi isso Anne, ele tá caidinho por você! E não vem me dizer que é imaginação da minha cabeça que você sabe que eu não estou imaginando, porque você também está atraída por ele.
—Você está louca e não fala mais isso. Rose, eu quero te falar uma coisa
— Então fala —amiga, eu não quero ir para a casa dos meus pais! —Tudo bem, vamos para o meu AP.
—Obrigada amiga —Do lado de fora do quarto quando o doutor Marcos, está assinando a alta da Anne ele para e pensa —eu não posso mais me engana eu me apaixonei pela Anne, como isso foi acontecer o que eu vou fazer ela vai embora, e eu não vou poder fazer nada, sofre Por amor não estava nos meus planos, eu já não consigo ficar longe dela e nem tirar ela da minha cabeça. Ele abaixou a cabeça sobre os braços na mesa e ficou ali triste por um tempo imaginando a sua ausência que ainda não chegou, mas que já tá o afetando! Aí Anne, o que o destino reservou pra gente? —é uma pergunta que não sai da minha cabeça.
—No quarto, Anne e Rose ajeitam tudo e fica à espera do doutor Marcos, logo elas escutam a porta abrir e ele entra, com a alta assinada e ainda uma receita nas mãos, ele olha com tristeza para Anne pois é hora da despedida e ao mesmo tempo ele a admira dizendo: você está linda! — Obrigada! —Ele para na sua frente e fica olhando pra ela como se quisesse falar alguma coisa, ela fica ali esperando ele fala mas ele não fala nada, eu que estou ali presenciando aquela cena falo: doutor Marcos tem alguma recomendação? —Ele fica todo sem graça e diz: sim, aqui está a alta e aqui está uma receita de um calmante não é forte, é só no caso de estresse para ajudar relaxar —há, ela não vai pra casa dos pais, mas eu compro e cuidarei dela.
—Como assim você não vai pra casa dos seus pais e vai para onde?
—Ele pergunta olhando pra Anne desesperado —vou ficar com a Rose, ela tem um apartamento aqui na cidade, eu vou ficar uns três dias antes de voltar pra casa e para o meu trabalho! Não vejo a hora de ir embora de vez.
—Nesse momento ele desesperado fala: Anne você precisa ir com calma, eu ainda não lhe liberei para o trabalho, você deverá voltar aqui em uma semana para fazer uns exames.
—Como assim? —o senhor disse que estava tudo bem comigo! —Sim, e esta, é um exame de rotina como uma revisão. Não se preocupe, por favor retire o senhor, afinal não sou tão velho assim! — Verdade, somos quase da mesma idade, estamos na casa dos vinte ainda né — falei piscando pra ele, hahaha e nós três rimos.
—Então vamos amiga, falei olhando pra Rose que logo me responde: Sim, vamos —Ele nos pergunta se queremos carona —eu falo não obrigado, mas a cupida Rose, que não se cansa diz, que sim eu olho pra ela com um olhar de reprovação, mas ela não se toca e ainda diz: vamos logo pois o doutor precisa descansar, ele nos ajuda com a bolsa e saímos juntos, do lado de fora do quarto todas as enfermeiras ficaram olhando e cochichando e assim o seguimos em direção ao seu consultório, que ele pede para nós entrar pois ele precisa fazer uma coisa rapidinho, e assim que entramos nós duas nos olhamos, aquela sala não era uma sala de um simples médico qualquer, e sim de um médico muito especial, ele nos fala: sente-se fiquem à vontade o que eu vou fazer é bem rápido —ele vai até a mesa dele mexe em alguns papéis arruma a mesa coloca o jaleco em um cabide e o guarda em um pequeno armário que há no canto da sala, e uma enorme sala, tem de tudo um pouco, em um canto tem uma grande porta que creio que deve ser um espaço de descanso dele, não é qualquer um que tem um consultório daquele, ele vem em nossa direção e diz: bom, já podemos ir —e assim saímos da grande sala e seguimos para o elevador. Seguimos para o estacionamento e ao chegar, de longe ele destrava o carro e se apressa para abrir a porta traseira para que eu e a Rose possamos entrar. O carro dele é um conversível preto! Outra coisa que nos chamou a atenção é um carro muito caro para um médio, logo em seguida ele vai em direção a porta do passageiro abre e coloca a minha bolsa, e segue para a porta do motorista senta e liga o carro olha para nós no banco de trás e pergunta: está tudo bem? Sim, — Rose me olha rindo por termos falado juntas.
— Reparo, que o seu olhar do doutor Marcos, está na direção da Anne, ele está um pouco nervoso, a simples presença da Anne mexe com esse homem, parece que perto dela ele não raciocina direito, a presença dela o desestabiliza.